O Fantasma da Casa

Parte 1 – A Diva

Em uma casa a bela garota Marih arruma suas coisas. Ela acaba de chegar de mudança. Depois ela vai dormir. Ela começa ouvir sussurros, e fala em seu sono, sonhando: _ Fala mais alto!!! Você acha que sussurrar no meu ouvido vai me fazer te dar a minha… _ ela rola e cai da cama, acordando.

Ela vai até o banheiro e abaixa a calça para fazer suas necessidades fisiológicas, mas alguém fala: _ Que busanfonte murcho!!! _ Marih se veste, se vira, vê uma fantasma, grita 34 vezes e desmaia.
Dia seguinte…
Ela acorda em sua cama e, não tendo certeza de que foi tudo um sonho, vai indo ao banheiro, mas furtiva, se esgueirando pelas paredes. Ela abre vagarosamente a porta e entra no banheiro, o tranca e fala: _ Ufa! Foi só a minha imaginaçã _ vê um reflexo no espelho: _ AAaaaaaaaaaaH! _

É o reflexo dela mesma.
Marih: _ Sabia que devia parar de beber. _
Então ela ouve: _ Menina, me conta quem é aquele gatão “amigo” seu? E… principalmente… por quê alguém desmaiaria no banheiro? É anti-higiênico, eu tive que te levar até o seu quarto. E você não tem um corpinho de modelo, você pesa. _
Mas antes do meio desse discurso, Marih já tinha desmaiado de novo.
Ela acorda sem ver ninguém: _ Onde você está? _
_ Aqui atrás. Parece que não vê filme. Fantasmas sempre estão atrás. _

Marih vira e vê uma espírita. Ela abre a boca pra gritar e a fantasma soca um milho cozido na boca dela.
_ Menina, como você grita! Você fez curso disso? Existe curso disso? Nunca vi gritar assim sem ser em Dragon Ball. _
Marih tira o milho cozido e tenta acertar ele na fantasma, mas este a atravessa.
Marih: _ Qual é o seu nome? _
_ Diva. Eu morri aqui. Sou uma assombração. Mas não qualquer uma, eu sou uma aparição ectoplásmica de classe. Que tal? _
Marih: _ Que mais poderia dar errado? Eu to presa numa casa com um espírito chamada Diva que é mau-humorada, verborrágica e gorda. _
Diva brava: _ Mau humorada é a mãe e… gorda, você acha? _ Fica fininha.
Marih: _ Não acredito que estou conversando com uma espírita louca e intocável. Eu vou dormir. _
Sobe para o quarto. Deita na cama e vai dormir. Diva atravessa a parede e fala: _ Mas você acabou de acordar. _

Parte 2 – Marcos

Marih foi ao trabalho e voltou para casa com seu amigo Marcos. O “amigo” que Diva mencionara.
Diva: _ Que bumbum durinho! Sou louca por extremidades anteriores arredondadas!!! _ e aperta a bunda dele. Ele pula
Marih: _ Que foi? _
Marcos: _ Não sei. Um calafrio. _
Marih: _ Eu mato aquela aproveitadora. _
Diva diz a ela: _ Volta no passado e entra na fila. _
Marcos ouve sussurros de Diva (dizendo: “Ah que vontade de incorporar ele!!! Se ele fosse um médium incorporador…!”).
Marcos: _O que foi isso? _
Marih: _ A tv. _ e cochicha: _ Quieta, Diva gorda!
Marcos ouve e pergunta: _ Diva gorda? Tem mais alguém aqui?
Diva tenta salvar Marih de dar uma explicação e faz um pedaço do teto cair em cima dele e diz que gorda é a mãe.
Marih segura Diva e joga ela no chão. Diva: _ Você nunca me disse que era viden… digo, tocadente. _ apanhando.
Marih pula em cima dela.
Diva: _ Hei!!! _
Marcos não vê Diva e pensa que Marih é louca porque está lutando com o ar. Ele sai e bate a porta. Um pedaço da parede cai.
Diva e Marih param a briga. Diva vendo o pedaço de parede: _ Será que eu precisava mesmo ajudar que o teto desabasse? _
À noite…
Marih diz a Diva que está de mau dela. Diva fica a noite inteira cantando lalalalalala impedindo a outra de dormir.
Marih se cansa: _ Ah, ta bom. Estamos de bem. Mas gorda você é. _
Diva saindo resmungando: _ Gorda! Ectoplasma enche de ar. É isso. Tá na cara. Deve dar até pra fazer bexiga de ectoplasma. Hei! Eu nunca fui gorda. Só se fiquei depois de vir a falecer. Agora ela é gorda. E viva. Isso não tem jeito. E vai piorar quando morrer. Ah, eu vou dormir.

Parte 3 – Ainda não me Acostumei.

Marih acorda e vai tomar café. Diva aparece do nada. Marih engasga e joga café na cara de Diva.
Diva: _ Menina, que nervosismo. A gente não pode aparecer que você leva susto. _
Marih dá um tapa nela.
Diva: _ Agora que você aprendeu a me tocar você ficou muito chata. Me toca o tempo todo. Parece lésbica. _
Marih morre de raiva (no sentido figurado).
Marih brava: _ Eu não vou desistir de ficar nessa casa por causa de um ser estranho. Eu não vou embora, você vai. Mas por enquanto eu estou assim porque não me acostumei a morar com
Diva interrompe: _ Uma verdadeira diva? _
_ Não. Um ser de outro mundo. _
Marih atravessa Diva pra pegar sua bolsa e ir trabalhar. Diva esbugalha os olhos e dá um bofetão em Marih, que a atravessa. Marcos chega. Marih pega Diva e promete a ela uma surpresa. Ela a leva ate o banheiro e empurra ela privada abaixo e dá a descarga.

Ela atende a porta. Diva derruba o teto de novo.
Marcos: _ Sério. Sua casa precisa mesmo de uma reforminha. Sem querer ofender. _
Diva fica brava, afinal sempre foi a casa dela.
Marih: _ Ela precisa mesmo é de um padre. _
Diva: _ Ah! É? Agora eu é que não quero morar numa casa onde a pessoa quer me chamar um padre. Ninguém aceitaria isso. Ela vai ver. _

Parte 4 – Matar ou Morrer, eis a questão.

O irmão de Marcos foi assassinado por alguém. Marih foi com ele à cena do crime e Diva foi também (interessada em se o recém-morto era bonito) e ela sentiu a presença da mesma pessoa que matou a ela e à sua irmã, Sarah.

Diva: _ Ele ataca novamente. Espero que seja um velhinho, porque só quando ele morrer eu vou poder ir pro céu. _
Marih: _ Você não vai pro céu. _
Diva fica brava e a chuta. Então a fantasma volta pra casa.
Diva chegando em casa: _ Fantasma mais mal-educado! Nem pra aparecer no próprio enterro!!! _ ela pega o celular de Marih e faz uma cara maliciosa.
Marih chega em casa. Ela tira seus sapatos e vai entrando no próximo cômodo escuro. Há uma vela acesa no recinto. Marih: _ Deve ter acabado a energia. _ vai ligar a luz. Diva põe a mão dentro do interruptor e a impede de acender. Marih vai tomar um banho. Ela tira suas roupas, fica só de roupa de baixo, mas Diva chega arrebentando a porta pedindo que ela se vista e uma porção de padres entra no quarto dela. Ela quase cai pela janela empurrada pela multidão santificada.
Diva: _ Você comentou que a casa precisava de padres.
Marih se veste e vai sair correndo, mas um padre a segura: _ Espera aí mocinha endemoniada. _ e começam todos a passar as mãos na cabeça dela.
Marih: _ Espera!!! A endemoniada é ela. _ aponta Diva. Eles não vêem nada. Marih: _ Como? _
Diva: _ Eu posso entrar no corpo de alguém e fazer esta pessoa ir falar com os doidos de vestido. _
Marih: _ Não é vestido. É batina. _
Um padre: _ Ela está vendo e falando com o demônio. _
Marih concorda: _ É. To mesmo, num certo sentido. _
Diva: _ Hei!! Ah, é? _
Diva levanta ela e começa a rodar falando: _ Eu vou matar todo mundo. Ninguém vai sobreviver à minha cólera! Eu vou apertar as suas bolas. _
Os padres tiram seus cantis de água benta. Marih: _ Não.
Eles todos jogam água benta nela, que fica ensopada. Diva está rindo disso tudo.
Marih para Diva: _ Eu vou procurar um feitiço e te reviver só pra eu te matar com minhas mãos. _ e para os padres: _ Tem uma fantasma aqui. Exorcizem ela. _
Os padres ficam calados.
Um padre que parece ser o líder vem falar com ela e põe a mão na cabeça dela: _ O demoninho foi embora? Você ta louca, precisa se internar num hospício. _
Marih se cansa e parte pra cima deles com uma vassoura. Eles saem correndo. Ela joga a vassoura e acerta a janela da vizinha.
Marih: _ Tomara que ela pense na vassoura como um presente. _
Ela entra dentro de casa, vai até Diva e começa a estrangular ela. Diva fica fazendo sons de sexo com a boca, gemendo e gritando “vai”. Marih sai do quarto e vai beber uma água.

Diva vai atrás dela: _ Já cansou? Que fraquinho! _
Marih: _ Não tem graça. _
Diva: _ Então. Eu não fui nada pra você? _
Marih: _ Você adora me irritar, né? _
Diva: _ Hei! Eu te perdôo pela idéia dos padres. _
Marih acha um vidro de água benta no chão e joga sobre Diva. Ela grita de dor queimando. Aí ela pára, estava só brincando e começa a rir. Marih sai correndo atrás dela pra lhe bater.

Parte 5 – Vizinhança.

Certo dia, alguém bate à porta da casa de Marih. Diva sai correndo se passando rouge, pensando ser Marcos, mas o rouge todo a atravessa.
Marih atende a porta e se vê de frente à sua vizinha Tâmara.
Tamara: _ Margaridas, você tem margaridas vizinha? Violetas? Girassóis? Rosas? Papoulas? Petônias? _
Marih: _ Não, não e não. _
Tâmara: _ Hortelã? _
Marih pensa: “quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece”.
Diva provoca imitando a voz de Marih: _ Tamaaaaaaaaaaaraaaaaa, piraínha! _
Tâmara parte pra cima de Marih, que pensa que ela a vai estrangular e sai correndo. Tamara pula nela lambendo-a dizendo: _ Tamarinha. Você me chamou de Tamarinha? Que fofo!
Diva esbugalha os olhos. Tâmara vai embora dizendo que tem que ficar na sua casinha porque ligou para a casa de carnes. Marih não entende. Diva esclarece: _ O açougue. _
À propósito, Marih lá ia pensando numa casa onde morassem as carnes antes de Diva a esclarecer tal semântica.
Tâmara sai saltitando, cai, levanta, cai, levanta, cai e sai se arrastando. Marih e Diva ficam pasmas com a visita.
Diva: _ Vamos pô-la numa casa-de-recuperação para insanos mentais? _
Marih: _ À força? _ empolgada
Diva: _ E como mais seria? _
Marih: _ Infelizmente não dá. Ela não é louca. Só é feliz, o que é louco, mas talvez ela não seja tão alegre assim, porque afinal não é possível. _
Diva: _ Você está me imitando? _
Marih: _ Deve ser. Mas sem querer. _

Parte 6 – A Nova Moradora!

Natal…
Diva estava dentro do forno vendo um peru cozinhar e Marih estava arrumando a árvore de natal (horrível, por sinal).
Batem à porta Diva e Marih se prostram em frente à porta. A pessoa que está batendo bate, bate de novo, grita, chuta e arranha a porta.
Diva: _ Do jeito que é essa casa, ela vai derrubá-la. _
Marih atende e : _ Mamãe! _
A mulher da porta (não esposa da porta, mas que está nela, no sentido de em frente a ela): _ Por que demorou tanto, ensurdeceu? _
Marih: _ É que eu estava… _
A velha foi entrando e pergunta: _ Quem é ela? _
Diva: _ Você pode me ver? Hei, e não se assustou?! _ brava.
Marih: _ Diva, esta é Antonieta Xita, minha mãe, e mãe, esta é Diva, isso é uma… _
Xita: _ Fantasma. Eu sei, sua burra. Sou uma mais ou menos cigana. Fantasma mais brega! _

Diva pensa: _ Só quem não presta consegue me ver. _
Xita xuxa malas nos braços de Marih e dentro de Diva e pede pra elas levarem as malas, voltarem e levarem-na pro quarto dela no último andar.
Marih: _ Mas mãe, você vai ficar? Mãe _
Um papagaio vem e pousa no ombro de Xita, falando interrompendo Marih: _ Ela é sua mãe, p*** de beira de estrada. Acolha-a. _
Marih: _ Ah, você ainda está ensinando palavrões a ele. _ lembrando. _
Diva: _ Isso sem falar que até ele ama interromper as falas das pessoas. _
O telefone toca. Xita joga ele no chão e fala que ele é do demônio.

Parte 7 – Papagaio (bem) Mau Educado.

Faltando um dia para o ano novo…
Xita: _ Diva, você trabalha com roupas? _
Diva: _ Não, por quê? _
Xita: _ Não! Você trabalha pelada!? Sua prosti… _
Diva a interrompe: _ Velhota, tu num tem mais nada pra fazer não, hein? Sei lá, crochê, tricô, bordado, matar os netinhos de tédio com histórias sobre lobo-mau, estuprar alguém, o que quer que seja, menos essas piadas infantis não, hein? Adoro a morte! Sem necessidade de respirar se torna muito mais fácil falar muitas coisas num curto espaço de tempo! Parece propaganda da morte, e embora o além-mundo precise mesmo de mais gente, aqui está um tédio, só as tagarelas cairiam em tentação diante de tal artimanha. _

Xita fica brava por diva falar como se ela não estivesse lá: _ Morra! _
Diva: _ De novo! _
E no dia seguinte ao ano novo, as vizinhas Catiúcia e Tamara vão fazer churrasco na casa de Mary. Ao chegar lá, a velhinha dona Xita fala que as vizinhas são muito bobinhas e se tranca no quarto.
Tamara confunde com bolinhos: _ Bolinhos, onde? _
A velha mãe de Catiúcia entrando: _ Balinhas! _
Catiúcia: _ Não, bolinhas. _
Diva: _ E vocês ‘tão bebinhas. _
O papagaio: _ Bucetinhas. _
Xita grita: _ Repete papa, cabeludinhas! Bucetinhas cabeludinhas. _
O papagaio repete.
Diva coloca a mão na cabeça: _ Ela chama ele de papa! _

Tamara: _ É bonitinho. _
Diva a vai estrangular. Marih passa dentro de Diva e serve goiaba ao papagaio: _ Aqui, papa. _
Diva: _ Até você! Esse é um culto perdido ao papagaio e eu não sei? _
Xita cai do segundo andar empurrada por alguém e morre, ficando esparramada no chão, feito uma massa grudenta.
Periquito papa: _ A perereca caiu do ar. _
Catiúcia: _ Que pouca vergonha é essa? Não fico mais nesse ambiente sem as tão faladas bolinhas. Fui. _
Diva diz a Marih que seu assassino está na festa.
Marih solta um grito e o papagaio entra na boca dela.
Xelita, uma outra convidada: _ Cala a boca, sua besta. _
Tamara tira o papagaio da boca dela e fala que ela tem a boca mais linda do mundo. Diva começa a rir dela.
Como Xita morreu (e todos se recusam a enterrá-la), é Diva quem vai fazer os bolinhos de queijo que a outra prometera fazer. A profissão de Diva era marceneira e os bolinhos saem com forma de árvore.
Ninguém consegue comer os bolinhos. Xita fantasma aparece e briga com Diva na cozinha. Ambas se jogam bolinhos. Um deles acerta a convidada Kita e quebra os dentes desta. Dona Xelita se xuxa no banheiro e começa a escovar a “periquita”: _ Um dia ela ira se casar com o papa. Né, periquita? _ Nota: periquita é o órgão sexual feminino.

E o papagaio usa seu extenso vocabulário para tentar acalmar a briga na cozinha: _ Cú, peitões, bundão… _
Xita: _ Diva, sua fantasma vívida, feia e brega! _
Diva: _ Sua vaca velha advinda de uma vaca doente! _
Dona Tamara está chorando no quarto porque detesta briga. Ela também é morta.
Depois, todos vêem a nova morta. Diva: _ Daqui a pouco o lado de cá vai ter superpopulação. _
Xita: _ Você bebeu? Aqui é infinito!
Diva: _ A sua presença faz parecer tão pequeno. Xita, você é feita de substâncias estranhas e devo dizer, “não há limites seguros para o consumo dessas substâncias”, nem proximidade segura o suficiente. _
Enquanto isso, no mesmo lugar, no mundo vivo…
Catiúcia: _ Coitadinha dessa brega! _
Xelita: _ Mas ela era tão chique! _
Xita contempassada: _ Uma língua virgem de infâmias dirigidas. _
Papagaio: _ Ela merecia. _
Todos: _ O quê? _
Papa: _ Eu mesmo matei Sarah, Rossete, depois Xita… _
Xita: _ Pensei que eu tinha me matado. _
Diva: _ Como pode não notar que foi morta por alguém?! _
Papa: _ E Tamara. _
O fantasma de Tamara aparecendo: _ O quê, foi esse fofinho que me matou? Ah, que fofo! _ pula nele, o atravessa e sai rolando, rindo.
A luz suga Xita e Tamara. A luz vai sugar Diva, mas ela vê Marcos e tenta se segurar nele. Marih não deixa e ela se vai. Marcos e Marih se casam e vão morar em outra casa, onde morreu um velhinho.
Tamara foi cuidar de um jardim, onde fala sozinha. Xita foi pro inferno e entrou pruma gangue de papagaios assassinos. O papagaio papa foi preso em uma prisão, onde virou cantor de rap e montou um fã-clube da Dercy Gonçalves. Xelita foi premiada com o prêmio Nobel de escovar a prexeleca. Catiúcia ficou pobre, mas viva. Marih foi feliz para sempre, até descobrir que o fantasma de sua nova casa é mal-educado, mas com Marcos tudo foi feliz. Marcos vive brigando com Alfredo, o velho fantasma, e transando compulsivamente com Marih. Diva foi pro céu e ficou com um gatão de 18 ADM (anos depois da morte).

Parte 8 – Diva não se dá Bem com o Céu

Diva não estava mais feliz no céu. Cantava “Tédio” o dia inteiro e batia tanto impacientemente os pés no chão que fazia inúmeros buracos.
No início ela foi feliz, mas depois de umas duas vindas à Terra e um casamento no céu, seguido por divórcio, ela decidiu se revoltar.

Diva cortou as asas das anjas enquanto elas dormiam, ao acordar, desequilibras, elas caíram, mas se recuperaram.
Deus disse a Diva que ela corria risco de ir para o purgatório, mas antes ela teria de enfrentar a burocracia divina.
Diva fugiu da fila para o purgatória e foi cantar no hipódromo celestial (onde correm os melhores cavalos mortos). Os cavalos se descontrolaram e avançaram sobre São João comendo pão dentro de um furgão pretão e vendo um filme de ação.
São João fez chover muito na Terra, sem querer, bem em um dia de sol. Marvin, um dos melhores amigos anjos (loiro, alto e lindo, não deve ser só um amigo) de Diva vai conversar com ela:
_ Menina! O que você faz quando fica entediada! Destrói o hipismo no paraíso, é? _
_ Não. Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo. Isso vem ao caso? _
Marvin: _ Desculpe a pergunta, mas… você teve algum distúrbio hormonal gonadotrófico que não conseguiu controlar e que deixou sua feminilidade à flor da pele, por isso você decidiu namorar São João e fez uma serenata, mas estava com um apito na garganta que fez os cavalos-fantasma ficarem agitados? _
Diva: _ Não. Na verdade isso foi só uma daquelas doideiras que a TV faz as pessoas terem às vezes capaz de fazê-las comer pirulito com cobertura de chocolate com limão. _
Marvin: _ Eu já comi isso. _
Diva: _ Verdade? Tem gosto de quê? _
Marvin: _ No início tem um gosto estranho de ovo, depois vem limão com abobrinha e depois tudo se mistura na garganta. _
Diva: _ Tudo misturado tem gosto de quê. _
Marvin: _ De cú. _
Diva se espanta: _ Você é doido, eu vou embora, tchau! _ sai correndo. Marvin: _ Me deu vontade de comer de novo, lembrando o maravilhoso gosto final. _ sozinho.
Diva tropeça, cai do céu sobre um gordão na Terra, ricocheteia e sobe de volta: _ Legal! _ fica pulando sobre ele, que nem nota.
Até que, no céu, Diva cai sobre São João.
Diva: _ De novo! Acaso você é guarda judiciário de divindades condenadas? _ ele desmaia devido a ela cair em cima dele.
Ela sai dali.
No outro dia…
Diva diz sonâmbula: _ Jesus, não! Milla Jovovich não. Eu quero os peitos da Jolie, a Gininha Jolie! A Angelina, seu panaca. E vaca é a mãe! Ai, seu médico, não põe o enxerto ai, aí não, que vacinão hein médico Pitt. Vem cá meu _ está chovendo debaixo de Diva, a nuvem sobre a qual Diva está se dissolve em chuva e ela cai no andar de baixo e bate em São João e acorda. Ela, brava, joga São João longe.
Diva vai andando e vê o espírito de um velhinho pulando cheirando flores. De repente… Diva: _ Hei, velhinho, cuidado!
O velhinho vai cheirar uma flor com uma abelha, ela o pica e ele se transforma em abelha.

Diva: _ Ó, santo Deus! Eu vou-me daqui, esse bairro é muito violento.
Diva se perde tentando voltar à fila do purgatório e, pra pedir informações, entra em uma mansão sem ver uma placa escrito: Mansão Mal Assombrada.

Parte 9 – Diva e os Falecidos Soutoh

Diva foi entrando no hall de entrada da mansão e , folgada, deixou os chinelos e foi subindo a escada, que rangia.
Diva: _ Óh, essa escada precisa de uma re _ cai rolando escada abaixo: _ foooooooooormaaaaaaa!!! _ terminando de cair ela fala: _ Quando Jesus disse “há muitas moradas na casa de meu pai”, esqueceu de mencionar a variedade das mesmas. Que casa esquisita! _
Uma mulher esquisitona fantasma do mal dessas de casas de terror desce as escadas flutuando. Mas todo mundo flutua no céu, dã.
Diva: _ Que filme é esse? As panteras? Meninas superpoderosas? _
A mulher: _ Ser circular, olá, meu nome é Xica. _
Diva: _ Ser circular é a _ trovão: _ Tá bom, tá bom, não xingar a mãe de ninguém no céu, entendí. _
A mulher ajuda a fantasma a levantar. Diva: _ Seu nome… é Xoca? _

Xica já nervosa: _ Não. Xica, meu bem. _
Diva: _ Ah, Bisca! _ já provocando.
Xica: _ Não, não é Bisca não, é _
Diva interrompe: _ Aaaaaaah, então é Bixa, não é? _
Xica mais nervosa: _ Xiiiiiiiiiiiicaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!! _
Diva: _ Muito bem cantora de ópera Dona Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiicaaaaaaaaaaaaa, que nome! _
Xica: _ A, chega, Xica, ouviu? Xica, tá bom? Xi-ca. _
Diva: _ ra. Xícara. _ rí.
Xica, nervosa, ruge entredentes.
Diva: _ Xica, não é? Não precisa gritar, eu já entendi, mulher quadrada. _ rí, pois retribuiu o “_ser redondo”.
Um homem vem vindo pra perto delas. Xica: _ Agora que você entendeu, o que você veio fazer aqui na casa de Xica Soutoh e _ aponta o homem que vem vindo: _ Micko Soutoh, ã?
Diva: _ Que comercial! Vocês são donos de uma lanchonete? Só podem, aí mudaram os nomes. É então por isso que você se chama Xícara e ele, Misto? E mal lhe pergunte, misto de quê? _ rindo por dentro, nunca tinha passado um trote tão divertido pra ela. Entrara pra pedir informações mas não resistiu.

Xica neurótica, pega um machado e vai pra cima de Diva.
Diva sem notar: _ Aliás, Xicrinha, você tem uns peitões enormes. Há algum quarto vagando? _
Xica: _ Cala a boca! _
Diva: _ Não nos seios, eu quero saber se você tem um quarto sobrando nessa casa do senhor Drácula? Eu tô tão cansada! _
Micko termina de chegar perto, tropeça e cai com as mãos nos “melões” de Diva. Diva dá um chute no saco dele e sobe as escadas pelo corrimão.
Xica chega perto do marido dolorido: _ Comecei a gostar dela agora. _
Xica aparece no quarto onde Diva se hospedou sem permissão. Ela (Xica) está maquiada com uma máscara de beleza: touca de tinta para o cabelo, fone de ouvido para preservar a paz das feições, creme para rugas de expressão, baton preto hidratante, pepinos nos olhos e apliques de cabelo.
Diva leva um susto, atravessa sem querer o chão e cai em um caldeirão no andar de baixo. Ela sobe de volta ao seu quarto gritando: _ Queenteeee! _
Diva: _ Puxa, Xícara de chá de cinza de defunto, que caldeirãozão, hein?! _
Xica parte pra cima de Diva e as duas se enroscam como fantasmas, brigando, os socos atravessando. Diva pára de brigar e se desculpa: _ Eu não queria brigar, desculpa! Você foi tão hospitaleira comigo, obrigada! _
Xica: _ Quê isso agora? _
Diva: _ Pena de você, gastanto tanto dinheiro com cosméticos e não tem adiantado nada. _
Xica não agüenta mais e sai arrastando Diva pela casa. A casa é absolutamente assustadora, mas Diva acha tudo muito normal. No caminho, ela vai passando a mão nos móveis super empoeirados e comenta que a casa precisa de uma limpezinha. Então Diva olha pela janela e vê um jardim lindo. Xica a joga janela afora.
Diva acha tudo muito lindo e vai rolar entre as flores.
Xica dá um riso maquiavélico, que é ouvido a quilômetros de distância.
Haviam gatos escondidos entre as flores e, entre um “miau” e um “minhau”, se ouvia um “oh” e um “hei”, além de alguns “ai”.
E Diva sai completamente estrupiada e cheia de pêlos de gato.
Diva: _ Se eu pegar o autor que escreveu isso, eu mato ele!!! _

Parte 10 – Onde Tudo Acontece e Essa Parte é Gigante

Diva, continuando sua odisséia no espaço celestial, perdida sem encontrar o caminho de casa, ou melhor, da fila para o purgatório, encontra uma placa que indica o caminho do jardim de São João. Mas, no caminho, de-repente, ela pisca os olhos assustada duas vezes, olha pra baixo e vê que está sobre um buraco: _ Oh, não! _ e cai alvoroçada gritado: _ Socorrooooooooo!!!!! _ ainda caindo, ela se dá conta do absurdo de gritar socorro: _ Ah, eu sou uma fantasma. Então… _ e nisso põe todo um esforço enorme e inútil: _ ÚUUUUUUUUUuuuuuuuuhhhhh! _ já que esse é o som de um fantasma: _ Não tem ninguém por aqui. _ por isso ela pára.

E Diva caiu numa fonte da cidade de Estrelápolis. Algumas pessoas videntes que passavam vêem ela sobre a fonte e dizem: _ Milagre! Iemanjá dos Melões da Bahia, nossa santa padroeira!
Diva vermelha, literalmente, de raiva: _ Não, ela é mau-humorada, eu não.
Diva foi visitar sua amiga Marih, ela bateu na porta, a parede caiu.
Diva: _ Que pouca-vergonha, ela já saiu, já voltou pra cá, e até hoje não reformou esse antro! _
Marih abrindo a porta: _ Quem tá chamando a minha casa de antro?! _ vê Diva e desmaia.
Diva: _ Não acostumou ainda?! _
Marih levanta: _ Mas é claro que sim! É brincadeira. Por quê antro? _
Diva: _ Antro é essa casa aí do lado, que hotel de pulgas! _
Ambas olham a casa, uma super mansão com piscina, do tamanho de um campo de futebol.
Enquanto conversavam isso, Diva consertava o pedaço de parede que caíra.
Marih: _ Que surpresa é essa? _
Diva: _ Isso, visitinha-surpresa! _
As duas se cumprimentam com seu cumprimento secreto, batem as mãos, a bunda, três beijos no rosto e apertam o seio uma da outra.
Marih: _ Diva, você emagreceu? _
Diva: _ Eu fiz a dieta da nuvem. _
Marih: _ Como é isso? _
Diva: _ Bem, digamos que agora se deva olhar pro chão ao andar no céu. _
Repentinamente se ouve um barulho estranho de trem. Diva o reconhece como o do trem celestial e se apressa para ir embora.
Marih fica espasma com a rapidez da visita.
Dentro do trem celestial (subindo já)…
Diva não pôs o cinto de segurança e, então, fica ricochetando de um lado pro outro e fez, com seu peso, o trem descarrilar e cair.
Diva procura desesperadamente uma saída de emergência. Diva: _ Socooooooooo _ antes de terminar, ela se envergonha por estar gritando socorro de novo e pára, então ela atravessa o trem e sai dele.
Ela sai voando a 300.00.000 km/s, e é atingida por um raio, gerando uma luz na noite do dia 19 de junho que, por isso, passa a ser considerado como o dia em que um raio atingiu um disco voador em Estrelápolis.
Por fim, ela cai em uma chaminé.
As crianças Cláudia e Diego chegando na sala: _ Papai Nol! _

_ Papa Noel! _
Diva: _ Não… “anjinhos”(?)… Papai Noel. _
Diego: _ E os presentes? _
Diva: _ Vocês _
Cláudia: _ Por quê você não tá de vermelho? _
Diva: _ O vermelho saiu de moda. Vocês me deixam falar?! Olha crian _
Cláudia: _ Minha boneca. _
Diego: _ Videogame! _
Diva: _ É junho ainda! _
Diego: _ Doces! _
Diva: _ É que _
Diego: _ Meu cavalo. _
Diva: _ Eu não acre _
Cláudia: _ Meu computador de 4 gigas de RAM, HD de 180, processador Dual Core e monitor LCD? _
Diva fala, tampando a boca dos dois com as mãos: _ Pra começar, vocês foram más pessoas, depois é junho. E, vem cá menina, você tá com um demônio da computação incorporado no corpo??? _

Cláudia caiu no sono.
Diva: _ Óh! _
Diego: _ Papai Noel, faça dieta. _
Diva: _ Seu menino mal-criado!
Diego: _ Isso porque você não viu minha anja da guarda. _
Diva: _ Ah, você também pode vê-la?! Meu Deus, uma incorpora e o outro vê! Hei, essa casa não é um sanatório, é? Eu tenho medo de ser detida em um, sabe? Hei, espera, quem é sua anja da guarda? _
Diego: _ A Fecília. _
Diva: _ Aquela maldita! Manda ela ir _ trovão nos céus _ criança no recinto. _
Diego: _ Eu já tenho 6 anos e meio.
Diva: _ Grande coisa, eu tenho seis litros no seio. _ começa a rir. Ele não entende e acha sem graça. E fica emburrado. Diva: _ A piada é muito engraçada, você é que é uma criança muito desinformada. _
Diva vai saindo atravessando a porta.
Diego: _ E o seu tremó? _
Diva: _ É trenó. E tá que eu vou sair por aí distribuindo presente numa coisa flutuante de madeira carregada por viadinhos de chifres, vestido numa roupa vermelha com um saco que só serve pra entortar a coluna e uma barba do século 10 AC! _

Diva atravessa a porta. Diego segura a roupa dela e ela ouve um ‘crek’. Diva olha e diz: _ Minha bunda! _ depois divagando: _ É linda demais a minha… _ volta a si: _ E tá a mostra! Eu vou falar pro coelho da páscoa e aquele menino maldoso vai ver só! _ ela sai tampando o buraco, pega umas folhas no chão, transforma em roupas e veste. Diva para si: _ Nunca vou me acostumar à fantasmice. _
Na casa, Diego chora, pois ouviu o comentário de Diva sobre o coelho da páscoa. Cláudia acorda e vê pérolas no chão.
Diva se lavando na fonte (tomando banho cantando “Banho de Lua”) percebe algo em seu pescoço: _ Meu colar com o qual fui enterrada! _
______________________________
Cláudia: _ Olha, Diego, e o que o Papai Nel te trouxe? _ para o irmão. Ele mostra pra ela o pedaço de roupa rasgada.
No outro dia…
Diva andava pelas ruas até chegar numa rua de pedras cor-de-rosa. Ela esbugalha os olhos e olha para o chão. Depois continua passeando enquanto espera que o trem celestial apite de novo, quando terminar de ser consertado. Ela continua e se vê numa casa de campo a 1 km dalí.
Aí ela tromba com Marvin.
Marvin: _ Oi fofa! _
Diva: _ Oi fo… ex-fofo! _
Marvin: _ Ex? _
Diva: _ Hei! Você caiu no meu conceito, sabia? _
Marvin: _ Por quê?! _
Diva: _ Procure referências no nosso último encontro. _ chuta ele, que vai parar no céu. Infelizmente, não há ninguém para chutá-la também.
Dias depois, ainda andando, Diva começou a ficar com fome. Mentira! Ela é uma fantasma, gente!
Então Diva chegou a uma rua com uma casa, igreja, mais casas, nenhuma outra igreja, um comércio e asfalto, uma rua normal.
Ela viu uma casinha azul que acha muito bonitinha e foi bater na porta.
_ Já vai, já foi, já _ abre e não vê Diva: _ fui? Meninos. _
Diva: _ Hei! Eu to aqui, velha coroca, só por quê não me vê… _
_ Ué, que voz é essa? _
Diva: _ Médium vidente, digo, ouvidente. _
_ Não, não ouço dentes. _ sai correndo, mas sem sair do lugar, já que Diva a segura no ar.
Diva: _ Você não vai embora sem nem me cumprimentar. _
_ Oi, meu nome é Angelina e… deixa eu ir, ser infernal, espírito do demônio. _
Diva: _ Onde eu vim parar?
Angelina: _ Numa casa de fiéis a Jeová. _
Diva: _ Ah, ta, então é isso. _ vai entrando na casa e achando que por dentro ela não é bonitinha, quando Angelina e seus dois filhos de um e dois anos respectivamente começam a fazer exorcismo: _ Sai fora, bruxa do mal (…). _
Diva acha que eles se confundiram, pois ela é fantasma e não bruxa. Mas então Diva começa a desaparecer e começa a ficar louca segurando os paus… da escada. Diva vai subindo a escada, mas ora ou outra uma ripa voava e lhe atingia o nariz, pelo poder do exorcismo.
Pow!
_ Oh, meu narizinho! _
Bang!
_ Socorrinho! _
Pak.
_ Ah, que pauzinho. _
POW! Bang!
Diva, toda acabada: _ Ahi, ahi! _
E Diva subiu até o final da escada toda deformada e cheia de curativos (sim, eles aparecem).

_________________________________
Fantasmas são tão práticos! Se se machucam: _ Oi, curativo! _
Se são presos: _ Oi, paredes atravessáveis! _ (fantasmas presos?!)
Se são estuprados: _ Oi, éééééé, oi… oi infelicidade eterna! _
_______________________
Ao chegar lá em cima o exorcismo não terminou, uma ripa do tamanho de um graveto acerta Diva, ela desequilibra e cai. Vai caindo degrau por degrau: _ Ui! Ai! Uuiuiui!!! _
Diva saindo atravessando os livros que voavam pela sala: _ Cansei! E olha que do lado de cá ninguém cansa! Não fico mais nessa zona, bando de mal-educados! Que casa mal-assombrada, sô! _ limpando seu bumbum empoeirado.
Angelina chorou na despedia: _ Já vai o espírito infame! _ grita: _ Volte sempre! _
Diva mostra o dedo (aquele dedo) pra ela, depois, bate em seu próprio dedo: _ Gente, eu to exagerando, que ato deplorável! Eu deveria matar ela, aí eu poderia bater nela do lado de cá, sem perder a classe. Mediocridade humana me está contagiando, de novo. Legal, talvez eu ressuscite! Vãs esperanças. Cala a boca, Diva! _ e se cala.
E então Diva saiu cantarolando uma versão da música “poeira” (sorte grande):
_ “meu coito interrompido foi você no carrossel (e pula uma parte)
Coceira, coceira, coceira
Estou com coceira (pula outra)
Meu anjo bebidin (pula)
Doideira, doideira, doideira
Pegou na…” _ pára de-repente.
E de tanto pular Diva ficou com dor nas pernas. Foi aí que ela viu um velhinho numa cadeira de rodas perto da fonte… e jogou ele nela: _ Nade, homem. _
Ele não estava se afogando, óbvio, mas não achou graça nenhuma.
Diva: _ Olha o tubarão!!! _
Então um trovão bem alto e ela tira ele rapidamente de lá. O velho dá nela uma boa surra, ela retribui e eles começam uma luta.
O velho tem um infarto e morre. Ele também não pode ir pro céu porque o trem celestial está estragado. Diva o chuta e seu pé dói. Velho: _ Ainda quer brigar? Além de assassina é uma pessoa muito violenta. _
Diva: _ Ah, que ódio, pessoas hostis tem alma mais pesada. E esse idoso velho ancião, de idade é recém-morto, não tem a força total de um fantasma ainda. Matéria espectral geriátrica, siga-me. _
O velho Astrogildo: _ Meu nome é Astrogildo. _
Diva: _ Diva. _
Astrogildo: _ Dizer o quê? _
Diva grita: _ DIVA!!! Hei quer saber, fica ai. _
E ela continua. Então ela vê uma casa enorme e um formigueiro. A nível de curiosidade, ela tenta entrar no formigueiro. Ela consegue e sai toda picada de lá.
No céu…
São João ri dela. Então, por uma espécie de castigo por rir de algo ruin acontecer a outrem, ele cai do céu na Terra, ricocheteia em Diva e sobe ao céu de novo. S.J.: _ Doeu. Quanto tempo que eu não sentia dor. Não foi legal. _
Terra…
Diva: _ O que foi isso? _
Astro (Astrogildo) a estava seguindo e tira sua fantasia, se revelando uma velha. A velha entende mal o que Diva disse: _ Misto? De quê? Olha, um misto de abacaxi é muito legal! _
Diva não agüenta mais essas pessoas e surpresas loucas e, louca, sai correndo, fugindo, cantando, pulando, gritando, sorrindo, tocando violão.

Parte 11 – Velha

Diva estava andando pela rua cantando uma música que ela intitula Rasgatanga (uma paródia de Ragatanga – Rouge):

*Olha lá quem vem espantando as mina
vem o velho com todas bichezas requebrando (fofo!)
com a filha Darialva, roupas de fada-madrinha
e seus peitos estufando (prótese, queridos!)
e com a filha Darialva, ele chega com a pança
possuído pelo hit do rasgantanga
e o véi fei que já estremece toca o som da meia noite
pra bicheco a paixão mais esperada
ele senta, ele deita, ele dorme
[Refrão: eu já caguei, já peidei
mijei com a cara choca
com cara de bichoca
matei a minha irmã depois de fazer pipi]
não é por acaso que o vejo todo dia
por donde vejo ele dando
bicheco tem sua sainha e esta alegria é de
uma mulher insana
e com sainha, pura calma ele chega com a pança possuído pelo hit do rasgantanga
y el véi fei que ya estremece toca el son de mia noche pra bicheco la passion mas deceada
y la sienta
ele deita
y la muere
[yo ya cague, ya peide, mille con cara lloca, con cara de bichoca, mate minha hermana dispues de hacer hiji]
eu vou mama, vou mama mama, eu vou mama, mama, mama mais, eu vou mama, vou mama vou mama, mama, eu vou mama, aiaiaiai pintô…*

Ela, entediada, decide entrar numa casa qualquer para assustar alguém e se divertir.
Ela vem entrando, de-repente uma mulher aparece falando: _ psiu, psiu! _ Diva quase morre de susto, tanto que cai dentro de um piano, fazendo um barulho infernal. Diva: _ Por isso odeio música clássica! Depois falam que rock é barulheira. _
Luzia: _ Oi, meu nome é Luzia, eu sou enfermeira e eu tenho que ganhar o BBB porque sou pobre. _
Diva (já pensando em sair correndo): _ Pra começar, quase me matas de susto. Depois, que história é essa de BBB?! _
Luzia: _ Eu tenho treinado minha fala, ai de vez em quando eu me empolgo e falo ela sem querer. Você é? _

Diva: _ Você pode me ver?! Ás vezes eu me pergunto porquê só gente débil mental me vê. Mas essa é a segunda pergunta. A primeira é: por que diabos _ trovão, ela reformula: _ Por que anjos eu não caio dentro do quarto do Brad Pitt? Ah, meu nome é Diva._
A fantasma nota que Luzia está costurando um vestido de noiva.
Diva: _ Você vai se casar e está costurando o próprio vestido de noiva? _
Luzia: _ Não, eu vou me casar com aquele vestido.
Diva olha e tampa os olhos, sendo cegada por uma luz. Ela muda o ângulo pra ver o vestido branquérrimo banhado pelos raios de sol.
Diva: _ E por quê tá costurando? _
Luzia: _ Pra passar o tempo. _
Diva: _ Por quê um vestido de noiva?
Luzia: _ Atoa. _
Diva: _ Posso experimentar? _
Luzia distraída: _ O fogão?
Diva: _ O vestido. _
Luzia: _ Vai, tá lá na cozinha. _ ainda distraída.
Diva vai indo até o vestido quando tropeça num buquê de oito metros. Ela esbugalha os olhos. Diva: _ Eu não quero ver os grãos de arroz. _
Quando Diva caiu, causou um pequeno terremoto. Luzia dá uma deculpa estranha para uma amiga que estava convidando por telefone: _ Foi um passarinho rouco. _
Diva: _ Quando você vai casar?
Luzia: _ Hoje. _
Diva: _ Posso ir e com quem? _
Luzia: _ Pode ir sozinha. _
Diva: _ Com quem você vai se casar? _

Parte 12 – Vai pro Inferno, Diva!

Luzia fazendo tricô: _ Luana. _
Diva cai no chão, levanta, escorrega e cai dizendo: _ Limpar o chão demais faz mal para as visitas. Mesmo as ectoplásmicas, o que é surpreendente. Realmente, Luzia, olha, Deus tem uma crueldade para comigo. _ um raio cai nela com tanta força que a desacorda.
Diva acorda resmungando sobre a qualidade do colchão de Luzia. Uma multidão se envolta sobre a fantasma. Ela nota que sua roupa está pegando fogo, sai correndo, vê um lago laranjado e pensa: “o mar do Caribe”. Sai correndo e pula. Sente um calor na bunda antes de cair: _ Calor na bunda? _ nota que é lava, tenta e consegue flutuar um pouco e cai. Ela sai do poço de lava: _ Se eu não fosse uma fantasma, eu estaria morta agora. _ começa a chorar por isso.
Um senhor chifrudo se aproxima dela e diz: _ Tudo bem, sucinta senhora? _

_ A vaca fala?! A… vaca… aqui é Nárnia?! Claro! _ Diva deduz espasma.
Diabo: _ Vaca?! Você tem idéia de quem eu sou senhorita? _
Diva: _ Um boi gay das profundezas da cidade subterrânea debaixo do interior? _
O diabo joga fogo de seu capuz nela. Ela nem se move.
Diva: _ Eu já morri, boi chifrudo burro. Aliás, aqui nessa terra mística, imagino que você seja um boi amaldiçoado a ter chifres por ter sido traído por sua esposa. _

_ Eu sou o diabo, Lucifer, o Mal. Eu sou o senhor do inferno. E você é minha agora! _
Diva: _ Peraí, eu não vou me casar com você senhor di… _ entende: _ Diabo?! E esse é o inferno!? _ fica super espantada uns dez minutos. E começa a andar.
Diabo: _ Onde vai? _
Diva: _ Uai, se esse é o inferno eu quero conhecer o lendário lugar. Ah, meu Deus, esse lugar deve ter uns… todos os anos! É uma relíquia da construção antiga! _
Diabo seguindo-a: _ Ninguém havia julgado dessa forma. _
Diva: -_ Você podia colocar uns tapetes ali, um sofá persa aqui. Aí você cria uma trilha… coloca uns diabinhos para assustar as pessoas… pode ganhar muito dinheiro. _
_ Eu quero almas. _
_ Isso também. _ diz Diva.
Diabo, para cima: _ O castigo é pra ela ou pra mim? _
Começa um tremor no inferno.
Diva: _ Uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuh, isso fará o maior sucesso no “Passeio Temático Infernal”, que tal? Ó, rimou. Ah, e.. eu confesso, depois que o parque emplacar e você ficar rica… eu caso. _

Diabo tampa o ouvido, Diva não se intimida.
Diva: _ Aí, você aproveita todo esse calor como energia térmica. E vende e faz e marmitas! _
O Diabo faz cara de mal, como se tivesse um plano.
Diabo: _ Senhorita Diva, acompanhe-me por favor! _
Diva acompanha cochichando: _ Eu estou achando que foi um homem que te traiu, né bichona da cornucópia! _
A ira do ser do mal faz lava voar atrás deles. Diva nem nota.
Após horas e horas de caminhada.
Diva: _ Eu pensei que a gente fosse pra detrás de uma moita, mas você parece que está querendo me cansar primeiro, né? Escuta, Lu, por quê você não se arrepende de ser uma pessoa feia, boba e mau, hein? _
Diabo: _ Eu não sou uma pessoa feia, boba e mau. Eu não sou uma pessoa. Eu não sou feio, e eu não sou bobo. _
Diva: _ Se olha no espelho! _
Chegam a uma cratera.
Ele empurra ela e sai rolando.
Diabo: _ Quem é bobo agora, hein? _
Diva: _ Você não sabe o que está perdendo. Bicha louca! _
Um exército de demônios armados com lanças vem em direção a ela. Diva sai correndo tentando escalar a cratera.

O Diabo, olhando: _ E eles? Eles sabem o que não estão perdendo? _
Diva: _ Eu caso! Eu caso! Me tira daqui! Isso doerá! _
Diabo: _ O Diabo nunca se casa com ninguém, sua louca. _
Diva: _ Mas você… ficava me olhando daquele jeito… eu sou demais pra você, não é isso? _
Diabo: _ Ponha uma coisa na cabeça. Você sempre me provocou, o tempo todo desde que chegou! _
Diva: _ Eu não vou discutir a relação na frente destes trogloditas! _ apontando os demônios que se aproximam.
Diabo: _ Conheça os outros anjos rebeldes. _
Diva: _ Seus ex-namorados? _
Diabo: _ Os anjos rebeldes que se tornaram demônios e vão torná-la apta a ficar toda a eternidade aqui, no inferno, comigo. _
Diva sai correndo pulando por sobre os bichos, as lanças a espetando.
Ela chega do outro lado e vê de onde eles vêm. Um precipício gigântico, e eles escalam a parede.
Diva: _ Eles tem visto muito homem-aranha. Hei, isso aí é caro lá em cima. _ para um demo que puxava sua roupa.
Ela começa a correr de volta.
Diva se assusta de-repente: _ Hei, hei, eu sou fantasmagórica. _ e começa a flutuar, mas cai no chão.
O Demo explica: _ Aqui é uma atmosfera pesada demais pra você. _
Diva: _ Se uma biba chifruda e fresca igual a você suporta… esses demônios são todos seus ex-namorados?! _ correndo pulando por cima deles.
Ela pula, consegue flutuar um pouco e chegar de volta onde tudo começou, perto do Demo.
Demo: _ Te jogo lá de novo. _ se preparando para chutar.
Diva: _ Não, eles não fazem o meu tipo. _ ela se adianta e ela empurra ele lá. _ Mas as lanças deles combinam com o seu chifre: são sujas e mal-acabadas. _
Então uma luz desce do této do inferno: _ Acho que você aprendeu sua lição contra blasfêmia. _ uma voz grave diz.
Diva: _ Pronto, já estou pronta para… ver o Brad Pitt nu. _ a luz acaba e ela, que já ia flutuando, cai no chão.
A voz grave: _ Não.

Parte 13 – A Missão Final de Uma Diva

Diva: _ Por favor1 Me deculpa! Sorry! Solo dice me que es vivir!

Diabo: _ Solo diga me que es vivir? Apenas me diz o que é viver?!
Diva: _ Maldita tradução de música do cifraclub!… Deus, eu quero uma chance. _
A luz desce de novo. Diva está pensando: _ “Brad Pitt nu, não. Brad Pitt nu, não. Bruno Gagliasso, talvez? Não!!! Alexandre Frota? É, talvez. Não!!! Brad Pitt de cueca, é, bem melhor. Não, aí não tem gra… branca e molhada, a cueca. Não! Vamos parar de pensar nisso. Vamos pensar em coisas indigestas ai a gente pára com isso: o ensaio nu do Ronaldo Ésper!” _ vomita.
Planeta Terra, cidade Estrela…
Booom!
A torre do relógio é sacudida por um pequeno abalo sísmico quando Diva cai nela.
Diva comentando sobre isso: _ Esse abalo é pela energia. Hei, nada de rechonchudez. É energia espectral forte demais de minha aura iluminada.
Uma velha do seu lado a pergunta: _ Você tem problemas com sua aparência, minha filha? _ Diva se assusta e cai da torre. Ela sobe de volta: _ Só eu não assusto nada nem ninguém. _ Diva comenta.
Após alguns instantes olhando para os lados procurando entender de onde surgiu a velha, Diva responde: _ Não. Estou muito bem comigo mesma, sua anoréxica. Claro que eu colocaria um siliconezinho se pudesse, um colágenozinho, um botoxzinho, mas você nunca seria capaz de entender. Aliás, eu acho que você é quem precisa urgentemente entender. Aliás, ninguém no mundo precisa entender mais do que você. E por falar nisso, você percebeu como o mundo anda cada vez mais… audacioso?.. não, vaidoso, é, vaidoso. Espera ai, sua safada! _ a velha se assusta. Diva: _ Quem é você?! _
_ Meu nome é Xita, eu… _ mas uma luz do céu a impede, cortando-a de sua fala.
A luz: _ Sua missão. Ela é uma fantasma recém-morta. E se você conseguir ajuda-la a se adaptar à sua nova existência, como só Eu sei que você se adaptou, você ganhará o Reino dos Céus. _
Diva olha de cima a baixo a velhota. A roupas antiquadas, a pele enpelotada, as rugas, a verruga ao lado da boca, o olhar de “estou morta”, as calças de ginástica da década de 70.

Diva: _ Onde ela morreu? Num campo de concentração ou numa festa brega? Olha, eu sou fantasma, não santa, não posso fazer milagre. Mas eu posso ajuda-la. Agora… nada de Pitt?
Luz: _ Nem Jolie. Só Xita.
Diva: _ Detesto bala xita!
Trovão. A luz some.
Diva: _ Vem, chimpanzé Xita. Mim, Diva, você Xita, não é? _ sai puxando ela voando pelos céus e a solta.: _ Voa, diva das pêras.
Xita cai.
Diva: _ Meu Deus! Foi uma queda e tanto! Eu quase não acredito que você ainda está viva! _ Xita a olha com cólera. Diva percebe o que disse e começa a rir.
Muito, muito tempo depois…
Diva pára de rir: _ Pronto. Ow, vem cá, você é muda? _
Xita: _ Querida… eu tenho classe agora, gente classuda não fala. Apenas resmunga hum hum. Ham ham. Hem. Ôu. Hahaha. Huhuhuhu. _
Diva continua: _ AAAAAAAAAAAAAAAAAA VAAAAIIIIIII!!!!! UUUUUUUUUUUHHHHHHHHHH!!!!!!!!!! AAAAAAHHHHHHH!!!!!! GOOSSTOOOSOOOO!!! AAAAAAHHHHH! _
Xita fica estupefata: _ Oh! _
Diva: _ Mas me diga uma coisa, por que tanta estupefatez (quase nem acredito que falei essa palavra numa tacada só)? A senhora nunca fez sexo? _
Xita: _ Ham ham. _
Diva: _ Imagino que com vários na adolescência. _
Xita: _ Um só, a vida toda. Hum. _
Diva desanda a rir de novo.
Xita: _ Ô, hiena, vai ou não vai me ensinar algo, afinal de contas?

E então Xita tentou atravessar uma parede mas não conseguiu e bateu a cara: _ Ai, meu orifício nasal. _
Diva: _ Engraçado. Outros orifícios meus é que doíam quando eu… _ pára, porque Xita a está olhando com uma cara ameaçadora. Diva: _ Bom, deixa pra lá. _
E então Xita tentou voar alto de novo, caiu, ricocheteou e: _ Hom! Minha saia está voando? _
E Diva, fazendo cenas a la Marilyn Monroe: _ E qual é o problema? E.. querida, hei!… hom, não dá. de onde você tira esses suspiros, de filmes mexicanos para adultos? _

E Diva continuou treinando-a a fazer levitar objetos, tocar a pessoas, etc.
E, vendo a roupa, Diva a levou a um shopping. Foram a 254 lojas, cabeleireiro, maquiador, sem contar cirurgiões estéticos no mundo espectral todo. Nesse trajeto, as frases favoritas de Xita. “Hom, isso é pra gente viva, não cai bem em defunto”, “Cruzes, eu não vou usar essa roupa do clipe de Candy Shop” e “Essa é muito moderninha”. Principalmente essa última.
Mas não foram só a shoppings espectrais. Treinando-a a fazer aparições, Diva a levou a shoppings, onde todo mundo se assustou.
Xita tentava atravessar vidraçarias e as quebrava fazendo Diva colocar a mão aflita na cabeça pensando: _ Iemanjá. _
Depois…
Xita atravessou 1001 paredes, cantou em shows, voou até bem perto do céu, levitou objetos (que caíam depois sobre ela, mas isso é segredo), e conquistou um santo.
Diva foi pro céu. Marih mudou para uma casa melhor.

• Xita se tornou uma espécie de substituta de Diva.
• Diva se casou com Marvin, um ex dela. Ele agora é o Santo do Calor Corpóreo e ela é a nova Santa dos Escritores, a santa dos Palhaços e, acredite ou não, Desatadora de Confusões.

• Marih está no momento sendo atormentada por Xita.
Marih: _ Solta! Devolve meu papel higiênico! _
• Marvin e Diva estão felizes, mas no momento brigam pela escova de dentes.
Diva: _ Hei!!! A comissão dos ortodontistas disse que você tinha que escovar primeiro? _
Marvin: _ Não, mas meus dentes tem uma placa bacteriana forte. _
Diva: _ Como você é baixo! _ em termos morais
Marvin: _ Mais alto que você. _ em termos físicos.
Se beijam.

Feliz Fantasma Novo

Feliz Fantasma Novo
(:Estrelando Diva)
Depois do pulo ( o que significa: clique em “Leia Mais”).

_ Vocês terão um bebê! Senhor e senhora
Diva: _ Bebê!? Fantasmas têm bebês?! Não é ninguém tipo a Samara, aquela menina horrendo do videotape, é?
_ Diva, você não confia em moi? Você não é uma fantasma, hoje você é a deusa dos palhaços e dos escritores… se você não puder ter filhos com aquele gatão que escolheu por marido
Diva: _ Para, senhor doutor celestial gay, por favor! Poupe-me de ficar feliz no meu lugar!
O marido de Diva entra no recinto: _ E aí, o que ela tem?
Diva indo pra cima dele: _ Da próxima vez em que você meter em mim e me fazer engravidar, eu te mando pro inferno de presente pra bicha da cornucópia!
_ Você está grávida!? Amor… esse é o melhor presente de ano novo que eu poderia ter!
Médico: _ Você não deveria ficar chamando o diabo desses nomes tão esquisitos.
Diva: _ É. Eu estou grávida. Quem inventou que sexo deveria ter esses efeitos colaterais tão inesperados e incômodos?
_ Diva, meu amor, por favor, não fale assim. É nosso filho.
Médico se intrometendo: _ Desculpa querida, mas hello-ôu! Deus, o próprio foi quem teve essa ideias sobre sexo e gravidez e raios cairão em você caso se refira às criações dele dessa maneira pejorativa.
Diva: _ Bicha puxa-saco chata, raios é Zeus quem manda, portanto volte pra escola e hei, vê se encontra alguém com a mesma mentalidade de brincar de massinha que você. Eu vou buscar outro médico, eu quero uma segunda opinião.
Médico: _ Segunda opinião a gente pede quando está doente.
Diva: _ Então. _ e sai.
Médico para o marido dela: _ Senhor, eu nunca vi uma coisa dessas. Como ela pode tratar uma maravilha dessas desse jeito?
_ Pare de dar em cima de mim, eu sou casado, isso é antiético. Mas é verdade, eu nunca vi a Diva desse jeito. Será que ela teve algum problema com isso no passado?
E se põe a imaginar…
“Diva, ainda viva, parindo no meio de um viaduto, bêbados e ratos em volta dela, numa noite chuvosa. O bebê nasce morto, Diva se põe a chorar, então uma mulher vestida de enfermeira vem dando sorvete aos bêbados e rouba-lhe o bebê morto. Depois, por vários dias, Diva vê o fantasma de seu bebê chorar no quarto todo cor-de-rosa que ela fez pra ele. Ela chora e tenta se matar, mas é salva por sua irmã. Então, Diva tenta engravidar de novo, mas seu útero inteiro sai pela vagina e ela se põe a chorar e jura, pegando terra nos punhos e batendo no peito: _ De agora em diante, nunca mais terei outro filho!”
Diva aparecendo: _ Essa é a coisa mais doentia que eu já vi. E olha que eu vivo espiando os pensamentos das pessoas! Que absurdo! Você entra dentro de mim todo dia e não sabe que o tamanho do buraco não é o bastante pra essa bola que você chamou de útero passar!? E, hei, querido, não teve nada disso no meu passado. Além do mais, desde quando eu me comporto como uma mocinha de novela mexicana! Eu acho que nesse sonho _ e se põe sobre uma cadeira, em pose de psicóloga: _ Nesse sonho, você demonstrou seus desejos sexuais secretos. O que significa que eu estou casada e grávida, de uma Maria do Bairro, Marimar ou Maria Mercedes, e eu nem gosto da Thalía!
São João aparece de uma fumaça: _ Senhores, por favor!
Diva: _ Eu pensei que você só existisse na quadrilha.
São João: _ Eu estou aqui a mando de Yemanjá dos Melões da Bahia para controlar a situação. Vocês sabem que ela está grávida, e suas vibrações de “Ah, meu Deus, não quero neném” estão perturbando a paz da barriga dela.
Diva: _ Ah, e eu lá tenho culpa da azia da véia?!
São João: _ Por favor, minha senhora!
Diva: _ Sua não, dele. _ Aponta o marido: _ Escuta, eu estou grávida. Eu imaginei que eu fosse estéril, porque durante toda a minha vida eu não engravidei. Eu estava feliz, até descobrir que seres celestiais tem filhos. Hei, Yeman dos Me da Ba, pra abreviar, ela não quer meu filho também não, hein? Eu vendo!
Marido: _ Diva!!!
Diva: _ Amor, ele só vai servir pra impedir a gente de viver felizes para sempre, e logo agora que eu acredito em happily ever after!? Ah, não, hei, por favor, vamos vender esse pedaço de DNA mal-formado!
Marido: _ Não. Eu quero esse filho. Ele é uma parte de você, uma parte de mim, é perfeito a gente ter ele no ano novo, começar mesmo uma nova fase.
Diva: _ Hei, não sou eu quem decido? Nova fase, sei, nova fase foi quando a gente morreu. Perto disso, ter um bebê é uma nova era da humanidade! Eu quem decido, eu quem estou com esse pedaço de carne aqui dentro, e eu não sou açougue, então eu não quero ficar carregando órgãos que não são meus como se eu trabalhasse vendendo órgãos no mercado negro. Eu vou carregar coração, rins, etc. que não são meus e nem vou receber nada por isso porque não posso vender! _ trovão: _ Desculpa, Pai, mas esse presente eu não quero, se você quiser multiplicar o meu marido, assim terei vários homens gostosos a meu dispor, tudo bem, mas essa aberração aqui dentro, não! _ o trovão dessa vez cai em cima de Diva.
Médico: _ Com licença, há uma técnica capaz de tirá-la dessa psicose neurótica.
Marido de Diva: _ Mesmo? Porque ela já nasceu assim. E continua até hoje, nem a morte a curou, então…
Médico cochicha com ele: _ Fala que vai me engravidar.
_ Homem engravida no céu?
Médico: _ Não, mas ela não sabe.
Diva começa a rir, eufórica.
São João: _ Que foi, agora? Que medo! _
Diva: _ Era tudo brincadeira! _ rindo: _ Eu já sabia que estou grávida, uma mulher sempre sabe. Eu fiz isso tudo só pra ver a reação de vocês. Vocês acham mesmo que eu ia cair nessa de engravidar o médico!? Eu sei que a Carla Perez é bonita e burra, e sei que sou umas mil vezes mais bonita que ela, mas eu não sou burra!
Marido, bravio: _ Amor, como assim? Que história é essa de brincadeira? Você, então, estava fingindo não querer esse filho?
Diva: _ Claro, foi só uma brincadeirinha de fim/início de ano. Me desculpe seu eu fui longe demais, é que tudo foi mais divertido do que eu pensei. E eu preciso fazer essa coisas grandes, demonstrar que eu posso ser insensível, porque eu estou pensando em me candidatar a ser um anjo-juiz.
Todos caem na risada.
Diva: _ Eu seria um ótimo anjo-juiz do Senhor, saibam disso.
Eles não param de rir.
Diva brinca: _ Eu vou ali abortar e já volto. Volto a tempo pro champanhe.
Eles param.
Diva beija Marvin, o marido: _ Feliz ano novo, meu amor! Feliz fantasma novo!
Marvin: _ Ele não é um fantasminha. Ele é um deusinho.
Diva: _ Eu estou preparando uma peça pra pregar nele quando ele nascer, ele vai morrer de susto, vai ser tão engraçado. _ se põe a rir de imaginar.
_ Diva! Seu filho! Manéra!
Diva: _ Ah, tá.
FIM

O Fantasma da Casa – Espírito de Natal

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É natal, breve será ano-novo. Breve será início de ano, depois quadrilha e por aí vai, e embora a fantasma Diva, por ser fantasma, prefira Halloween, não dá pra fazer nada quanto a isso. Era um dos natais de Diva morando com a humana Marih.
Marih acorda: _ É natal, é natal… _ não sabe o resto da música: _ É natal, é natal… _ e prossegue
Diva soca milho cozido na boca dela: _ Feliz natal!
Marih: _ Fantasma que assombra minha casa, a senhora deveria usar algo mais natalino dessa vez! Sempre me cala com milho cozido, que fixação! Não poderia ser panettone?
Diva: _ Senhora é a senhora sua mãe, mas isso é uma coisa óbvia. Mas então, panettone hoje em dia é muito caro, mas se você quiser panettone, eu posso roubar seu cofre e…
Marih: _ Você sabe onde fica meu cofre?
Diva: _ Eu morava aqui. Eu só não sei onde eu coloquei minha escova de dente, ou se eu coloquei calcinha hoje, mas o resto eu sei tudo.
Marih: _ Diva, eu vou trampar, você que é uma cadela louca, toma conta da casa. _ vai saindo
Diva puxa o tapete derrubando Marih.
Marih: _ O natal te deixou com espírito natalino de destruição do mundo, é isso?
Diva: _ Dona Marihinha, por favor, né! Você vai trabalhar em 25 de dezembro! Não, não, nem eu estou assombrando ninguém hoje, só porque é natal.
Marih: _ Não tá assombrando ninguém? Eu não conto, então?
Diva: _ Você é da família. Geralmente eu te deixaria tipo doente da UTI, porque parente é aquela coisa que foi posta nas vidas dos fantasmas pra prenderem eles na Terra. Aliás, vida não, né? Foi posto na morte, parente devia morrer junto com o morto, o que seria impossível pois o morto já morreu, mas não hora da morte, se é que você me entende, eu me entendo, é o que importa. Hei, Marih, eu perdi o fio da meada, então já que eu não sei mais parar de falar, a gente poderia se candidatar e fazer comícios? _ Marih se foi.
Diva vai atrás dela: _ Marih, me faz calar. Usa panettone, adoro panettone! Mentira! Mas eu não ia perder a chance de falar, socorro!
Marih: _ Diva.
Diva: _ Oi?
Marih: _ Cala a boca e vai ver se faz alguma coisa de útil, monte a árvore de natal, lá em casa, faz uns brownies, compra presentes.
Diva some.
Marih: _ Porque ela correu até mim se ela podia simplesmente sumir até mim?
Mais tarde, a moça chega em casa e encontra uma árvore de natal enorme, tão grande que entorta ao encostar no forro da casa e cobre o teto todo também. Uns 20 brownies vem rolando da cozinha.
Marih vai até lá: _ Meu Deus, Diva! Como você gosta do natal! _ chocada
Diva: _ Sabe como é que é, né? Jesus aniversaria hoje, então quem sabe, fazendo uma médiazinha, eu não consigo um bom lugar no céu, com um clone do George Clooney. _ Um trovão se faz ouvir. Diva: _ Ah, esqueci. Clonagem é um tabu, lá no céu. Vai um brownie aí? Apesar de que eu acho que se fazermos a conta, vai dar uns 354 pra cada uma. Bom, não é?
Marih: _ Diva, você não devia… Diva, quando é que você se tornou tão exagerada?
Diva: _ Desde que recusaram meu pedido de pousar pra Playboy.
Marih: _ Diva, você é um fantasma.
Diva se senta chorando comendo: _ Alegaram-me isso. Mas meu ectoplasma está tão no lugar! Como podem fazer uma coisa dessas! Como podem colocar pessoas tão magras e brancas que parecem esqueletos e não podem colocar fantasmas verdadeiras divas, como eu? É um ultraje! _ se levanta e se equilibra sobre a montanha de brownies: _ Mulheres, unam-se contra a ditadura da beleza e da moda! Vamos fazer uma playboy de gordinhas, sapatas e fantasmas! _ Marih coloca a mão na cabeça. A montanha de comida rola e Diva cai.
Marih: _ “Gordinhas, sapatas e fantasmas” é o máximo em termos de excluídos da sociedade pra você, é?
Diva: _ Não, mesmo que você implore, eu não vou colocar a Geisy na minha Playboy!
Marih vai pro seu quarto, ignorando Diva, pois é o melhor a se fazer, pega o secador e vai arrumar o cabelo.
Diva aparece atravessando a parede e no susto Marih deixa o secador voar janela afora. O secador se prende no cortador de grama que o vizinho operava.
Marih: _ Não aparece mais assim! Ou, pelo menos pendura um sino no pescoço. Ou será que eu vou ter que colocar alarmes no meu quarto?
Pedaços do secador voam pra todos os lados e acertam as janelas de várias casas. Um deles espeta no espelho de Marih.
Diva: _ Eu acho que um alarme vai te assustar mais do que eu.
Marih: _ Não seja boba, um alarme não tem cara feia de gente de igreja evangélica conservadora que não corta o cabelo.
Diva: _ Só porque é natal, ignorarei sua falta de cérebro habitual de gente não-morta. Pois se eu for na sua falta de cérebro, daqui a pouca a gente vai estar discutindo a irrelevante questão se um deputado ou um pastor dono de rede de TV é mais corrupto. Agora, um questãozinha simples. Simples pra mim, mas não se quanto a você: você vai sair? Porque você está se arrumando toda… e … é natal, onde a gente vai?
Marih: _ Eu tenho um encontro
Diva interrompe: _ Papai Noel?
Marih: _ Se ele existisse. Mas
Diva interrompe de novo: _ Então você gosta de gordinhos. Ótimo, porque com sua forma, é só o que você consegue arranjar.
Marih: _ Dá pra para de me interromper?!
Diva: _ Não. Eu gosto de falar. E você nunca tem nada a dizer. Então parece óbvio que só eu posso preencher o ar com ondas sonoras. Então tente manter essa sua boca fechada, inclusive pra se manter em forma, quem Ssabe um dia você não chega aos meus pés.
Batem à porta.
Marih: _ Vou atender.
Diva se prostra na frente: _ Onde vai? Com quem? Por quê? E os brownies? E a linda Diva? Hei! Eu pensei que vocês seres humanos esperassem papai Noel pela chaminé!
Marih: _ Ficar na minha frente não vai adiantar nada. _ e a atravessa: _ Eu tenho um encontro romântico. E só crianças esperam o bom velhinho. _ sai com um rapaz.
Diva se põe a chorar: _ Então meus planos de me vestir de santaclaus e descer a chaminé foram por água abaixo! Que triste! Um espírito brincalhão não pode ter um natal decente! Qual é a próxima desgraça que vai me acontecer? Vou ter que dançar o Moonwalk? O que quer de mim, Pai do céu? Quer saber? Terei meu natal, nem que eu tenha que trepar comigo mesma! Que coisa feia de se dizer, mas ainda mais estranha de se fazer! _ e some rindo euforicamente.
Marih, no encontro: _ Ei, John, me beija! _ ele a vai beijar, quando uma barba branca se põe entre eles: _ Hohoho, feliz natal!
Marih: _ O que é isso!? Agora restaurantes também contratam pa… _ a reconhece: _ Diva!!!
Diva: _ Estou distribuindo presentes e decidi me divertir com vocês.
Marih: _ Diva, como assim?, sai daqui!
Diva: _ Não posso. Papai Noel tem que ser onipresente, ou dar presentes, sei lá, essas coisas são sempre muito confusas.
Marih: _ Sua monstra! O que quer dizer com se divertir com a gente?
Diva: _ Eu estava vendo um ótimo programa juvenil, sobre jovens ricos com muita maquilagem e iluminação pra ficarem mais bonitos do que são, então eles fizeram uma coisa chamada Ménage, que é sexo a três, eu cheguei a pensar nisso, mas depois eu pensei em comprar um Impala, me tornar antiética e caçar meus parceiros fantasmas, mas eu teria que matar um de vocês pra sermos só dois, aí decidi que vocês seriam mais úteis marrons.
Marih: _ Marrons?
Antes que pudesse lhe ser explicado, ela e John ficam pintados de marrom amarrados a um trenó, como renas, com chifres de plástico made in China na cabeça e um nariz de rena.
Marih: _ Made in China? Pirataria não foi proibida?
Diva: _ Hei, rena não fala! Cala a boca! Olha a música que eu baixei por torrent! _ começa a tocar jingle Bells: _ Esse será o melhor natal de todos! _ e sai distribuindo presentes: _ Uhu! Será o natal com as renas mais feias também! Obrigada, Deus, por me dar este ótimo presente de natal! Embora eu ainda pense em pedir, quem sabe no Réveillon, o Rafael Cardoso, ou o José Mayer, quem sabe a Xuxa? Experiências homossexuais estão na moda, não é mesmo! Ela iria amar meu clitóris! Ele é sempre tão aberto, quase como a boca dela pra falar besteira! Mas será que ela usa a boca pra falar no Twitter? Será que papai Noel pode ser processado? Será que calúnia ainda é passível de punição? Será que fantasma pode ser presa, quando nem sequer os políticos o são? É melhor eu calar a boca, ou vou começar a falar da senhora Winehouse ou da Gaga, e elas me assustam, então… Feliz Natal, hohoho!!!!!!!

Diva Encontra Seu Criador


O escritor entra na história e fala:
_ Oi!
Diva se assusta: _ Ai, meu Deus, que susto, chefinho! Que sustão!
_ O que você quer dizer com isso? _ diz eu
Diva: _ Mas mudando de assunto devido a sua incapacidade de entendimento de piadas de fina ironia sobre sua face… se apresente, diga seu nome, hei!, as duas frases significam a mesma coisa, mas pra pessoas burras a gente tem que repetir, pra que elas compreendam. E falando nisso, você está entendendo?
_ Ignorando a sua constante falta de educação em falar como se as pessoas não estivessem presentes, meu nome é Kélvs Ammorráth.
Diva: _ Mas seu nome não é…?
_ É um pseudônimo. E não creio que você não sabe meu nome!
Diva: _ Hei, eu sou um fantasma, não um elefante. E por falar nisso, aliás, você poderia por favor parar de fazer as pessoas me chamando de gordas! Isso ofende e é desnecessário, vide que sou linda e magra e meio seu alter-ego, sabe. Peraí, pseudônimo? Mas sabendo que você é um exibido e que vai colocar no seu blog, qual a utilidade disso?
_ Quem bom, aprendeu a me deixar falar! Deixa eu tomar minhas decisões, tenha paciência se forem burras.
Diva: _ Eu não tenho tanta paciência assim.
                Ele a olha com raiva (falo ‘ele’ mas sou eu).
Ela prossegue: _ Mas o que você faz aqui? Veio pra eu poder me vingar das coisas horríveis pelas quais me fez passar? Ou só veio comer um pé de limão pra piorar ainda mais essa coisa que você chama de cara e parece cultivar cada vez mais e mais. O que me leva à perguntar, onde você consegue tanto limão para chupar para manter a careta em alta? Você pretende o quê com isso? Deixar as pessoas com pena? Nem que elas fossem galinhas! Muito menos eu, que sou uma fantasma, aliás, porque você iria querer me deixar com pena? Pra poder me chamar de gorda, de alguma maneira? Você não vai falar nada?
                Ele esperava pacientemente ela terminar.
_ Diva… eu quero sua ajuda. To afim de uma pessoa e como você é a santa dos escritores e desatadora de nós, agora… eu sou um escritor…
Diva: _ Só porque você me maltrata, maltrata, maltrata, adorei falar maltrata, não paro mais, maltrata, maltrata, hei, parece trava-língua… o que eu falava mesmo? Maltrata. Só por isso, você se acha escritor? Não queira
_ Cala a boca, senão eu desescrevo sua boca!
Diva: _ Não invente palavras para me ameaçar!
Kélvs: _ Me ajuda. Eu estava pensando… essa pessoa ta sempre com um boné vermelho. Tipo o Mario. Talvez eu devesse vestir um vestido cor-de-rosa e uma coroa de princesa e você se vestia de tartaruga maligna e me seqüestrava.
Diva: _ Páre de jogar videogame. Está te tornando um patologicamente insano. E só eu posso ser patologicamente insana. Depois… hei que coisa mais gay! Nunca mais fale em se vestir de princesa… essa é a coisa mais gay que eu já ouvi… depois de todas as músicas do Justin Bieber, claro… você tem que me honrar, você me escreveu pra me envergonhar?! Que prazer mórbido é esse seu de… bem… de ser você?
                Kélvs não está nem entendendo direito.
_ Diva, eu estava brincando.
Diva interrompe: _ Quando escreveu todas aquelas baboseiras? Quer dizer que na minha história finalmente eu vou ser a rainha do país das fadas. Eu sempre quis ser! Marceneira era só temporário. Uma morta muito louca foi divertido, mas tudo cansa! Hei! Oba! Você não vai ficar aqui enfeiando sua própria história, vai?
_ Diva, eu te escrevi, eu posso te matar, se você não parar de me chamar de feio!
Diva: _ Quem começou o bullying aqui foi você. Lê todas as coisas doloridas como canal de dente que você escreveu antes de vir aqui pra se comportar como se você fosse digno de viver! Ah, e por falar nisso, se você pretendia me matar, não deveria ter me escrito morta. Caramba que memória péssima, um detalhe tão simples e você já está esquecendo!… Hei, espera aí! Se você está esquecendo… morrendo…
_ Eu não tô morrendo.
Ela ignora: _ sendo feio demais, entrando em depressão ao olhar no espelho e perdendo a capacidade de escrever…
_ Diva, você está exagerando.
Ela prossegue: _ Se você não vai mais me escrever porque está ocupado tentando tratamentos de beleza e de desemburramento do cérebro (viu, eu também invento palavras e te ofendo, legal, né?)… quem vai me escrever?!
                Kélvs abraça ela pra ver se ela se controla.
Diva: _ Que tal aquele seu amigo aqui do blog, o…
                Kélvs ia falar, ela não deixa.
Diva: _ Brad Pitt?
_ José Henrique. Você tem fixação por esse Brad Pitt.
Diva: _ Freud explica. Mas eu continuo não entendendo. Você que me escreveu, eu me pergunto se não é um desejo secreto seu. Aí eu me respondo que sim, provavelmente, e que eu sou tagarela, embora eu não seja tagarela, enfim… porque você é uma bicha louca.
_ Escuta. Você não está fazendo sentido.
Diva: _ Se eu não sou concatenada, a culpa é de quem?
_ O Álvaro já te escreveu um pouco, lembra?
Diva: _ Hei!! Os nomes dos outros você escreve!
_ A gente se desviou demais do assunto. Você vai me ajudar ou não?
Diva: _ Não sei. Esse carinha
_ Pessoa
Diva: _ Diabo provavelmente feio
_ Continua
Diva: _ está correspondendo?
_ Não analisei direito ainda.
Diva: _ Volte com mais informações.
_ Diva, me ajuda!
Diva: _ Me torna uma pessoa real que eu ajudo. Me leva pra vida real.
_ Eu não sou mágico.
Diva: _ Então ele
_ Quem disse que é ele?
Diva: _ não vai te foder
_ Diva…
                E ele acorda no mundo real.

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