O Silenciosos

LIVRO I

Parte 1 – A Mansão Hilburg
Capítulo 1 – A Excursão

O milionário Stephen Hilburg é encontrado morto em sua mansão com perfurações pelo corpo. A arma do crime não pôde ser encontrada, mas com certeza não é algo normal, visto que as perfurações seguem adentro do corpo muito planas. Talvez uma máquina tenha sido usada para isso. Ninguém havia ido à casa dele, a mansão Hilburg, há sete anos. Ele não permitia, dizia ser perigoso. O caso é arquivado e a velha casa, que ninguém quer pelo nível de velharia, vai à leilão.
O rico e excêntrico filantropo Daniel Otovi, no leilão, compra a casa pelo seu valor cultura, pagando um preço bastante exacerbado. Ele escolhe uma das turmas de 3 colegial da Escola de Cristalina, colégio que recebe o mesmo nome da cidade a que pertence, o único colégio da idade que vai até o terceiro colegial. Essa turma ele levará em excursão para conhecer o local, marcado por sua história. Daniel adora crianças e jovens e a antigüidades e quer que as três coisas (ou duas, jovens e crianças indiferem) fiquem juntas sempre. Então, para não alvoroçar ninguém, ele esconde a morte que aconteceu lá. A morte que a polícia escondeu por não ter conseguido resolver. A morte fácil de ser encoberta devido à distância entre a localidade e a cidade.
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Delegacia…
Paulo é um dos alunos da sala de 3º escolhida. Ele também é filho do detetive Aaron. Ele foi à delegacia contar ao pai onde estariam e pedir que ele assinasse o papel-permissão.
22/10/2005
O Sr. Daniel foi antes a Mansão Hilburg para arrumá-la e preparar-se para a excursão.
O detetive Aaron recebeu em seu celular uma ligação estranha de Daniel pedindo socorro, uma ligação interminada, parada repentinamente. Aaron sai para tentar impedir a ida dos jovens mas pega um trânsito incomum em Cristalina e quando chega o ônibus já se foi.
O detetive pega o seu carro e se dirige para a mansão.
Enquanto isso no ônibus…
Juliane: _ Tein, corre!
Tein é o motorista.
Paulo: _ É, corre seu porco!!!
Tein: _ Olha o respeito!
Lizandra: _ Come on, come on! _ repetindo ‘vamos’ em inglês.
Tein: _ Crianças!
Cassiano: _ Jovens. E corre com essa geringonça!
Obs.: São os alunos que estão falando com o motorista.
Cléber: _ Mais que ônibus lento!
Todos se levantam e começam a gritar batendo palmas: _ Corre, corre, corre, corre…
Tein dá uma freada brusca e pergunta se eles querem descer. Quando ele freiou, todos caíram sobre os bancos e no chão do automotor. Eles se aquietam. Mais tarde quando eles estavam chegando na gigantesca mansão em estilo ultragótico, começou a chover e relampejar torrencialmente.

Capítulo 2 – Coisas Estranhas Acontecem.

Eles decidem se abrigar na mansão. Batem várias vezes à porta da mansão mas ninguém abre. A tempestade aumenta cada vez mais. Eles entram de qualquer maneira, sem bater, sem outra opção, para fugir da chuva com ventos. Ao entrar, eles experimentam uma diferença incrível, já que lá fora o mundo parecia estar no fim e lá dentro a calmaria era extrema.
Tein faz a lista de chamada: Alejandro;
Armando; Cassiano; Cléber; Diana; Fernanda; Georeg; Gilmar; Ivone; Jocinéa; Jociana; Juliane; Yeferson; Elaine; Laísa; Leone; Luciana; Mayara; Ofrásia; Paulo; Pati; Sávio; Thiago; Viviana; Lizandra.
Ninguém faltou. Paulo disse que se separassem para encontrar Daniel e se reencontrar no hall de entrada.
Juliane, Paulo e Gilmar subiram as escadas e foram parar em uma suíte, onde encontraram Daniel. Ele estava com osolhos brancos e ao olhar pra ele, notaram que estava passando mal, de-repente, ele vomitou no chão seu coração e caiu morto. A energia começa a falhar, Juliane sai correndo para o hall e eles vão atrás dela.
Enquanto isso, Cassiano, Luciana e Mayara se reencontram com Pati em uma cozinha enorme estilo colonial e começam a vasculhar por comida. Luciana e Mayara repentinamente, como se não pudessem se controlar, saem correndo e batem a cabeça uma na outra tão forte que morrem por traumatismo craniano.
E na sala de entrada ou hall, batem à porta. Paulo, Juliane e Gilmar, que se sentaram no chão após a cena horrível que viram, atendem. Aaron e seu assistente Túlio vão entrando.
Túlio sofre uma convulsão e pára.
Aaron preocupado: _ Que foi?
Túlio: _ Eu sou um médium.
Aaron: _ Você nunca me disse.
Túlio: _ Estamos no meio de um fenômeno sobrenatural. Em um poltergeist.

Capítulo 3 – Investigando

Cassiano chega ao hall de entrada e beija Juliane. Ela não consegue se soltar do beijo e nem ele e os dois começam a sufocar. Túlio e Aaron começam a tentar separar os dois mas não estão conseguindo. Ela desmaia, mas não se solta. De-repente ele desmaia também. Túlio constata: mortos por asfixia. Então Paulo acorda de seu sonho. Ele vê Gilmar, Túlio, Aaron, Cassiano e Juliane dormindo deitados no chão. Ele encontra uma revista Play
boy e a abre. Na revista, as fotos de mulheres nuas não são nada estimulantes, elas estão decapitadas, feridas, mortas, com fraturas expostas ou as tripas de fora. Ele se assusta e deixa a revista cair. Ela some.
Paulo: _ Gente, acorda! Como a gente foi dormir aqui? O que… que estranha sonolência acometeu a gente?! _ balançando tentando acordar os colegas.
Enquanto isso Armando encontrou o corpo de Alejandro caído morto no chão sem nenhum ferimento a não ser um furo na sola dos pés e outro no joelho. O chão é cheio de furinhos. Ele nota, em iguais condições, ao continuar em frente, oscorpos de Ofrásia, George e Diana. Mas neles os buracos variam, mas sempre indo de baixo pra cima, Georeg, Diana e Ofrásia. De-repente ele pisa em um tijolo e bastões metálicos pontiagudos sobem do piso furando-o atravessando todo o seu corpo e matando-o. instantaneamente.
Cassiano, Gilmar, Juliane, Aaron e Túlio acordam e vêem Paulo andando de um lado para o outro.
Paulo vem até eles: _ Ah, finalmente os roncos cessaram! _ mas ele pára de-repente e olha para seu braço, gritando de dor. Dor lancinante. A carne se partindo. Seus braços caem e ele sangra até a morte em segundos.
Aaron observando o corpo enquanto os outros choram e nem ousam se aproximar: _ Túlio, veja. Ele já está oco de sangue. Mas não há tanto sangue no chão. É como se o restante do sangue dele tivesse desaparecido. E olhe, o sangue no chão… coagulou! Tudo impossível!
Juliane: _ E era possível os braços e pernas caírem sem motivo? E adormecermos aqui? _
Cassiano, Gilmar, Juliane, Aaron e Túlio, o quintento que restou no hall, que antes era um sexteto, decidem descobrir quais são os fantasmas que assombram a casa. Eles seguem por um corredor, o menos mal iluminado, e encontram Laísa e Elaine. Mas Elaine sem-querer puxa uma tocha e eles caem em um alçapão secreto, uma biblioteca secreta misturada a um frigorífico. Laísa consegue se segurar e sobe de volta, se separando dos outros.

Cap. 4 – A Família Diolivera.

Elaine: _ Oh, meu Deus!
Túlio preocupado: _ O que foi?
Elaine: _ Você está pisando no meu pé! _ empurra ele.
Aaron: _ O que estamos procurando?
Túlio: _ Talvez haja uma ordem de morte. Parece que algumas pessoas estão morrendo primeiro.
Aaron: _ Eu já pensei nisso também. Mas me parece que as pessoas mais descautelosas estão…

Enquanto isso…
Sávio, Pati e Viviana estavam acima dos garotos, na sala da tocha e passaram para o jardim. Eles viram um fantasma de olhos brancos.
Se abaixam no meio das flores e Sávio volta à sala anterior. Ele só ouve os gritos de seus amigos. Ele se escora lamentando na tocha, sem forças psicológicas pra continuar. A tocha se move e ele cai no mesmo alçapão em que caíram seus amigos anteriormente. A biblioteca frigorífica. Cultura e sangue. O fruto de uma mente doentia.

Aaron: _ Sávio!
Sávio: _ Eu vi um fantasma de olhos brancos.
Juliane, que vasculhava os livros de uma estante, nota algo: _ Olha, Os Cegos, esse livro deve nos dizer algo. _ pensando sobre a boa preservação dos livros, coisa estranha naquele lugar que parecia não ser freqüentado há décadas. Como se alguém tivesse limpado a estante há pouco tempo. Isso chamou a atenção deles para buscar socorro ali.
Há um corredor e os garotos começam a ouvir passos vindo de lá. Juliane se apressa em sua procura.
Túlio: _ Só passe as páginas! _ ela o olha incompreensiva. Ele ordena que ela apenas obedeça. E se concentra.
Ela começa a folhear o livro. Túlio tem uma convulsão e ela pára na hora. E lê.
Juliane: _ É um diário de família passado de geração para geração. A página que eu estou diz, que a doença de cegueira que atingiu a família era recessiva, mas que qualquer relação entre duas pessoas com a doença daria em filhos cegos.Todos os Diolivera eram cegos, devido ao fato de que eles eram obrigados a se casar entre os primos pra preservar a riqueza da família. _ os passos no corredor pararam _ Alguém da família teve um filho que via. Assim, uma traição foi descoberta. Uma traição ao marido, uma traição à família.
Gilmar: _ Ô família difícil, hein!
Juliane: _ Fala baixo, ou ele vai nos ouvir. _ os passos recomeçam, mas parecem não saber em que direção ir e andar tateando lentamente. _ Sávio aponta uma caixa de entulhos e aponta a passagem, sugerindo que coloquem lá. Eles fazem o sinal de não e mimicam barulho.
_ Aqui diz que suspeitavam de que o amante era o jardineiro. E fala que era um serviçal perverso, acusam-no de estupro. Ela desmente para a sociedade, eles descobrem que ela está grávida e a escondem construindo e prendendo ela, o marido, o jardineiro e o filho nessas prisões pela casa. _ terminou. Vai até o final _ “Mortes tem ocorrido. São mistérios, são punições à família pelo pecado de uma, nossa Matriarca diz.” … Uma escrita recente!: “Usar Sacrum Calicem.”?!
Túlio: _ Cálice Sagrado?
Eles esperam um tempo pra ver se ouvem algum barulho. Nada. O estranho ser entra na sala. Os 6 saem correndo em disparada pelo corredor perseguidos pelo fantasma.
Sávio cai no meio do caminho ao tropeçar no corpo de Viviana. Os outros 5 voltam pra trás, o ajudam a levantar e voltam a correr. Eles dão de frente com um fantasma e ficam imóveis e silenciosos para que ele não os veja. Sávio sai correndo. O fantasma flutua atrás dele e o toca. Os olhos dele saltam e começa a escorrer o cérebro dele pelos orifícios nasais, boca, ouvido e buraco dos olhos.
Aproveitando a distração do fantasma, os cinco outros começam a correr chorando. Eles vão parar em um lugar mais assustador. Um mini-cemitério, comum nas comunidades de pessoas ricas, mas normalmente situado num jardim ao ar livre.
Gilmar: _ Está piorando.
Túlio pensando: _ Quando o fantasma tocou ele… foi como se a morte fosse uma doença altamente contagiosa que ele pôde passar… se eles não vêem… podemos evitá-los.
Cassiano: _ Eles também podem se tornar invisíveis.
Nas tumbas estão escritos os nomes dos Diolivera (Carlos, Fábio, Thales, Cássia, Dênis, Willhelm, Helie).
Juliane: _ Um desses pode ser o “traidor”.
Atrás há todo um cemitério de ancestrais.
Eles vêem um cálice no final do cemitério. Nesse momento algo entra assustando a todos. Cléber.
Gilmar já ia pegar o cálice quando um fantasma aparece gritando que não.
Cassiano assustado: _ Quem é você?!
_ Carlos Diolivera. Esse cálice me matou. Ele tem uma maldição e mata a todos que o tocam. Nessa casa, tudo tem uma maldição. Na verdade
Quando ele ia terminar a frase Cléber teve todas as veias de seu corpo arrancadas inexplicavelmente e morreu.
Carlos: _ E as “pessoas” tem maldição ainda maior. Silêncio!

Parte 2 – Busca da Verdade
Cap. 1 – Cinelza Diolivera e Thiago Meti, além de Melchior.

O fantasma Stephen Hilburg aparece e depois some sem ver os garotos.
Aaron: _ Meu Deus! Era Stephen Hilburg!
Túlio: _ O que houve com ele? _
Carlos: _ A maldição. Mas se eu disser algo, sofrerei mais ainda. Sugiro que tentem deixar este lugar antes que encontrem… Melchior. _ some.
Os jovens saem para uma porta, sobem uma escada, abrem outra porta e estão de volta ao hall de entrada. Eles tentam abrir a porta de entrada. Uns tentam ligar a luz, mas não tem energia elétrica. E estão trancados.
Então, do nada, cai o corpo de Tein completamente sem pele, porém vivo. Eles correm para o segundo andar e vão parar em um corredor. Entram num quarto com uma porta dupla de ferro, como uma prisão. E descobrem que faz parte do lugar onde os traidores da família viviam. Todos os móveis do quarto começam a se mexer sozinhos, depois param.
Juliane: _ Gente! Quem serão estes?
Eles todos olham uma foto em uma moldura com os nomes escritos: “Cinelza Diolivera e Thiago Meti; 1.940”.
Então aparece e entra pela janela um fantasma horroroso com um M bordado no bolso da camisa.
Gilmar: _ Nossa, ele é enorme! Isso pode piorar?!
A porta do quarto está misteriosamente trancada agora, quando eles tentam sair.
Gilmar: _ Eu falo demais.
O fantasma começa a tentar tocá-los, mas eles não deixam e ficam fugindo. De-repente o fantasma fica invisível. Novamente ele fica visível e ia tocar Túlio. Não havia como evitar a morte do médium, que fechou os olhos esperando.
Enquanto o ser ia tirar a vida de Túlio, os outros arrebentam a porta enfraquecida pelo tempo e iam saindo, menos Juliane. Juliane tentou sair mas a porta que caíra o chão se prosta novamente por força invisível à sua frente de pé.
Tendo certeza de que os dois morreram, Gilmar, Cassiano, Aaron e Elaine continuam em sua aventura para descobrir a verdade e sair deste pesadelo.
Ao chegar em um corredor não-visitado, eles se deparam com o fantasma de Paulo. Eles se escondem num canto escuro e depois conseguem passar.
Elaine: _ Droga! Eu odeio terror!
Gilmar: _ Eu gosto. Mas a diversão é ser mentira.
Cassiano: _ Será que eu vou sobreviver? _ beija uma medalha em seu pescoço.
Aaron brinca: _ Deus não te ouça.
Eles riem mais de nervosismo do que por graça.
Cassiano: _ Ha.. ha.
Todos cochichado e andando vagarosamente praticamente de mãos dadas. Aaron sem querer pisa numa pedra que aciona uma armadilha. Uma enorme pedra redonda vem correndo atrás deles. Eles saem correndo e entram num quarto qualquer. Aaron: _ Estranho. _
Eles chegam a um outro lugar assustador do castelo. Todos respiram fundo. O lugar se parece a uma sala-de-aula prisão. Uma sala de aula com uma porta de ferro, grades nas janelas e muitas outras coisas a caracterizando como prisão, e uma certeira e uma lousa caracterizando como sala-de-aula. A sala de estudos do filho da traição.
Eles ouvem sons e se escondem. Se inicia uma estranha cena.
Uma fantasma de idade madura mas ainda bela chega e joga uma jovem na sala-de-aula. São fantasmas? É que osjovens se perguntam, os olhos não estão brancos.
Aaron: _ Isso deve ter acontecido no passado.
Gilmar: _ Isso que é passado vivo!
Continuando, a senhora mata a moça. Depois chega um rapaz e chora. A velha prende os dois lá dentro.
O fantasma Melchior aparece, deixa o jovem sair e transa com o cadáver da moça, dizendo: “minha nora linda”. Melchior foge. Depois,é como se se passasse um tempo. A velha, com uma estranha medalha, suga a alma da jovem e ri.
Depois a cena reinicia. Rastejando eles conseguem sair desse lugar e entram numa porta logo em frente, indo parar em outro “quarto-prisão”.
Há um criado-mudo num canto, do qual eles abrem a gaveta. Há várias cartas de amor de Thiago a Cinelza Diolivera.
Aaron: _ Ela era a traidora. Ele, o amante. _ vê uma foto de Melchior e Cinelza juntos, casando, é o fantasma feio queos perseguiu _ Melchior é o marido traído. O moço o filho da traição. Thiago, se eu sei deduzir investigativamente, e eu sei, devia ser só um empregado. Por isso eles colocaram a culpa de tudo nele no diário.
Minutos depois…
A porta do pequeno quarto se abre e alguém entra no recinto.
Cap. 2 – Herói do Passado

Túlio e Juliane entram no recinto.
Todos se abraçam.
Aaron: _ Como sobreviveram?
Juliane: _ Eu quebrei o cálice. Aí o fantasma se distraiu e conseguimos fugir. Aaron, eu acho que o Daniel esteve lá. Tinha uma mancha de poeira horrível lá, por isso dava pra ver que o cálice foi mexido. Tem sangue, pegadas… pegadas adultas… ele deve ter sido atraído pra lá. Aquela taça… é estranha.
Túlio tem uma convulsão.
Aaron: _ Que foi?
Túlio: _ Premonição. Temos um traidor no grupo. Alguém nos atraiu pra cá e… eu só sei disso. Algum de nós é do mal.
Depois entra um fantasma no recinto e a porta se tranca. Todos ficam histéricos.
Fantasma: _ Se já ficam assim sem eu ser algo, imaginem se eu fosse cantor.
Aaron: _ Quem ou o que é você?
_ Meu nome é Thales.
Juliane: _ Ei! Eu sobrevivi! Já se esqueceram de mim, é?
Aaron: _ Juliane, tudo bem com você?
Ela, mostrando uma rouxidão no braço: _ Sim. Mas o cálice tinha armadilha. Quase morri.
Aaron: _ Thales.
Thales: _ Eu sou o único fantasma nessa casa que não foi atingido pela maldição. O amor me salvou. _
Túlio: _ E Carlos?
Thales: _ Ele também ficou preso aqui nessas paredes amaldiçoadas?! acho que nem ela pôde prever isso. _ surpreso.
Cassiano: _ Conte-nos tudo.
Thales o olha: _ Eu não posso. A pessoa que detém a maldição está aqui e pode me impedir e me lançar à maldição. _ some.
Aaron: _ Ninguém pode confiar piamente em um fantasma piadista que pode, afinal, estar sim amaldiçoado.
Eles saem do quarto e continuam pelo estranho corredor quando se deparam com o fantasma de Tein e saem correndo perseguidos por ele. Eles chegam em uma bifurcação, mas de um lado vem, apalpando, um fantasma cego (um dos Diolivera). Eles vão pelo caminho e encontram uma pintura na parede, de Thales sobre um cavalo branco com uma realente roupa muito limpa. Abaixo da pintura escrito Thales Bellum.
Juliane e Túlio tocam no quadro, que se rompe e eles caem do outro lado.
Juliane: _ Casas velhas! _ batendo a poeira. A passagem é parte da prisão.
É um corredor. Gilmar, Aaron e Elaine entram. Cassiano diz que prefere ficar porque está com medo.
Túlio acende uma lanterna e eles encontram nesse lugar uma despensa cheia de comida, porém estragada. Alguém poderia viver ali. E viveu.
Eles encontram uma escada e sobem acabando numa sala de jantar com um relógio, sem mais surpresas.
Eles saem e encontram Cassiano morto em meio a uma poça de sangue. Aaron o toca, ele está frio. E fede.
Mais pra frente eles encontram o corpo exangue de Ivoneide.
Cap. 3 – Um Grupo Restante.

Enquanto isso, Thiago, Laísa, Leone, Yeferson, Jociana e Jocinéia andam pra lá e pra cá num hall.
Yefferson: _ A Lizandra realmente sumiu. Isso é tão anormal, uma hora ela está lá… depois só tem uma mancha de sangue no chão.
Thiago começa a pronunciar sons indecifráveis.
Jocinéia: _ Olha, ele está saindo do transe.
Thiago: _ Eu vi. Ela… se liquefez. _ se ajoelha no chão e começa a mordê-lo tentando comer, estragando os dentes e a boca. Todos se afastam assustados. As mulheres tampam os olhos. Ele continua, mas já nem tem boca mais, está batendo a cabeça. E acaba morrendo.
Yefferson está em estado de choque agora. As moças e Leone tentam tirá-lo do transe, mas começam todos os cinco a se baterem uns aos outros até a morte.

Elaine, Gilmar, Juliane, Aaron e Túlio descobrem que o corredor que eles seguiam não dá em nada. Túlio nota um bueiro no chão. Eles entram por ele. Prosseguem. De-repente eles ouvem um som diferente de qualquer coisa atrás deles. E saem correndo. Juliane cai. Um monte de fantasmas vem e se envolta sobre ela apalpando-a, como os cegos fazem. Quando eles a deixam, só sobrou um pó acinzentado.
Os outros entram na primeira sala que encontram. O túnel ainda está iluminado, mas agora as luzes que entravam pelas frestas da porta cessam. A energia agora falta lá. Aaron usa seu celular pra iluminar o lugar.
De lá saem vários túneis. Há placas sobre eles. Ele vai iluminando e lendo um por um.
Aaron: _ São rotas de fuga. Levam a vários cantos da cidade de Cristalina.

As cadeiras e mesas começam a girar pelo poltergeist bloqueando as passagens dos túneis. Isso começa a aumentar e eles são obrigados a sair de lá.
Túlio: _ Vamos ficar em silêncio, está bem? _ cochichando.
Prosseguem e encontram outra porta, por onde entram.
Elaine: _ Tá bom, pra mim chega! Quem pode ser o traidor? Deve ser você, Gilmar, você estava o tempo todo com o Paulo, a Juliane e só você sobrou!
Gilmar: _ Ah, é, e você, onde estava o tempo todo em que não estava com a gente?
Túlio: _ Parem!
Gilmar para Túlio: _ E não é estranho que você e a Juliane tenham sobrevivido, mas ela esta morta agora!
Aaron: _ Eu acho que eu sei quem é.
Todos param e o olham.
Aaron: _ O colar no pescoço daquela mulher. Eu já o vi antes.
Cap. Final – A Bruxa e a Maldição

Aaron: _ Eu já vi aquele colar antes.
Cassiano entra intempestivamente no recinto apontando uma arma pra eles dizendo: _ Incrível o quão uma alma morta pode deixar um corpo frio, imitando a morte. Infelizmente, é só o que eu pude fazer até agora. _ em tom de frustração.
Com a entrada dele, Gilmar, que havia notado que alguém vinha entrando, se escondeu detrás de um pilar.
Elaine: _ Você não está morto?!
Cassiano: _ É lenta a pobre coitada! Eu fingi. E tirando a medalha de dentro da roupa, no pescoço, dependurada: _ E isso tornou a encenação mais convincente. Eu não estou morto, mas vocês vão estar.
Elaine: _ Explica pra gente, como você pode ser o culpado disso tudo.
Cassiano: _ Eu não sou um vilão. E esse não é um desses finais em que alguém explica tudo pra depois ser pêgo de surpresa. _ ri. Elaine pensa se ele sabe de Gilmar. _ Mas… talvez vocês possam me ajudar e eu poupe vocês _ mentindo descaradamente, ele não pretende poupá-los. _ Eu sou descendente de uma bruxa chamada Kahlia Dignmat. Ela era amante de Hitler. Essa medalha, a Medalha de Diaboluns, ela seria a arma definitiva da 2ª Guerra. Por isso Hitler criou essa casa, com feitiços nas paredes, ela prende os fantasmas. Como inquilinos, ele escolheu os Diolivera, cegos, pra que seus servos amaldiçoados não se voltassem contra ele. Pra que tivessem um ponto fraco. Silêncio aqui, é salvador. Ele pretendia fazer um exército dessas criaturas nessa medalha.
Túlio: _ E como você se encaixa nisso tudo?
Cassiano os olha estupefato: _ Vocês não esperam que eu conte tudo, esperam? _ passam-se uns minutos. Mas ele já está louco demais, possuído por alguma coisa, e não pode deixar que as coisas fujam do seu controle. Eles são sua última chance.
_ Eu encontrei a medalha da raíz original de minha família. Os Própios são descendentes indiretos dos Dignmat. Eu não entendo a ideologia de Hitler, mas eu concordo com ele. Negros, gays, mulheres fortes como homens, cristãos… são todos lixos que devem ser limpados. Seres irracionais. Então eu matei Stephen para atrair gente pra cá. Eu li muitas coisas sobre os Dignmat e as bruxas da cidade de Dignmat, na Alemanha. Lá tudo isso é só um mito, mas dá referências. O cálice seria a chave. Eu espalhei na casa coisas que levassem ao cálice, como o aviso no diário Os Cegos. Daniel o tocou, morreu, e ativou a medalha. Mas eu só pude ficar livre deles, não controlá-los. Não pude matar vocês. Eu estive o tempo todo procurando um meio de controlar os cegos completamente. Algum de vocês sabe de algo a respeito disso? _ sendo o mais educado que sua loucura permite.
Elaine: _ Você está doido. Nós vamos te ajudar. Mas só responda a mais uma coisa. Como você manipulou tudo pra que a gente viesse pra cá?
Cassiano: _ Eu matei Hilburg ativando uma das armadilhas assassinas da casa. Armadilhas que, na época, eram o sistema de segurança da mansão Diolivera. Eu fiquei amigo do Daniel por gosto a coisas antigas que não tenho de verdade, dei a notícia da morte e já comentei sobre a mansão ir a leilão. Eu instruí o advogado da família, com suborno, de que o melhor para eles seria vender a casa num leilão, e eu estava certo. Logo, era óbvio que seria a minha sala que seria a contemplada com a visita à casa. Qualquer um de vocês que tocasse o cálice de veneno da bruxa… ninguém antes o havia tocado. É como se sua energia maléfica afastasse as pessoas. Por isso as pistas, pra dar motivos pra que se tocasse ele. Mas eu trouxe vocês também pra caso eu sozinho não encontrasse o que procurava. Encontraram?
Elaine: _ A humanidade está é em sentimentos e verdade, não na racionalidade. Racionalidade é apenas instinto de sobrevivência. E os Alemães não são uma raça superior em nada. E admitem que Hitler é uma mancha na sua história.
Cassiano parte pra cima dela. Gilmar parte pra cima de Cassiano com uma pedra na mão. Eles começam a brigar. A medalha cai no chão. Cassiano grita “não!”. Elaine pega uma pedra e quebra a medalha. Cassiano deita no chão chorando catando os pedaços. Thales aparece e diz: _ Fim. _ ele o toca e as tripas dele saem violentamente pelas costas, e ele morre.
Thales: _ A mansão tem um sistema de auto-destruição, pra eventual necessidade. Eu vou ativar, isso vai destruir as paredes e libertar as almas. Fujam o mais depressa que puderem.
Na fuga, Uma armadilha de flechas atinge Gilmar e Elaine e os mata.
Túlio e Aaron são os únicos sobreviventes. A mansão explode.
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Túlio e Aaron se casaram.
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Em homenagem às mortes ocorridas na Mansão Hilburg, foi feito um museu no lugar onde ficava a mansão. E o dia passou a ser considerado feriado.
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Túlio trancou sua mediunidade num centro espírita.
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A placa do museu diz: “Respeite o silêncio, viva em paz!”.

LIVRO II

Em um museu, uma garota observa dois quadros, os quadros de Thales e Patrícia. Está de noite e ela está limpando osquadros, mas seu sonho sempre fora ter sido historiadora. Por isso arrumou o emprego num museu.
Garota: _ Qual é o seu segredo Patrícia? Você tem algum mistério não tem? O livro de Aaron Nicomedes e Túlio Charon não explica bem como você se encaixa na história.
Um garoto aparece da escuridão.
Garota: _ Como entrou aqui?
_ As respostas às suas perguntas, você nunca terá.
Dia seguinte…
A turma de 3º ano de Cristalina chega ao museu.
Professora para a turma: _ Aqui é o Museu dos Escombros de Hilburg Manor. Hoje é o ‘aniversário’ das mortes… bem vocês sabem disso. E vocês prometeram se comportar.
Um policial se aproxima da professora: _ Não poderão entrar. Houve uma morte, homicídio aqui.
Três garotos saem correndo pra dentro. “Vem, vamos ver!” , dizem eles. A professora entra atrás deles. Os quatro se apavoram.
Dependurada, segurada por vários cabos, na mesma posição de Patrícia Meti no quadro, está, toda perfurada, pingando sangue, a zeladora noturna do museu.
A professora se recupera logo e fala com um policial: _ E as Escritas Anexas?
Policial: _ O que?!
Professora: _ Arte é um estudo realmente precário por essas bandas. Escritas Anexas são papéis encontrados pregados na moldura dos quadros, escritos em língua estranha. _
_ As Escritas Anexas foram nominadas pelo próprio Phael Otovi, irmão de Daniel, dono da mansão, aquele que doou osescombros à prefeitura. _
O policial fala com a professora mais tarde, sobre o pedido dela de uma reunião com o curador do museu.
_ Falei com o diretor do museu, O arqueólogo john Grublih, amigo pessoal do diretor, os pegou emprestados pra estudar em sua mansão.
A professora sai do museu perturbada e diz a si seu pensamento em voz alta: _ Grublih é Hilburg ao contrário! Eu preciso arranjar uma desculpa pra ir à mansão desse senhor.
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Mansão Grublih…
Grublih para alguém envolto nas sombras: _ A isca foi lançada e… concordo com você. É uma ótima idéia! Uma excursão à minha coleção pessoal de artigos antigos… é perfeito!
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A professora chega na escola mais um dia para dar aulas e é parada pela diretora da escola.
Diretora: _ Professora Dingo, Regina!
Professora Regina: _ Sim, diretora Maya?
Maya: _ Você se interessaria numa excursão que o Senhor Grublih ofereceu a você pra ver os artigos dele.
Gina: _ Mas… eu?
Maya: _ Ele disse que ficou sabendo do incidente horrível ocorrido no museu, sensibilizou-se com sua arruinada excursão à arte e impressionou-se quando ouviu falar sobre você saber das Escritas. Enfim… não entendi nada do que ele disse depois de “ficou sabendo…”.
Gina sorri. “Perfeito!”
Tentando esconder a empolgação: _ Claro! … E a turma poderá entender um pouco a arte e a história daqui.
Na sala-de-aula, a professora faz a chamada:
Alberto; Alicia; Agney; Berto; Beliza; Carla; Cássio; Catita; Diogo; Dave; Élica; Fátima; Felipino; Gena; Holanda; Ília; Laerte; Linna; Márcia; Márcio; Natacha; Raul; Seixas; Tina; Ubert.

Ao chegar a Mansão Grublih, Regina Dingo foi recebida por um homem que se apresentou como guia e braço-direito de John Grublih. Ele diz que John quer falar a sós com ela e a espera em sua sala. Ela manda os alunos esperarem e o segue por um longo corredor.
Agney encontra no chão um pedaço de papel. Está escrito: “De John Grublih para os alunos de Regina Dingo Tates.
Se espalhem e se divirtam pela minha mansão. Adoro adolescentes. Esse é um momento de diversão. Gina estará muito tempo ocupada comigo. Não se acanhem.” Assinada por ele.

Em seu caminho, Gina, tentando descobrir coisas, passa vagarosamente olhando tudo. O homem, apesar de na frente, é quem a segue, diminuindo sua velocidade pra não deixá-la pra trás. Ela vai pensando:
“Kahlia Dignmat, a bruxa, vivia indo escondida nos subterrâneos da mansão. Ela estava preparando o grande feitiço que mataria todos. Esteve esperando que houvesse um exército de mortos no cemitério. Ela esperou muito tempo, ela tinha uma juventude um pouco alongada. Quando alguém chegava perto de descobrir a verdade, ela matava com seu cálice de veneno. Thales foi perdoado por ser filho de um adultério, porque, afinal, era um homem. Sua mãe, que enxergava, foi morta. Seu pai e ele foram perdoados. Cinelza Diolivera era casada com Melchior Diolivera, mas teve um caso com o jardineiro Thiago Meti, daí nasceu Thales. Thales se apaixonou pela prima por parte de pai, Patrícia, e apesar de ele, o pai e a madrasta, Verícia Diolivera, viverem trancados, ele e Patrícia viveram seu amor. Por que só então a bruxa matou Patrícia e Verícia? Thales fugiu da bruxa com a ajuda de Melchior. Por que Thales continuou preso na casa? Não foi visto nenhum outro fantasma vidente, ou livre da maldição, na casa. As paredes deviam poder só prender cegos. Mas ele estava lá. E livre. Por que Grublih é Hilburg ao contrário?” _ mas ela não encontra nenhuma resposta nos quadros nas paredes com sua técnica de analisar as coisas junto com a história tentando encontrar semelhanças.
Começa a chover. Uma tempestade.

O celular do homem toca, ele pede que ela espere e entra num cômodo pequeno logo ali. Gina diz a ele que vai ao banheiro, mas na verdade quer investigar. Mas antes vai voltando pra ver se seus alunos estão bem. Ao passar por uma porta dupla entre o corredor executivo e o hall, esse se fecha. As luzes se enfraquecem. Regina tem estranhas visões envolvendo sangue, o cálice e os fantasmas cegos em uma velha mansão.
Regina: _ Tempestade! É como no livro de Aaron e Túlio, Mortes Mudas!
Gina nota que seus alunos sumiram.
Gina: _ Onde eles foram?
E sai à sua procura. De-repente a aluna Natacha passa por eles gritando: _ Corra! Corra!
No ar se levanta uma visão da sala onde está o homem que recebeu a professora. Ele é levantado no ar. Gina sai correndo. O rapaz começa a sofrer cortes pequenos por todo o corpo. Gina pára intrigada olhando para trás. Dos pequenos cortes começam a sair os músculos. Gina, horrorizada, lacrimeja. A visão some.
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Cozinha…
Felipino e Fátima estão comendo frutas.
Lipe: _ Estranho! A mansão parece vazia! Cadê os empregados?
Fátima: _ É, isso é verdade.
De-repente eles começam a ouvir uma respiração e não sabem de onde vem. A luz se apaga. Num trovão, Fátima vê dois olhos refletidos em uma límpida frigideira. Lipe ouve um grito. Num trovão, Lipe vê Fátima ensangüentada dependurada junto às frigideiras. Lipe abre a geladeira para se esconder, então percebe que a energia não acabou, pois a luz interior da geladeira ilumina a cozinha, e Lipe, lacrimejando, nota que apenas a cabeça de Fátima está dependurada e o resto do corpo esquartejado pela cozinha. Os braços na pia, mãos na fruteira, pernas no chão, pés sobre a geladeira, etc.
Num quarto do terceiro andar, Reina tinha essa visão da cozinha e vomita depois. Ela se pergunta por que está vendo isso. então, de um guarda-roupa, saem Ília e Holanda.
As duas abraçam a professora. Ouve-se um grito.
Ília: _ Vem da cozinha. _ Gina fica aflita. “Meu Deus! As visões são reais!”.

Enquanto isso, Seixas, Raul, Márcio e Natacha corriam de algo que os perseguia em um corredor. Gritavam, estavam desesperados. Era um corredor muito escuro e eles corriam tão rápido que não viam nada. Natacha chorava de medo.
Enquanto isso em outra parte da mansão…
John Grublih estava em um escritório observando a mansão toda por monitores reclamando de Gina estar presa lá. Ele está numa sala toda fechada. Uns homens entram pela janela e ‘atacam’ Grublih.
_ Cadê a medalha?
Grublih: _ Está bem. Me dou pro vencido. Sigam-me. _ sai andando, corre e se tranca em outro lugar. Um papel caiu no chão, mas ninguém vê.
Os homens tentam entrar, mas não conseguem. Eles voltam, as janelas se trancaram sozinhas. Eles roubam umas coisas e entram na mansão pela única porta do lugar.

Cozinha…
Ília, Regina e Holanda chegam à cozinha. Ília grita ao ver muito sangue no local. Holanda vê a cabeça dependurada de Fátima, grita e sai correndo.
Gina grita também.
Ília: _ Que foi?
Gina: _ Eu juro que vi o reflexo de algo numa das panelas!
O reflexo reaparece.
As panelas começam a tremer e depois começam a voar ensandecidas pela cozinha e o cabo de uma se enfia na garganta de Ília. Elas não vêem o cadáver Felipe todo torcido dentro da geladeira.
Gina fica sozinha na cozinha com o recém-cadáver Ília. O cadáver flutua e começa a se decompor até virar pó.
Enquanto isso em um dos quartos da mansão…
Ubert e Tina estavam deitados na cama tirando a roupa um do outro. De-repente Tina se assusta. Ubert pergunta se ela não quer também. Tina está com o olhar fixo no teto e comenta: _ A gente não devia… aqui. _
Um quadro, cópia do Massacre dos Inocentes, com uma inscrição em latim, que, se ela pudesse ler, saberia que fala sobreos portadores da morte e não deixá-los te tocar. Esse quadro está no teto.
Ubert: _ É só uma imagem.
Continuam as preliminares para fazerem sexo.

O desenho de um olho vermelho aparece do nada em uma das paredes do quarto.
De-repente Tina começa a flutuar. Ubert segura o pé dela pra puxá-la. Os braços dele começam a secar. Ele se joga no chão gemendo de dor.
Um buraco se abre na barriga de Tina, o sangue escorre todo pelo buraco e ela morre. O olho vermelho vai desaparecendo. Ubert, pasmificado, sai andando ensangüentado pelo sangue de Tina. Ele começa a corar. Então aparece uma criança e diz:
_ Olá!
Ubert se virando: _ Quem…? Uma criança!
_ Não se quebrou. Tem que ser cegado. Tem que ser cegado. Não era fora, era dentro.
Ubert: _ O quê?
De-repente um som (murmúrio) se faz ouvir e o olho vermelho reaparece na parede.
A criança desaparece. É uma criança-fantasma.
Ubert sai correndo e se tranca em outra sala, um quarto de criança cheio de brinquedos e com uma estranha porta completamente lacrada.
Hall de entrada…
Regina encontra Holanda.
Holanda: _ Eu estou com medo, muito medo.
De-repente Gina tem uma visão de alguém com uma medalha. O olho vermelho aparece, Gina fica parada.
Holanda: _ O que você está fazendo?
Gina: _ Os fantasmas são cegos.
Holanda sai correndo caçoando dela (“_ Fantasmas?”). Repente seu cabelo vai se enfiando pela sua boca, se arrancando de sua cabeça sangrante e ela morre asfixiada. O olho desaparece. Gina sai andando calmamente, sem-querer aperta um tijolo solto na parede e cai por um tubo em outra sala.
Gina: _ Castelos medievais.
Ela encontra o corpo da criança morta.

O fantasma da criança aparece também.
_ Eu fui morta para que fosse reativada.
Gina: _ Do que você está falando?
_ Não temos muito tempo. Estou sendo procurada.
Gina: _ Quem é você?… O que faz aqui? Os pergaminhos, você sabe algo sobre eles?
Fantasma: _ Apenas o calor pode mostrar a verdade.
O olho reaparece e a criança desaparece dizendo: _ É ela.
Regina vai correr, mas então nota sangue no chão e fica paralisada. Gina vê o ferimento de bala no peito da criança. Ela vê uma escada e sobe. Então fica de frente a uma estranha porta. Ela pega uma chave na parede e sai. Ela vai abrir a porta.
Enquanto isso em um corredor da mansão…
Seixas, Raul, Natacha e Márcio andavam escorando-se nas paredes, amedrontados. Por uma rachadura no teto gotejava água e o chão estava encharcado. As luzes piscavam o tempo todo.
Seixas: _ Isso no teto é uma rachadura ou o Grand Canyon? _ brincando.
De-repente ele escorrega e vai parar lá na frente do corredor, num escuro que não dá pra ver nada.
Márcio vê algo, um vulto perto do escuro. No teto está o olho vermelho, mas ninguém vê.
O fantasma criança aparece: _ Márcio, vidente. _ some. Eles saem correndo gritando e descem uma escada pelo corrimão. Vão parar em uma sala fechada. Ouvem gritos de Seixas.

Lá embaixo…
Natacha: _ Você é um médium?!
Márcio: _ Não que eu saiba.
Raul: _ Mas ela disse…?
Márcio: _ Sei lá, talvez a tensão tenha me… “ativado”.
Márcio vai tocando tudo com as mãos.
Natacha: _ O que está fazendo?
Raul deduzindo debochando: _ Procurando traços de vida do além?
Márcio: _ Procurando passagens secretas.
Ao tocar um troféu, Márcio tem a visão de uma mulher proferindo palavras estranhas perto de uma mesa de pedra rústica redonda.
Márcio lê o nome escrito debaixo do troféu: _ Quem é… Martinez Escobale?
Natacha: _ Achei uma passagem.
Eles vêem um estranho buraco parecido a um tubo de ventilação. Algo toca o ombro de Márcio. Eles olham pra trás e vêem Seixas ainda vivo. Olhando bem eles notam que o próprio braço de Seixas está enfiado na barriga dele. Seixas morre. Apavorados eles vão entrando pelo buraco.
Enquanto isso Regina Dingo abre a porta e dá de cara com Ubert.
Gina e ele se assustam. Gina vendo o braço de Ubert: _ O que houve com seu braço?
Ubert: _ Nem pergunte.
Gina: _ Por onde vamos?
Ubert vê uma chave no chão. Ele vê um buraco na parede e enfia a chave e roda. Uma porta secreta se abre. Gina tem uma visão de Thales e Patrícia se beijando.

Eles não vêem Márcia presa ao concreto do teto do recinto.
Ubert: _ O que foi?
Gina: _ Estranhas visões.
Na nova sala, Gina e Ubert se encontram com os quatro homens e a mulher que tentaram pegar uma medalha de John Grublih.
Gina: _ Quem são vocês?
A mulher: _ Eu sou Fernanda Dahiles, a sobrevivente desconhecida do incidente na mansão de Stephen Hilburg.
Gina: _ Os fantasmas não deveriam ter sido libertos?
Nanda: _ A Medalha de Diaboluns
não foi quebrada. Havia uma casca. A verdadeira medalha estava dentro do que foi quebrado. Imaginei isso quando vi a medalha no quadro de Thales.
Gina surpresa: _ A medalha aparece num quadro dos Diolivera?!
Nanda: _ Decidi impedir John quando percebi que Grublih é Hilburg ao contrário. Eu vi a medalha com ele, e uma criança fantasma confirmou minhas suspeitas.
Ubert: _ Quem são seus amigos?
Nanda: _ Só isso. Meus amigos. Stevens, Dalas, Alex e João. Vamos encontrar Grublih.
Gina: _ Por que você acha que ele está aqui?
Nanda: _ Nós o vimos.

Eles saem andando por um corredor, sem ser pelo qual Nanda e amigos vieram. Eles ouvem um barulho de passos. Todos ficam parados. Quem aparece é Thales, que passa por eles sem vê-los, no momento em que um olho vermelho aparecia na parede. Eles se aliviaram e então um vulto toca Stevens, os olhos dele começam a se entortar e quebrar saindo do corpo até que ele morra. Eles saem correndo, numa bifurcação se separam. Dalas e Gina vão por um lado. Nanda, Alex, João e Ubert por outro.
Dalas e Gina vão parar em uma sala de visitas com uma gigantesca lareira.
Dalas: _ Fernanda, eu não acreditei, mas meu Deus, é verdade! Vamos sair daqui agora! Se eu soubesse…
De-repente Gina tem a visão da arma sendo disparada contra a criança e ela morrendo.
Após isso Gina e Dalas começam a ouvir os murmúrios dos fantasmas indo atrás deles. Dalas bate com força na porta com raiva fechando-a.
De-repente Márcio, Raul e Natacha saem da lareira.
Márcio: _ ah, então é aqui que dá a passagem secreta nada secreta.
Márcio tem a visão de um gladiador treinando.
Natacha nota: _ O que viu?
Márcio: _ Com certeza é um castelo muito antigo.
Enquanto isso em um banheiro…
Agney e Berto estavam escondidos.
Agney: _ Quanto tempo vamos ficar aqui e sairmos a salvo?
Então a porta se abre e aparece escrito a palavra “sangue” no box em vermelho. O vidro se quebra e os estilhaços se fincam na garganta de Agney. A mangueirinha do chuveiro se enfia inteira pela boca de Berto saindo furando pela barriga dele. Os dois morrem.
Enquanto isso na clarabóia chegaram Alberto, Alicia, Diogo e Gena.
Diogo: _ Droga! Vocês viram como a Tina morreu? Ninguém tem a cabeça enfiada dentro do próprio tronco sem motivo, assim do nada! Aliás, nem com motivo.
Alberto: _ Maldição! É uma maldição, só pode ser, estamos perdidos. Não dá pra escalar isso.
Diogo começa a procurar uma passagem secreta dizendo que “sempre tem uma”.
O fantasma criança aparece assustando todos.
Diogo o reconhece: _ Tomas!
Diogo vai tocar Tomas, que se afasta, impedindo-o.

Alicia: _ Quem é?
Diogo: _ Amigo do meu irmão.
O olho vermelho vai aparecendo nas paredes, sombras começam a passar. Tomas parece estar com medo.
Criança fantasma Tomas: _ Quanto mais o tempo passa a medalha fica mais brava. _ some.
Começa a escorrer sangue entre os tijolos. Diogo encontra uma passagem. Começam a se furar buracos no pulmão de Alberto. Os seios de Alicia são arrancados de seu corpo. Os olhos, dentes, nariz, dedos e cabelos de Gena se enfiam pra dentro do próprio corpo dela. Os fantasmas cercam Diogo e ele fica parado em silêncio.
Pequeno jardim interno…
É onde estão Nanda, Alex e João.
Nanda: _ Por que esses rastros de flores mortas?… Os portadores da morte.
Alex: _ Portadores da morte. Não estou gostando disso.
Nanda: _ São fantasmas.
Alex: _ São monstros.
Nanda: _ São amaldiçoados. Só isso.
Alex irônico: _ Claro, só isso.
Eles não percebem as flores sendo pisadas por algo invisível e morrendo. Uma gota de algo pinga na testa de Alex.
O corpo inteiro dele se parte no meio de cima a baixo e o pescoço de João é esmagado.
Nanda fica parada para não ser ouvido. O fantasma (Melchior) esbarra nela e então a pele dela começa a sair até ela morrer.
Enquanto isso uma vizinha batia à porta da mansão, incomodada com os barulhos.
_ Ei, vizinhança barulhenta. Dá pra silenciar! Nem a chuva abafa isso!!!

A porta se abre, ela vai entrando e encontra Élica, Carla e Beliza.
Vizinha: _ Ei, que barulheira toda é essa?
Élica: _ Quem é você?
_ Vizinha, meu nome é Antonieta.
Carla: _ Como entrou?
Antonieta: _ Pela porta, é óbvio!
Beliza e Carla correm e tentam abrir a porta.
Beliza: _ Está trancada.
Antonieta indo abrir a porta: _ Larguem de brincadeira. _ ela se assusta ao notar que a porta está mesmo trancada.
Antonieta: _ O que está acontecendo?
Carla: _ Nós estávamos indo… comer com nosso… amigo, Dave, quando de-repente a meta de cima da cabeça dele inteira foi arrancada.
O chão começa a tremer, o chão se levanta e fica no lugar da porta, esmagando Carla, Beliza e Antonieta.
Élica sai correndo e encontra Cássio.
Élica: _ Precisamos encontrar alguma saída.
Cássio vê a porta bloqueada e ele e Élica vão subindo e entram em um quarto com um piano. A porta se tranca e o piano começa a tocar sozinho.
Então o piano voa em cima de Cássio matando-o. Élica encontra um machado e começa a arrebentar a porta. O machado se volta contra ela e corta o braço direito dela fora. Ela consegue abrir a porta e começa sofreguidamente a correr para sobreviver. O olho vermelho a persegue. As paredes tremem. Agora o vulto se torna visível.
O chão treme e a derruba. As luzes enfraquecem, o vulto a toca e, gritando e esperneando, todo o sangue dela sai pela boca e vai parar no teto, ela morre.
O olho vermelho vai desaparecendo após a morte.
Enquanto isso Linna chorava sentada ao pé de uma escada. De-repente ela ouve uma voz dizer: “irei silenciar sua dor”, então Linna entra em estado de putrefação e morre.

Laerte e Catita estavam em uma espécie de despensa namorando. Laerte pega uma faca e come uma maçã. Ele finca a faca na mesa e se vira para pegar outra maçã. E cai com a faca enfiada nas costas. E ela tem seu crânio arrancado da cabeça.
Regina, Dalas, Márcio, Natacha e Raul chegam à sala em que tentaram roubar a medalha de Grublih. Ubert aparece atrás deles.

Gina: _ Ubert!
Ubert: _ Preferi seguir minha professora, né Gina?
Gina encontra o pergaminho que John perdeu.
Gina: _ As Escritas Anexas! _ surpresa.
Márcio: _ Grande coisa se não podemos entender nada. _
Gina: _ Só o calor pode mostrar a verdade. Alguém tem isqueiro?
Dalas: _ Eu.
Gina aquece o papel enquanto o resto do pessoal vai bater na porta onde eles não sabem mas está trancado John Grublih.
Gina: _ Dá pra ler mas nada além do título tem tradução.
Márcio: _ E que diz o título?
Gina: _ Em alemão, diz “Feitiço Vital de Kahlia Dignmat”.
Márcio tem uma visão.
Natacha: _ O que você viu?
Márcio para Gina: _ Por que você não nos contou que está com ela? _ bravo.
Natacha: _ O quê?! Com o quê?
Gina vai puxando uma corrente de dentro da camisa e aparece uma pedra em formato de olho. Gina: _ Isso?
Diogo andava por um corredor tateando.
Gina: _ Eu encontrei ela na cozinha.
Raul: _ A medalha de Diaboluns!
Gina: _ Eu não sei por que, me chamou, eu senti que é minha.
O fantasma criança aparece e diz: _ É hora da verdade. _ ela enfia sua mão na fechadura da porta, que se abre.
Eles todos vão entrando na sala e encontram John Grublih. Atrás deles todas as coisas voavam pelos ares. O fantasma Tomas também vai.
Márcio toca a parede onde Tomas tocou e tem a visão dos pais dele preocupados, colando cartazes de “desaparecido”.

Entra, por uma passagem secreta, nesse novo lugar, Diogo.
Regina: _ Olá, senhor Grublih!
John: _ Que bom que vieram! As coisas não saíram como planejado. Eu esperava a morte! Grublih? Oh, não; permita-me apresentações: Martin Escobale. Aliás devo agradecê-los por caírem no meu pequeno truquezinho. Adotei esse nome para atrair a descendente de Kahlia Dignmat. Você, Regina. Ah, e onde você encontrou a medalha que eu perdi?

Gina: _ Como professora posso deduzir que Kahlia amava Thales, preveu o amor entre Thales e Patrícia e planejava possuir Patrícia para ficar com ele, mas ficou com raiva quando eles se uniram sexualmente antes que ela tomasse o corpo dela.
John (Martín): _ Thales foi morto por Kahlia pessoalmente.
Gina: _ Então as escritas anexas são para transportar a alma da bruxa para outro corpo.
John: _ Ou revivê-la em uma descendente. Mas um sacrifício é necessário. Qualquer sacrifício. Qualquer um de vocês serve.
Fantasma criança Tomas: _ Você me matou para usar o meu sangue e reativar a medalha.
Ubert nota algo na medalha enquanto Martín responde a Tomas: _ Não leve para o pessoal, criança, era necessário o sangue de um inocente para isso.
Ubert lembra e grita a Gina que “tem que ser cegado”.
Regina nota que a medalha tem o formato de um olho, pega uma pedra pontuda na mesa e vai furar a medalha.
Martín toma a pedra dela e diz: _ Como alemão, eu posso controlar a medalha. E isso é uma ameaça minha a vocês. Todos são meus reféns.
Fantasmas entram no lugar. Martín bate em um botão debaixo da mesa, abrindo uma passagem secreta, então Martín sai puxando Natacha e Regina. Eles vão parar em uma sala com uma mesa rústica de pedra redonda.
Martín: _ Direto dos escombros de Stephen Hilburg Manor, a mesa ritualística da bruxa, esculpida por doze funcionários que depois foram mortos, lavada com sangue de padre ano a ano durante cinco anos. Feita com feitiçarias tão antigas que não são mais encontradas. Alguma pergunta?
Gina: _ Uma.
Martín: _ Qual é?
Gina: _ Por que revivê-la?

Diogo, Ubert, Márcio e Dalas chegam ao local.
Gina: _ E Raul?
Dalas: _ Morreu.
Martín: _ Chega de perguntas.
Martín amarra Ubert, Márcio e Dalas ameaçando-os com a medalha.
Tomas fica olhando.
Ubert: _ Nos ajude.
Tomas: _ Não quero ficar preso à medalha. _ triste.
Regina está pensando quando Martín inicia o ritual.
Natacha: _ No que você está pensando?
Gina vê a marca do olho vermelho na mão de Martín.
Gina: _ O papel tinha uma tinta que só se revelava no calor. Se pudéssemos esfriar esse lugar…
Gina começa a se desesperar quando o ritual começa a agir e seu corpo começa a brilhar. Martín vai matar Natacha.
Gina observa o papel por trás e lê o que está escrito de trás pra frente. lançando Martín contra a parede. Dalas esbarra em Tomas e tem seu fígado arrancado do corpo, morrendo. Márcio e Ubert libertam Gina.
Gina olhando Dalas: _ Tomara que ele não tenha acabado de ler.
Martín se levanta com Kahlia no corpo: _ Que prejuízo, Gina! Me transformou em homem! Agora, além da força mágica, eu tenho músculos. Farei com que se arrependa. Mas, antes, me responda, como você soube? _ falando agora sobre algo que só ela sabe que Gina percebeu.
Gina: _ Só podia ser sua influência. Por que ele iria querer te reviver? Por que a medalha tinha uma capa? Antes de morrer, você colocou um feitiço na medalha para dominar seu possuidor. Hittler ficou sabendo da sua paixão por Thales e decidiu não te reviver. Sabia da magia de possessão pós-morte sua, e encapou a medalha.
Martín-Kahlia batendo palmas: _ Congratulações! Belíssima dedução! Muito inteligente! Talvez eu pegue seu corpo para ter o seu cérebro.
Coma ordem doa possuidora da medalha, um fantasma vai tocar Ubert.

De-repente Márcio pegou um tijolo e acerta a medalha na mão da bruxa, quebrando-a.
Os fantasmas são libertos.
Martín-Kahlia: _ Maldito médium idiota! _ dá em Márcio um tapa com as costas da mão, lançando-o com toda a força girando na parede e no chão.
Os fantasma,as vão para o céu. Ficam Tomas, Thales e Patrícia.
Patrícia: _ Olá, Kahlia!
Martín-Kahlia: _ Eu juro que eu vou enviar teu espírito ao inferno. _ começa a falar um feitiço.
Gina amordaça e amarra “Kahlia” com a ajuda de Ubert, Márcio e Diogo.
Thales: _ Você, Kahlia, é um monstro. Você é Hittler de saias.
Kahlia chora de rir.
Kahlia: _ Liberare. _ as cordas se desamarram.
Patrícia: _ Olá e tchau! _ toca a rival.
Martín pega fogo de dentro pra fora, seus ossos saem pra fora, seu fígado é arrancado, a cabeça se enfia pra dentro do corpo, seu corpo se parte no meio e seu sangue sai todo por debaixo das unhas.
Elea morre proferindo palavras em alemão. Impropérios.
Se vê a alma de Kahlia caindo no inferno.
A mansão começa a desmoronar. Eles saem.
Lá fora…
Márcio: _ E a Escrita Anexa?
Gina: _ A medalha sobreviveu aos escombros por ter uma capa protetora, mas os pergaminhos não tem.
Fantasma-criança: _ Obrigada!
Gina: _ Por que você não tinha ido embora?
Tomas: _ Fiquei presa. Vingança. É isso o que ela faz. _ vai para o céu.
Gina: _ Esse foi o pior pesadelo da minha vida. É assim que eu vou me lembrar. Foi um pesadelo.
Márcio, Ubert, Diogo e Natacha sorriem se abraçando.
Márcio: _ Como eu fui o maior sobrevivente, acho que vou ter que escrever um livro! _ preocupado.
Gina: _ Eu é que sou a professora, deixa que eu faço isso!
Dias depois…
Gina em uma festa lançava seu livro, Mortes Mudas – Relatos de um Pesadelo, por Regina Dingo Tates. Seus alunos a parabenizam e perguntam se ela vai deixar de ser professora pra ser escritora, ela responde que não porque é disso que ela gosta. Ubert, com o braço já recuperado, conversa com ela sobre lançar um filme baseado no livro. Meses depois ele começou a produção pelo primeiro, baseado no livro de Aaron e Túlio. Natacha acabou se tornando a atriz principal dos filmes dele, e se casou com ele. Márcio se tornou espírita para compreender seu dom e ajuda as pessoas para se consolar. Ele faz terapia para se recuperar de suas terríveis lembranças. Diogo teve um affair com Regina, mas todo o tempo que esteve com ela, tinha estranhas alucinações com o que acontecera, ela acabou largando-o. Um tempo depois descobriu que ele havia enlouquecido. 25 anos depois ele saiu do hospício e se casou com ela. O corpo de Tomas foi enterrado em meio à comoção da cidade inteira e os filmes foram dedicados à sua memória.

Após o filme, a cidade ficou bem mais silenciosa.

LIVRO III

Capítulo I – Coisas Estranhas Estão Acontecendo.
” _ O silêncio aqui é salvador.” – Cassiano, em Os Silenciosos.

Regina Dingo Tates, a sobrevivente do incidente na Mansão Escobale, chega em seu escritório de arqueologia. Seu assistente, Marcomedes, estava lendo seu livro, Mortes Mudas 2.
Marco: _ Parece assustada? O que houve?
Gina: _ Eles estão me seguindo.
Marco: _ Quem?
Gina: _ Eu não sei, devo estar louca, mas… os cegos. Os Diolivera.
Marco: _ Muito engraçado. Só porque eu estou lendo esse seu suposto real livro.
Enquanto isso no Museu Hilburg, dedicado aos alunos mortos na mansão Hilburg…
Um homem chega e todos os guardas caem mortos. Ele vai até a mesa ritualística e lê um papel em língua estranha, com título “Feitiço do Reinado de Kahlia Dignmat”. Policiais invadem o museu, pois o alarme tocou, e prendem o homem no meio do ritual, distraído.
O papel dele cai no chão e ninguém vê.
No escritório de Gina, um espelho reflete o olho vermelho no olho de Gina, e além do escritório, (transparentemente) reflete também mortes da Escobale e da Hilburg.
Marcomedes tocando o espelho: _ Mas que diabos…?
Gina: _ O Museu Hilburg. É onde está a mesa de Kahlia.
Marcomedes: _ A Medalha dos Diaboluns realmente foi destruída, não foi?
Gina afirma com a cabeça que sim.
Enquanto isso dois policiais fazem ronda de carro quando de-repente atropelam um cadáver de uma moça. Um observaos documentos dela.
_ Impossível! Ela é de Vila Mártiri! E olha a data!
_ O quê?! Essa vila está desabitada e inabitável há décadas!
_ Era aquela cidade de maioria cegos, não é?
_ É. E, ei, olha só, ela não foi morta por esse acidente, já estava morta antes.
Um dos dois policiais começa a ver os fantasmas. Centenas de fantasmas vem em direção a eles. O que os vê entra no carro. Um fantasma toca o outro é ele é lançado no pára-brisa do carro e se despedaça. O outro sai correndo.
Escritório de Regina…
Tomas aparece e diz: _ Pense Regina. Porque os fantasmas ficaram presos na Mansão Hilburg?
Gina: _ Feitiços.
Tomas: _ E na Escobale?
Gina fica sem respostas.
Tomas vê o olho vermelho e some.
Marcomedes chega ao museu e encontra o pergaminho que o homem deixou cair. Ele o pega.

Capítulo II – O Grupo

No dia seguinte, Gina chega ao escritório com olheiras e cheia de papéis nas mãos.
Marcomedes a ajudando: _ O que está pesquisando?
Gina: _ Não acabou. A Mansão Escobale pertencia a Wilhem Diolivera nos anos 40.
Marco: _ O fundador de Vila Mártiri?!
Gina: _ Um dos. A história conta que ele saiu da mansão e da família e com um grupo de amigos fundou a cidade. Mas olha que estranho: ele e a esposa sumiram e depois a cidade entrou numa onda de decadência e faliu.
De-repente, com grande alvoroço, dez pessoas entram no local.
Gina: _ Quem são vocês?
_ Roberto. _ se apresentando e aos outros: _ Alice, Tiago, Murilo, Mariane, Selton, Juão, Joice, Telmo, Marissa, Giane e Laraiane.
Gina: _ E…?
Roberto: _ Lemos o seu livro. Somos seus fãs. Só que… pode parecer loucura. Mas seus símbolos, o olho vermelho, está aparecendo por toda a cidade.
Gina cai sentada na cadeira.
Marcomedes: _ Deve ser pela proximidade com o museu. Eu encontrei isso no museu ontem. _ entrega a Gina o papel.
Gina se concentra e consegue ler o papel: _ “Feitiço do Reinado de Kahlia. Todos que me temem, morrerão bem. Os que me desafiam, definharão. E os que me enfrentam, implorarão para morrerem.”.
Marco: _ Como conseguiu…?
Todos falam juntos mais ou menos a mesma coisa: _ Ela é a reencarnação de Kahlia.
Gina: _ Fãs.
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O grupo chega ao museu no momento em que ele fechava. O policial que atropelara a garota (de Vila Mártiri) entra no museu junto deles.
Giane toca a mesa e morre enquanto todo o lugar começa a se transformar.
Gina sai correndo e consegue pular pra fora do museu. Junto dela fogem Joice, Telmo e Tiago. Ela liga rapidamente no celular de Marco.
Marco: _ O que houve?
Gina: _ Não desligue o celular ou não funcionará. Funciona pois liguei no início. O feitiço só podia ser feito no mesmo lugar. E um sacrifício seria requerido. E nada o impede. Então, para ser feito, ele transformou o lugar.
Marco: _ Em quê?
Gina: _ Em onde a mesa pertence. Mansão Hilburg.
Marco: _ Te falo depois. _ guarda o celular.
Ela também.
Joice: _ Pra onde a gente vai agora?
Gina: _ Vila Mártiri.

3 – Terror em Vila Mártiri

O grupo de Gina está andando por vila Mártiri.
Vila Mártiri é uma vila em estilo neozelandês antigo. Mas é uma vila um pouco maior que o normal. Só que está totalmente em ruínas. O chão é rachado e seu aspecto é assustador.
O tempo fecha, escurece e começa a chover torrencialmente em Vila Mártiri, Museu Hilburg e Casa de Campo Flores Brancas (antigo local da mansão Escobale).
O grupo de Gina sai correndo e se abriga em um lugar. Um ser pegando fogo de forma humana aparece perto deles e some. Então a parede toda pega fogo.
Gina pede silêncio.
Joice esbarra em algo e grita.
Ela vai parar no teto e fantasmas vem andando engatinhando no teto e vão pegá-la.
Telmo pega o braço dela, mas o fantasma toca ela e o braço dele começa a queimar. O nariz dela escorre sangue.
Tiago: _ Já leram Rapunzel?
Gina: _ Que coisa de se dizer agora, menino!
Tiago: _ Usamos o cabelo. _ usa Gina para que Joice segure o cabelo dela de um lado e ele do outro e eles a salvam puxando-a.
Telmo olhando pela janela: _ Acho que sei para onde ir.
Joice cai no chão desmaiada.
Tiago: _ Ela não está bem. _ a outra mão de Gina fica preta, normal e a sombra da mão no chão some.
Gina: _ Se os fantasmas estão em Vila Mártiri, então há algo importante aqui.
O que Telmo olhou pela janela foi um mini-castelo ultra-gótico, o lugar mais imponente da cidade.
Depois… Eles entram nesse castelo. Tiago carregando Joice.
Um fantasma aparece e vem sussurrando tocá-los. Eles saem do rumo dele. O chão no qual ele anda se queima. Ele se vai super rápido.
Gina: _ Não… não é nenhum dos que estavam na mansão Escobale!
Vários olhos vermelhos aparecem nos arredores do grupo.
Eles vêem um clarão enorme.
Marco fala no celular a Gina: _ Cairá a morte dos céus.
Telmo abre a janela.
Joice vai acordando.
Tomas aparece: _ Você tem que mudar as regras. _ para Gina, e some.
Enquanto isso nos arredores do museu Hilburg, caíam fantasmas flamejantes dos céus.

Capítulo 4 – Um Poltergeist de Proporções Indomáveis.

Um grupo de jovens passa perto de Vila Mártiri, numa rua. São três jovens na parte da frente de uma caminhonete.
De-repente eles vêem uma pessoa parada na estrada.
Os jovens são dois homens e uma mulher.
_ Mike, pára!
Mike é o que dirige. Ele freia. Eles notam debaixo do pé dela sangue inundando o chão. Ela some.
A garota do carro: _ Corre, Mike! Vamos, dirija!!!
Ele parte com o carro. De-repente um fantasma incendiado cai do céu e atravessa a capota do carro caindo no motor. A parte da frente do carro explode. Eles saem do carro. O carro explode. Eles saem andando.
Depois… eles chegam em Vila Mártiri.
Tomas aprece e diz: _ _ Façam silêncio! _ fantasmas puxam ele e o levam dali.
Os jovens vão andando em silêncio.
Cristalina…
Vão caindo fantasmas incendiados no teto das casas atravessando para dentro delas.
No museu o policial Toni, médium, vê em visão isso acontecendo.
Vila Mártiri…
No hall da mansãozinha da vila, Gina:
_ Mudas as regras! Claro!
Tiago: _ O que é?
Gina: _ impedir os fantasmas de entrar em casas. Na Alemanha, em escavações sobre bruxas, foi encontrado um feitiço. Eu descobri que a letra é de Kahlia Dignmat, e dei um jeito de ver o original. E se inicia em “espíritos, fora de minha casa”. Minha alma é de uma bruxa, então… Se eu mudar para todas as casas…
Telmo: _ Pode impedir fantasmas de entrarem em casas. E você decorou?
Gina: _ Imediatamente. _ fazendo o feitiço: _ Spiritums _ pára: _ É necessário pintar meus braços.
Telmo olha em volta: _ Não há tinta aqui.
Gina: _ Não importa. _pega uma pedra pontuda e corta pentagramas em seus braços. Gina: _ Pentáculos eram osoriginais. Mas pentáculos são do mal. Pentagramas são sagrados.
Seu sangue cai sem parar, jorrando no chão.
Gina: _ Spiritums, foras et totums os larems. Per-ad nunguam magis voltare. Mundanum nadir naiadem et nakar. Lea et malum hekataiom qui sordidum exegese hac hora. Societatem et trepein, tripous trepidari meum vultus. Sublimem stantiam conclude post. Casas universalem. Theosophos corrosivum tragam protectorem. Probam. Probam. Probam. Per-ad mihi. Patriam et mundanums. Meum patriam. Per-ad malum. Per-ad Pythia. Per-ad meum propitium. Per-ad meum sanguinem. In nomen nobilem et diabol… aggelos. Nodum. Adamantinum. Corium. … wicca… causam. _ árvores aparecem em volta da mansão. Os fantasmas deixam de poder entrar em casas
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Em Cristalina, as ruas estão um caos, cheias de sangue e terror.
Em um restaurante (não é uma casa) um rapaz vai ao banheiro. Há um olho (vermelho) desenhado a baton no espelho. Ele ignora. Um fantasma (cego) aparece e o toca. Os ossos dele vão saindo um a um pra fora enquanto ele grita até ser morto.
Emissoras de TV da região mostram, a uma distância segura, os fantasmas flamejantes caindo dos céus sobre Cristalina. A maldição aumenta e eles morrem.
Se escreve no pergaminho de Marco: _ “O início se modifica”.

Capítulo 5 – Apenas Terror.

Marco e seu grupo saem correndo pelo castelo, de-repente são lançados para trás e uma parede aparece onde estavam. Todo o lugar se modifica.
Marco: _ O início… tudo começou aqui!
Eles estão no lugar onde está o cadáver de Giane. É uma sala-de-aula prisão. Giane se levanta e vem em direção a eles repetindo “Ratnerfe arap redop áret méugnim orref ed soâm moc áradnamoc ale rorret ed odanier ues. Ridepmi iav méugnim e reviver iav Ailhak.”.
Eles vão indo para trás com medo e caem rolando uma escada que tem ali.
Selton: _ Ah, meu Deus!
Estão em uma espécie de sala de macas de hospital mas no lugar de corpos, nas camas, estão pedações de bifes de vaca.
Juão: _ Por que isso?
Marco: _ Os Diolivera eram tradicionais açougueiros e os Dignmat proeminentes médicos.
Passando para o outro lado do local, eles chegam a uma porta toda de ouro.
Mariane: _ Isso é uma representação de quê?
No hall da mansãozinha em Vila Mártiri há duas portas douradas iguais às que apareceu onde está Marco. O policial vê isso em visão.
O grupo de Marco atravessa a porta.
Um fantasma toca Selton. Ele voa no ar e gira rapidíssimo. Seus pedaços voam para todos os lados.
Todos saem correndo com medo. Marissa se enrola em uma teia de aranha cheia de araínhas. O policial Toni vê em, visão Kahlia tirando veneno de aranhas e pondo no cálice.
Eles puxam Marissa e a salvam. Eles correm e chegam a um beco sem saída.
Vários fantasmas vem querendo tocá-los. Marissa chora. Giane aparece no local. Seus braços caem e vem pra cima de Marissa. A criatura Giane não abre a boca, mas se ouve a mesma coisa que dissera antes se repetindo sempre.
Murilo vê e joga um tijolo enorme nas mãos dela.
Não pára de sair sangue de Giane. Ela grita de dor pelas mãos. Marissa vai para atrás de Murilo.
Um olho vermelho aparece na parede. Num trovão, se vê vários fantasmas no lugar.
Marco percebe uma voz vindo do celular. Ele coloca o celular no ouvido. Não é Gina. A voz diz em alemão que eles vão morrer. O celular sai de área.
Policial: _ Desliga isso. Os fantasmas estão ouvindo.
Marco fecha os olhos e desliga o celular.
Giane olha para eles. O policial Toni tem uma convulsão. Todos menos ele estão em silêncio. Ele acaba e vomita.
Marco piadifica: _ Acabou? _
Saem correndo dali. Eles vêem um tijolo solto na parede. Marco o puxa e eles entram por uma passagem secreta.
No local onde eles estão está um dos guardas do museu dependurado na parede na pose de Jesus Cristo na cruz só que sem olhos e de cabeça pra baixo.
Marco: _ Esse poltergeist está fora de controle.
Giane aparece onde eles estão. Seu vestido tampa seus pés mas é nítido que ela não toca o chão.
Toni: _ Ceguem-na! Ela está servindo de olhos aos fantasmas.
Há um bacião ali perto.
Juão vem aflito atacar Giane mas o bacião (de cimento) se desprende da parede e vem afogá-lo.
Giane sumiu mas sua frase continua ecoando.
De-repente ela aparece e Murilo a cega com seus dedos. Eles salvam Juão. Eles saem dali por onde vieram.

Cap. 6 – Ação

Vila Mártiri…
Jolie acorda.
Gina: _ Vamos nos separar.
Joice: _ Nós vamos o quê?
Telmo: _ Há duas portas.
Eles estão num hall e há apenas duas portas acessíveis de ouro. Há também uma portona bloqueada por pedras e uma janela pra dentro da casa (!) também intransponível.
Telmo: _ Eu levo a Joice.
Tiago: _ Então vamos eu e a Gina.
Regina: _ Joice, você está melhor?
Joice diz que sim.
Eles se separam. Nas portas está engravado um símbolo. Um círculo cortado da esquerda pra direita debaixo pra cima por uma seta.
Gina e Tiago entram na porta, que dá para um enorme corredor com uma porta no final. Numa placa de metal na parede está escrito: “Alemães não entram”.
Tiago revela: _ Antes de entrarmos na sua sala, Telmo revelou ser descendente de alemão. Ele estava com medo de ser usado nisso.
Telmo e Joice também chegam em um corredor.
Gina: _ Tomara que esse “pouco” não signifique nada.
Telmo e Joice passam e os olhos de uma pintura em um quadro na parede de um homem os acompanham.
O corredor de Gina e Tiago começa a inundar.
Uma grade desce na frente de Telmo e Joice e o teto começa a descer. Eles vão ser esmagados. Telmo tenta sair. A porta está trancada.
Marcomedes, Juão, Toni, Murilo, Marisa e Mariane estão correndo na mansão e chegam a uma escada pra cima.
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A água sobe rápido e inunda o corredor. Gina mergulha e tenta abrir a porta, mas a água faz peso, a porta é de abrir pra dentro e por isso não abre.
Tiago mergulha e vê uma janela. Ele quebra o vidro dela e a água vai embora. A janela dá numa clarabóia, mas não dá pra passar por ela, é uma janela muito pequena.
Gina pondera que é melhor eles tomarem cuidado.
Marco e seu grupo chegam a uma espécie de quarto com janela no 2º. andar. Eles olham pela janela e vêem o que está acontecendo em volta da mansão e além da tempestade, na cidade.
Toni olha Marco e Marco olha e vê na íris dos olhos dele um fantasma vindo detrás dele. Marco sai da frente, o fantasma toca Toni, a pele dele sai. Ele morre depois pega fogo.
Juão pega Marco pelo colarinho: _ O que você fez?! Matou o paranormal?! _ bravo.
Marco: _ Shshshshshs!
Giane aparece e mexe os duros braços como se estivesse desenhando algo no ar. Marcado a fogo aparece na parede um K.
Todos olham tudo estagnados.
Telmo e Joice são salvos por Mike, Elba e Everton, os três jovens do carro, que abrem a porta por fora.
Joice: _ Obrigada! Obrigada! Você nos salvaram!
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Mariane vê uma espécie de ‘parede vermelha holográfica’ onde eles estão. O grupo não vê mas é um gigantesco olho vermelho se estendendo acima da mansão.

Cap. 7 – Uma Conversa Assustadora e “Algo Mais”.

Elba: _ O que está acontecendo nessa… aqui?
Joice: _ Não é a única a questionar.
Everton: _ Mortes Mudas, o livro. Isso está acontecendo.
Elba: _ Eu nunca li.
Mike: _ Aqui? De novo? Oh, meu Deus!
Everton: _ O que é o olho vermelho?
Mike: _ O olho significa Kahlia Dignmat, uma bruxa que não lembra em nada contos infantis.
Everton: _ Bruxa? Não sejam ridículos, não pode ser! A gente parece ter entrado num livro gigante do Poe e vocês dizem que isso é obra de uma pessoa!
Telmo: _ Não é mais uma bruxa. Agora é uma força maligna cujo poder advém de maldições lançadas há décadas, séculos e que aumentaram seu poder por espera.
Elba: _ Pára de nos assustar!
Mike: _ Assustar, nós?! Não. Não nós. Mas garanto que os cegos vão.
Elba: _ Cegos? Que cegos?
Everton: _ Agora me lembro de ouvir falar. Fantasmas portadores da morte no toque. Cegos, lendários… parece que, enfim, é real.
O olho vermelho aparece. Aparecem vários olhos vermelhos na parede e ela fica vermelha.
Mike cochichado: _ Vamos sair daqui.
Mansão Hilburg…
Mariane encontra um alçapão: _ Vamos?
Algo brilha (um brilho bem fosco) no bolso de Marco.
Marco: _ Espera. _ ele tira. É o pergaminho.
Aparece escrito: “Vocês cinco não podem fugir.”.
Marco joga o papel no chão e pisa.
Marissa se agacha no chão quase chorando: _ Isso tem razão. Ela tem. Não somos páreo pra ela.
Mariane, Juão, Marco e Murilo a cercam e consolam.
Murilo: _ Marco. Diga o que você sabe ou imagina.
Marco: _ Que Kahlia deixou um feitiço pra voltar. Outro. Que quem o tinha era um bruxo e que o feitiço parou no meio e só faltou a morte.
Marissa: _ …Giane…
Marco: _ Não pode ser parado, lembra? Ela tocou a mesa. O sacrifício foi dela.
Juão: _ Espera! Pode ser que quem fez o feitiço seja um descendente de Kahlia.
Mariane: _ Eu não quero morrer como a Giane.
Giane aparece onde eles estão. Eles saem descendo as escadas do alçapão e chegam a um lugar completamente escuro.
Mariane está respirando alto demais e Juão pede que ela pare. Eles vêem vultos. Marco liga a lanterna do celular e ilumina o lugar.
Marco: _ Oh, meu Deus!
Vila Mártiri, Mansão…
Gina consegue abrir a porta e chega mais um corredor. Mortos saem do chão e começam a tentar mordê-los.
Tiago: _ O Reinado?
Gina: _ Eu acho que é porque “alemães não entram”.
Tiago: _ Ah!
Eles fazem como nos filmes e começam a quebrar o pescoço deles. Não param de aparecem mais. Gina e Tiago passam por um portão e chegam a uma floricultura (jardim).
Um pé de Gina fica sem sombra.
Tiago: _ Que está acontecendo?
Gina: _ Eu sou a reencarnação dela. Pra ela vir eu tenho que morrer.
Tomas parece e aponta na direção de uma parede.
Gina: _ O que tem?
Um fantasma cego está tampando a boca dele. Gina se espanta e se segura pra não gritar. Ela e Tiago procuram uma passagem secreta na parede. Não há. Há uma porta na floricultura. Eles tentam passar por ela. Está trancada e Tiago começa a tentar arrombá-la.
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Telmo: _ Talvez esteja aqui a maneira de parar o Reinado.
Everton: _ O Reich!
Eles passam pelo corredor correndo com medo de o teto descer. Duas portas pelas quais eles tentam entrar estão trancadas, mas a 3ª. não. Há três portas onde eles estão.
Mike: _ Vamos nos separar.
Joice assustada com a idéia: _ Não!!!
No corredor onde eles passaram correndo zumbis começam a aparecer levantando do chão. Eles batem nas portas, inclusive na de onde estão.
Eles ouvem os urros e batidas e se afligem. Eles entram por uma porta rápidos mas Jolie acaba ficando sozinha pois sem-querer entrou na outra porta. Ela tranca a porta e ouve as batidas. Ela liga a luz do lugar. É uma imensa biblioteca. Joice começa a chorar.

Capítulo 8 – Perseguidos

Mike, Everton, Elba e Telmo vão parar numa pequena biblioteca.
Mike: _ A porta não tranca. _ eles passam outra porta e chegam no açougue.
Acendem a luz. Todos vêem por uma janela a mesma clarabóia que Tiago e Gina viram. Elba abre uma porta, a única do lugar.
Elba: _ É só um cômodo do açougue. Estamos presos.
Os zumbis entram onde eles estão.
Mansão Hilburg…
Eles foram parar em uma igreja, ou quase uma.
Juão: _ Marco, o que é isso?
Há no lugar umas mesas com cadáveres em cima.
Marco: _ Uma igreja de sacrifícios.
Murilo: _ Explique.
Marco: _ Eu não posso. Eu não sei a explicação.
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Gina e Tiago estão sentados desanimados no chão.
Tiago: _ É. Vamos ficar presos aqui para sempre. A culpa é minha.
Gina: _ Não, não é. Eu os meti nisso.
Tiago: _ Não mesmo. Você é incrível. Se eu fosse como você, já teria arranjado um jeito de a gente sair daqui.
Gina: _ Não precisa. A porta está trancada e os zumbis vão acabar conseguindo passar por aquele portão.
Tiago: _ Gina, olhe em volta. Eu sei que você vai conseguir. Você já passou por algo parecido antes.
Ela olha e pára o olhar detrás deles.
Gina: _ Tiago, olhe o que a gente não viu.
Ele olha: _ Como não vimos isso?
Enquanto isso Joice vê uma escada enorme e começa a subi-la. No segundo andar há várias jaulas e fotos de gatos.
Joice: _ Que povo fissurado em gatos!
Tomas aparece: _ Gatos avisam sobre o mal. _ some.
Joice caiu sentada. Os gatos começam todos a miar. De-repente Joice cai no chão, se ouve um som horrível vindo de dentro dela e sangue escorre dela. Está morta.
Aparece escrito no pergaminho que Marco deixou para trás “A morte como nunca antes foi vista”.
Gina e Tiago estão olhando uma janela.
Gina: _ Não vimos porque está suja. _ eles a quebram e atravessam.
Casarão de Túlio Charon e Aaron Nicomedes…
Túlio e Aaron, os sobreviventes do incidente na mansão Hilburg, discutiam no escritório.
Túlio: _ Eu reacendi meus poderes psíquicos logo que essa loucura toda começou. Disseram que eu tenho uma força de vontade enorme pra parar e começar isso em mim quando eu quiser.
Aaron: _ Seu médium idiota, o que planeja? Enfrentar os cegos que estão lá fora?!
Túlio: _ Não. Eu só não sou um cego, meu amor. Regina Dingo está em apuros. Não dá pra gente… pra mim, ficar aqui enquanto tudo isso acontece.
Aaron: _ A segunda sobrevivente? Foi uma visão sua?
Túlio: _ Mas não só isso.
Aaron: _ Querido, o que você quer fazer? Ir até lá, sabe-se lá como, e servir de olhos para ela?
Túlio: _ Sair. Eu sei onde ir e quem procurar.
Aaron: _ Sair?!
Túlio: _ Eu sei que esse casarão tem um túnel até o metrô. Posso ver os cegos e sabemos que é só fazer silêncio. Eu vou, e você?
Aaron: _ Eu vou. Vamos, então. Se é pra morrer, não vou sozinho, e não vou deixá-lo.
Mansão Hilburg…
Juão: _ Eu nunca havia ouvido falar que fantasmas te tocam e aí te matam.
Marco: _ É a bruxaria. Reage coma morte e causa isso.
Eles ouvem um barulho no lugar e todos se silenciam. Eles sentem o calor do fogo invisível nos fantasmas. Todos vão se movimentando lentamente para sair do lugar. O lugar começa a tremer e eles caem. Mariane grita. De-repente ela estaca reta e dura, abre a boca babando muito; na pontinha dos pés. Seu cabelo se arrepia e fica de pé. Então ela seca, fica extremamente magra, e cai morta no chão.
Todos ao seu redor sentem o fedor da putrefação, horrorizados, e sobem as escadas.
Na prisão o homem que iniciou o ritual de Reinado conversa com um policial.
_ Se você me devolver o pergaminho, eu te poupo.
Policial: _ Que pergaminho? _ chega perto da cela. O homem pega o braço dele e torce entre as grades, fazendo o gemer. De-repente o policial se reduz a um feto e morre. O homem vê o fantasma que tocou o policial e, em silêncio, pega a chave e sai da cela.
Vaticano…
O papa sente um poder maligno, um perigo para o mundo.
Papa: _ Oh, meu Deus! O que é isso?! Que sensação ruin!
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Mike começa a empurrar os zumbis. Ele é mordido. Elba, Everton e Telmo também empurram. São zumbis demais e eles não conseguem passar. Se ouvem sussurros.
Telmo: _ Fantasmas!
Mike: _ É o barulho dos zumbis que os está atraindo.
Os quatro ficam encurralados. Eles estão em um açougue e então Elba vê a porta que dá para o hall de entrada, onde as pessoas vinham comprar carne. Mas ela se lembra que a porta está bloqueada do outro lado por pedras. Elba se ajoelha no chão, desistente.
Everton: _ Ajude-nos, Elba. _ ela se nega a ajudar.
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Gina e Tiago passam pela cozinha e chegam a um cômodo vazio com três portas. Gina entra por uma porta e Tiago a segue. Eles chegam à mesma biblioteca que Joice. Numa mesa, Tiago vê uma foto de duas pessoas.
Tiago: _ Quem serão esses? E por que esse lugar todo está tão… conservado?
Gina: _ Eu. Digo, Kahlia, na foto, e eu não sei quem é esse. Mas alguém vem mantendo esse lugar!
Tiago fixado na foto: _ Ela tinha o olho vermelho?
Gina: _ Castanho. Marron. Marron-avermelhado. Mas serviu para dizerem que ela tinha um pacto com o demônio e por isso seu olho era vermelho.
Tiago: _ E ela não tinha esse pacto?
Gina: _ Tinha. Vamos subir aquela escada.
Telmo, Mike, Everton e Elba entram onde eles estão.
Gina animada: _ Gente!… E cadê a Joice? _ se abraçando.
Telmo triste: _ Não sabemos.
Mike: _ Escada?
Tiago: _ É.
Elba: _ Ainda bem que eu tive a idéia de empurrar os zumbis pro cômodo do açougue e deixar eles se comerem! _ se vangloriando.

Cap. 9 – Estamos Perto do Final.

De volta ao cômodo anterior ao alçapão, Marco, Marisa, Juão e Murilo começam a ver vultos. A mansão começa a reviver fatos do passado. Em Vila Mártiri, Gina e seu grupo chegam ao andar de animais e Vêem os mesmos fatos passados.
Gina: _ Maldições vivem revivendo os fatos que levaram a elas.
Na revivência se vê um casamento.
Padre: _ Kahlia Dignmat, Philippe Diolivera, eu os declaro marido e mulher. _ a visão some. Tomas, escondido, sorri.
Gina: _ É possível?!
Telmo: _ Você não sabe?!!
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Marco: _ Será possível?
Juão: _ Você é o historiador.
Marco: _ Só se… claro! A igreja de sacrifícios! Talvez ela tenha feito os Diolivera acreditarem que as mortes eram um castigo dos céus pelos seus pecados. Pelo incesto, talvez. Não sabiam que Kahlia Dignmat Diolivera que os matava. Se soubessem não serviriam à medalha pois saberiam o verdadeiro motivo de estarem morrendo.
Elba: _ Que coisa complicada!
Marco: _ Escuta. Wilhelm descobriu a verdade mas foi desacreditado pela família.
Marissa completa: _ E saiu de casa! Que demônio ela era!
Florestas de Cristalina…
Uma garota acaba de sair amedrontada dessa floresta. A floresta vai toda ,morrendo, se desintegrando. Então o chão pega fogo. Ela vê os flamejantes fantasmas caindo do céu. Repente ela começa a chorar e as lágrimas queimam o rosto dela. Ela grita de dor. Seus cabelos começam, a cair. Seus olhos giram nas órbitas, ficando brancos, e sai sangue deles. Ela abre a boca e seus dentes vão caindo. Ela fica de quatro no chão e suas tripas vão saindo pelas genitálias debaixo da saia. Suas unhas ficam roxas. Ela queima e morre.
Dentro do metrô, Túlio vê isso e começa a ter convulsões. Os fantasmas os vêem. Um fantasma vem tocar Aaron. Aaron vê o reflexo no metálico do chão e se esquiva. Túlio volta ao normal e vem puxando Aaron se desviando dos fantasmas. Eles vão até a cabine. Um fantasma está em cima da cabine e eles não vêem.
Túlio cochicha: _ Agora eu estou com pena… . Eles estão amaldiçoados. Cegos para sempre vagando por aí. Tentam tocar as pessoas porque acreditam que elas podem ajudá-las. São solitários. _ lacrimejando _ Eu não quero que isso continue.
Aaron fica olhando para ele, que vira o rosto. Saindo desse momento, Aaron avisa: Está quente aqui.
Os circuitos do trem queimam e ele se descontrola. Túlio sai correndo e puxa o freio de emergência. Eles saem correndo para o último vagão do trem. O trem bate. Sua velocidade está bastante diminuída pela batida e pelos freios quando Túlio e Aaron pulam do último vagão.
Túlio: _ É aqui. _ exultante: _ Chegamos.
Aaron: _ Estamos quase do outro lado da cidade.
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Elba, Everton, Gina, Telmo, Mike e Tiago vêem o corpo morto de Joice. Tiago e Gina se olham.
Elba se abraça a Everton chorando.
Telmo se aborrece: _ É culpa sua, Gina, agora tira a gente dessa!
Mike: _ Calma, Telmo!
Gina: _ Não.
Os gatos começam a miar. Há uma janelona enorme e fechada e uma pequena no lugar. Gina nota que na ‘alavanca’ de abrir a janelinha está marcado o símbolo do círculo flechado também. Ela puxa e uma passagem se abre. Gina: _ Por aqui! _ Todos vão. Gina ia mas sente um ventinho fresco e fica. Os outros sobem uma escada.
Gina se vira. Todos os gatos somem.
Gina confusa: _ Gatos fantasmas?
Uma fantasma aparecendo: _ Animais não cedem a maldições. Mas a magia do bem, sim.
Gina: _ Mais regras. _ reconhece a fantasma: _ Fernanda Dahiles!
Nanda: _ É. Como Tomas, eu fiquei aqui para ajudar vocês. Eu re-organizei esse lugar.
Gina: _ Porque está dizendo isso agora? _ Nanda vai sumindo.
Nanda: _ Só aqui eu posso falar contido sem a interrupção dos cegos, por causa dos gatos. Mas vou ser breve pois a maldição está no fim e os gatos não mais adiantarão. Regina _ some gritando.
Gina: _ Droga! _ sobe a escada.
Elba, Everton, Telmo, Mike e Tiago chegam a uma torre. Tiago: _ Cadê a Regina. _
Ninguém sabe. Tiago: _ Eu vou voltar.
Regina chega ao local. Da torre se vê a vila toda.
Mansão Hilburg…
O olho de um fantasma volta ao normal (não-branco, não-cego) depois fica branco de novo.
Na torre um fantasma toca Telmo e ele apenas cai morto no chão. Com isso os zumbis ajoelham-se e então caem mortos no chão. Tomas aparece e sai andando.
Gina: _ Quer que o sigamos. _ vão seguindo ele.
Apartamento qualquer…
Túlio e Aaron batem mas não são atendidos. Eles vão entrando e Vêem uma porta muito estranha.
Aaron: _ É uma sala anti-som.
Eles entram. Nela alguém em uma poltrona de costas pra eles e pra uma mesa. À sua frente, um quadro de Salvador Dali, Temptation, do lado de uma janela cortinada.
Túlio: _ Eu, nós, viemos aqui pra falar sobre algo muito importante. _
_ Sempre ou quase sempre que uma bruxa morria, deixava um livro com sua essência que, se encontrado, traz de volta seus horrores.
Aaron: _ Belo modo de receber visitas! _ irônico
Túlio se aproximando: _ Viemos falar sobre sua irmã.
_ Às vezes, eu tenho pena de minha irmã. _ vai se virando.
Túlio: _ Eu não.
É um velho.
Aaron: _ Mas quem é…?
Túlio: _ Luke Dignmat. O irmão da Kahlia. Esperamos respostas pra parar tudo isso.
Luke: _ Não obterão. Ela deixou isso, o feitiço no pergaminho, à nossa irmã, mas esta não quis que um reinado de terror viesse à Terra. Mas não foi capaz de destruir o pergaminho, única lembrança de uma irmã, que passado de geração para geração…
Túlio: _ Você está ajudando. Tem mesmo pena de sua irmã, Kahlia?
Luke: _ Não. Era um teste. A resposta está em Vila Mártiri, pois não é qualquer um que a vai obter.
Túlio: _ Onde você estava enquanto Cassiano e Martín Escobale faziam suas loucuras, covarde?
Luke: _ Eu não sou um bruxo. Como poderia enfrentar o que ela deixou: Mas eu ajudei vocês. Com minha influência contatei seu centro espírita e fiz com que um médium poderoso aumentasse seu poder. Afinal, é Cristalina, terra do castelo Kahlia, e na verdade eu fiz isso com todos os médiuns daqui. Então levei Tomas a ver que Ubert era um médium.
Túlio: _ Tomas!
Luke: _ É. Posso conversas com espectros… fantasmas. Como vê, não sou covarde.
Túlio: _ Mas não é corajoso.
Aaron ríspido: _ Você vem conosco. _ apontando Luke.
E o levam à força.
Em Vila Mártiri, Gina, Elba, Everton, Mike e Tiago chegam a um quarto. Um quarto de hóspedes. Tomas aponta uma cômoda numa parede.
Mike e Tiago a arrastam. É uma cômoda falsa. Na parede está escrito 1937 e há um código de 7 letras a ser encaixado num mecanismo.
Everton: _ Oba! Um puzzle! _ irônico.
Gina: _ Ah, não!
Na mansão Hilburg, Marco, Juão, Murilo e Marisa saem correndo perseguidos por fantasmas. Eles chegam ao hall e encontram o homem que tentou reviver Kahlia, que estava preso. Este aponta uma arma pra eles.
Nas ruas, Luke consegue se soltar e fugir de Aaron e Túlio.

Cap. 10 – Chegamos ao Grandioso Final

Mártiri…
Gina: _ Em 1.937 ocorreu o ataque de Hittler a Guernica y Luno, cidade santa do país basco. Foi quando Juan Pablo Picasso, espanhol e cubista, pintou o quadro Gernica, exposto em Paris.
Mike: _ Professoras!
Gina: _ Homens!
Tiago: _ Qual o código?
Gina: _ Picasso.
Eles colocam e uma entrada secreta se abre. Só há um livro, com o nome de “Diário de Wilhelm Diolivera” e só umas páginas escritas. Gina lê. Está escrito: “(…) saí da casa de minha família pois uma bruxa mancomunada com satã osestá cegando com seus feitiços hediondos. Me juntei ao irmão dela, Luke Dignmat, um preclaro cavalheiro e a Feris Luman, uma bruxa boa por quem me apaixonei. Se está lendo isso, as armadilhas de Feris não te impediram e és digno de conhecimento. A verdade é que a Segunda Grande Guerra Mundial foi só uma guerra entre bruxos com ideologias malignas e os Pátrios de Cima (símbolo círculo com flecha pra cima). Os bruxos estavam por todo o mundo. Inclusive o poder das bombas de Hiroshima e Nagazaki foi aumentado por bruxaria. Por quê uma bruxa alemã fez uma mansão no Brasil? As terras virgens brasileiras guardavam poderes bons incríveis e é onde mais se concentravam os Pátrios. Quando criou a medalha de Diaboluns, Kahlia esperava enche-la de maldade matando jovens inocentes e desinformados até que se tornasse a maior arma contra os Pátrios brasileiros. E para manter o plano o mais incógnita possível, uma cidadela pequena como Cristalina. Para ver tudo de perto, fiz uma mansão perto da dela. Pusemos feitiços para que fantasmas e demônios não entrssem.”
Gina: _ A Mansão que Escobale! Por isso os fantasmas não saíam!
Em Cristalina pedaços dos fantasmas flamejantes entram nas casas.
“Ás vezes visitava essa mansão. Quando deixei minha família e montei Vila Mártiri, Kahlia fez com que todas as pessoas que decidiram me ajudar a criar a cidade passassem a ter o mesmo problema ocular de nossa família, só que dominante, não recessivo. Empregados meus espiões na mansão me revelaram que o último feitiço dela, o Reinado, usa osfantasmas cegos da Vila. Ah! E pra derrotar minha cunhada K: sempre que alguém morre, pra voltar precisa prender sua vida a algo material aqui na Terra. No caso, o diário Os Cegos.”.
Mike: _ E onde a gente vai encontra-lo?
Gina fecha os molhos: _ Eu o sinto. Eu sei onde ele está. Vamos para o Museu Hilburg.
Elba: _ É perigoso.
Gina: _ Este livro tem as inscrições usadas em coisas grandes para afastar seres maléficos. E só passar a um carro.
Tiago pega a mão dela: _ Vamos.
___________*****************_________________
No caminho Gina Lê mais o livro “(…) Um feitiço de Feris levará um alerta (uma moça morta) a um médium próximo quando o Reinado estiver perto de iniciar a ser feito.”.
Gina: _ Isso explica Toni.
Hall do Museu (Mansão Hilburg)…
_ Meu nome é Reinaldo. Eu sou descendente de Kahlia.
Marco: _ Ah! Não diga! E o que você espera ao traze-la de volta?
Reinaldo: _ Pedir uma participação no Reinado.
Marco começa a rir.
Reinaldo: _ É ridículo mas eu tenho que tentar.
Túlio e Aaron entram na mansão pela porta da frente, logo atrás de Naldo. (Reinaldo). Ele se distrai e vira. Juão acerta a cabeça dele com uma pedra e ele desmaia. Giane aparece no recinto com um amnto na mão.
Murilo: _ De onde ela tirou isso?
Aparece escrito no pergaminho: “Você agora pode ver o que vai te matar.” Os fantasmas se tornam visíveis e eles notam que vários fantasmas estão em torno da Giane.
Carro…
Gina: _ Sim, estamos chegando, Tiaguinho.
Elba: _ ê, Tiaguinho, hein!
Gina: _ Não é a hora. _ embora tenha gostado.
Tiago: _ Mas, hei, porquê nunca ouvimos falar de forças como bruxaria dessa forma antes?
Gina procura no livro e encontra: “ _ Após a 2ª Grande Guerra, os druidas, chefes dos ‘magos’de todo o mundo se reuniram e baniram a magia desse mundo para sempre. Mas Kahlia não é desse tempo e é essa brecha que ela usa na maldição.” Satisfeito?… Chegamos.
_________***************______________
No hall se encontram Marco, Juão, Murilo, Marsai, Elba, Everton, Mike, Gina e Tiago.
Marco vê uma pedra jogada no chão: _ O Prostre do Cálice!
Gina: _ No chão?!
Marco: _ “O início se modifica”. _ citando o pergaminho.
Tiago: _ O que há?
Marco: _ O cálice da bruxa tinha uma energia muito má. Tão má que destruiria todo o castelo. Então o prostre deve ser santificado. _ pega-o e joga em Giane. Todos os fantasmas em volta dela somem. O prostre é lançado por força invisível pra longe dela.
Gina: _ Everton, picareta. _ ele dá uma picareta a ela.
Ela começa a acertar um ponto no chão.
Tiago: _ De onde pegou isso?
Gina: _ Do carro. Peguem a Giane!
Giane joga o manto no chão. O manto se levanta um pouco e os pés de Gina ficam pretos.
Aparece escrito no pergaminho. “Toda doença será sanada”.
Os cegos (os fantasmas) começam a ver.
Elba, Everton e Juão iam para cima de Giane. Fantasmas a cercam. O manto sobe mais e as canelas de Gina também escurecem. Elba é tocada e então as veias e artérias dela arrebentam e seu sangue se derrama dentro dela e vai saindo pelos orifícios. Juão tem seus dentes engolidos sufocando-o. everton tem seus membros (braços e pernas) moídos por nada. Morrem.
Marisa: _ Não! _ os fantasmas vem pra cima de Marco, Murilo e Gina. Túlio vai atacar Giane mas ao olhar nos olhos dela começa a ouvir os gritos de todos já afligidos pela maldição e cai no chão.
Fantasmas vem pegar Marisa. Marisa corre e vai parar numa sala de jantar. Ela fica de um lado da mesa e um fantasma do outro. É uma mesa enorme. O fantasma vem atravessando a mesa. Marisa fica paralisada, em estado de choque. Ele a toca. Só se ouve seu grito de horror como se algo horrível estivesse acontecendo a ela e ela cai no chão soltando sangue em uma quantidade e velocidade impressionantes.
Gina encontra o livro e joga a Yúlio, que começa a folheá-lo.
Marco, Murilo, Gina, Tiago e Mike vão pra perto do prostre. Os fantasmas tentam empurrar uma parede invisível, como se algo (o prostre) os impedisse de se aproximar, mas eles estão vencendo a barreira.
Túlio: _ Não tem nada aqui.
O pergaminho começa a se enrolar.
Naldo começa a levantar. Ele vai pra cima de Túlio pegar o livro “Os Cegos”.
Gina: _ Eu sei!
Túlio vê Naldo, desvia e vira Giane pra ele. Naldo vê os olhos dela e grita. Os fantasmas o tocam e ele explode pra todosos lados.
Do mando quase totalmente levantado (e Gina quase totalmente sombreada) sai uma voz: “ Bem vindos ao seu pior pesadelo! Silêncio. E preparem-se para uma possível e provável morte horrível! _
Os fantasmas vão tocar o grupo.
Gina: _ Eu te amo, Tiago. Túlio, fogo. O livro era guardado no subterrâneo. Frio e sem sol. Calor! A Santa Inquisição.
Túlio vê uma lareira, mas ela está apagada. O prostre se quebra. Os fantasmas primeiro vão tocar Tiago. Gina se enfia na frente e o empurra. O fantasma a atravessa e toca Mike.
Gina: _ Eu não posso morrer! _ constatado, surpresa, o fato: _ Me desculpa, Mike! _ ele tem estragos como se estivesse sendo atropelado, costurado por uma máquina de costura sem linha e furado por ferros do tamanho de grãos de arroz no corpo todo e morre. Os fantasmas vão pra cima de Túlio. Ele fica aflito. Gotas de suor caem da testa dele no chão, ele flutua. Fantasmas vem vindo de toda a casa até o hall. A lareira se acende. Os fantasmas flutuam também. Túlio joga o ‘livro’ na lareira.
O livro se queima e vira pó. Aaron, Marco, Tiago, Gina e Murilo olham pasmos a flutuação de Túlio e a combustão espontânea obviamente causada por ele (Túlio).
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Giane se liquifaz em sangue. O manto cai no chão. O pergaminho se queima. A mansão começa a tremer como que ruindo.
Todos saem da mansão. Lá fora estão Gina, Tiago, Túlio, Aaron e Marco.
Gina: _ Cadê o Murilo?
Túlio: _ Eu vi, ele foi tocado. Foi horrível!
O museu se refaz onde estava a mansão.
Tiago e Gina se beijam calientemente.
Dias depois Gina salga e coloca fogo na mesa ritualística de Kahlia, pondo fim a seu ‘poder’.
O grupo visitou Luke e descobriu que ele vai fazer doações para reconstruir Cristalina. Aaron, Túlio e Gina também doarão.
Dias depois Gina, seu assistente Marco, Túlio e Aaron juntos lançam o 3º livro Mortes Mudas.
Luke explodiu a mansão em Vila Mártiri e queimou seu livro.
Luke: _ Há tempos que não devem voltar.
Gina acaba de tomar banho e encontra Tomas.
Tomas: Adeus!
Gina: _ Cumpriu sua vingança finalmente!
Tomas: _ É. Mas eu preferia não ter ficado preso a essa vingança. Tanto tempo ocioso!
Gina: _ Agora acabou. Posso te beijar? _
Tomas: _ Pode. _ ela a beija no rosto e Tomas vai pro céu.
Nanda vai com ele. Depois, casão de Túlio e Aaron…
Gina: _ Túlio, purifique-m,e da maldade dela.
Túlio: _ Ainda estou me recuperando da… “explosão” que tive.
Gina foi se purificar em igrejas e centros de várias religiões.
Os Diolivera, os Meti, Feries Luman e os mortos nas mansões se reuniram no céu e conseguiram materializar uma carta de agradecimento a Gina, Marco, Túlio, Aaron e Tiago.
Marcomedes se tornou um grande arqueólogo.
Regina e Tiago viveram felizes para sempre.

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