Reflexões

Sistema Penal

Qual a dificuldade em certas políticas? Eu posso (eu devo) estar sendo ingênuo, mas qual a dificuldade de ajustar o sistema penal brasileiro, quando as solução são tão, mas TÃO óbvias. Pausa.

1.1 Acabar com a impunidade. Significando: acabar com as reduções de pena. Por que se uma pessoa é condenada a uma determinada pena, como é possível que ela seja solta com 1/3 da pena ou ao menos tenha condicional de um crime bárbaro como, digamos, assassinato? Bom comportamento?! Sério?! Bom, nada contra diminuição de pena, mas não uma diminuição tão grande, simplesmente não devia ser possível. É a certeza da impunidade que aumenta a criminalidade, fazendo com que os criminosos saibam que a pena deles será leve.
1.2. Aumentar o número de prisões e melhorar as prisões. Por que, como está, o sistema presidiário só faz com que as pessoas saiam de lá muito piores do que entraram. É preciso fazer mais prisões para diminuir a superlotação e dar alguma dignidade a essas PESSOAS. E também dar oportunidades, fazendo com que elas tenham ocupações, trabalhos dentro dessas instituições. Além do mais, se as condições de vida nas cadeias não fossem tão horríveis, as pessoas lá dentro estariam menos estressadas e isso repercutiria em menos rebeliões.
1.3. Se for pra ter condicional, que tenha aquelas tornozeleiras que acusam se o presidiário tirar elas ou se ele sair de onde deveria estar. É o único jeito de uma coisa como condicional funcionar. O mínimo que eles poderiam fazer é não dar condicional pra quem comete crimes bárbaros e/ou inafiançáveis.
1.4. Quanto à pena de morte, eu sou terminantemente contra, já que não existe nenhuma pessoa no mundo que pode dizer com certeza que outra pessoa é impossível de se redimir. Mas não tenho nada contra prisão perpétua.

Existem, ainda, outras coisas mais difíceis, mas ainda assim bastante claras e eu duvido que sejam tão difíceis quanto a falta de ação sugere que sejam, se alguém realmente se empenhar. Tipo, melhorar o treinamento das polícias. Afinal, existem polícias no Brasil que tem um treinamento muito bom, como o BOPE, por exemplo, então eu não acho que melhorar os treinamentos das polícias em geral seja algo tão difícil. Parar com essa coisa de prender os usuários, que nunca resolve nada, e ir atrás dos traficantes logo de uma vez.

+Política e Perigos:

As pessoas que vivem em barrancos, onde ocorre risco de desmoronamento/soterramento, deveriam ser movidas para casas arranjadas pelo governo. Parecem ser coisas tão simples e, como leigo em política, não me entra na cabeça onde, além da falta de comprometimento, se encontra a impossibilidade de serem feitas.

Consciência Coletiva –
Existe uma corrente de pensamento,  bastante plausível inclusive, de que de certa maneira todas as nossas consciências como seres humanos podem estar, de algum jeito, conectadas. Ou que os pensamentos pairam em uma frequencia pelo ar e, eventualmente, nosso subconsciente é capaz de captar e isso faz com que duas pessoas possam criar idéias praticamente idênticas. Inclusive um artista pode ter uma idéia, demorar a realizar e outra pessoa realizar primeiro. E se todas as idéias horríveis que a gente tem e pensa que nunca deveriam ser feitas, que nenhum ser humano deveria sequer pensar nisso… e se elas forem para esse inconsciente coletivo e puderem se realizar? Isso significaria que até mesmo pensar coisas negativas pode ser perigoso… intrigante…

Ser Humano é Horrível –
Nós somos seres sociais, necessitamos um do outro para sobreviver. Ainda mais na civilização que nós criamos, as sociedades. Mas temos um prazo de validade e um dia todo mundo morre. Então inevitavelmente perderemos alguém com quem nos importamos. E depois disso nunca mais conseguiremos ser os mesmos novamente. Todo mundo passará por isso, seja com uma mãe, pai, irmão… . Só por isso ser humano já seria horrível. Morrer também é horrível. A grande maioria das maneiras de um ser morrer é horrível, dolorosa e, várias vezes, humilhante. Mesmo se alguém pudesse viver para sempre, seria pior. Viver para sempre com a dor dos entes queridos perdidos e pecados cometidos. E mesmo que pudéssemos reviver nossos entes queridos, eles também teria entes queridos, e por aí vai. Com certeza não cabem todas as pessoas que já morreram vivas na Terra. E além disso, temos que conviver com a natureza nos sobrepujando e atacando com tornados, tsunamis e terremotos. E ainda temos que nos acostumar com o fato de que uns de nós vivem uma vida horrível e cheia de miséria e, por mais que façamos alguma coisa para mudar isso, nada nunca vai poder ser solucionado completamente. E ainda ter que saber que, entre nós mesmos, seres humanos, atacamos uns aos outros por motivos fúteis, motivos importantes, sem motivos às vezes. E além disso, nessa coisa que nós criamos chamada sociedade, trabalhamos mais do que vivemos, inúmeras vezes em uma desproporcionalidade absurda. O mundo é um lugar muito idiota, e eu realmente espero que haja um lugar melhor pra ir depois da morte.
Culpa-Será que alguém tem alguma culpa? 
Uma pessoa nasce mau-caráter? Ou ela se torna um mau-caráter? De qualquer das maneiras, ela não tem culpa do que ela faz? Um viciado não tem culpa do que ele faz pra conseguir o objeto de seu vício (drogas, bebida…)? A culpa de uma pessoa roubar é de sua vida miserável que faz com que roubar seja necessário? Ou ainda: a culpa de uma pessoa roubar é da criação sem limites e/ou com limites demais que ela teve? Um assassino é só uma pessoa doida, porque pessoas normais não deveriam ser capaz de matar umas às outras. Sendo assim, um assassino não tem culpa do que faz, ele só é mentalmente instável? Qualquer um de nós poderia ter sido um bandido, com a criação errada ou os genes errados? Ah que perguntas complicadas!
Eu sou um artista? EU. Se eu nem sei o que eu sou. se eu nem sei quanto de controle eu tenho de mim mesmo. Se eu nem sei quanto de mim Deus deu e quanto de mim a vida na Terra fez. Se eu nem sei quanto de liberdade eu tenho e quanto o destino controla a minha existência. minha criação artística vem de onde? Dos meus pensamentos, sim. Mas não parece ser de todos dos pensamentos, ou será que é? Eu sinceramente não sei. Essa é mais uma das perguntas que me angustiam. Eu não posso, então, dizer que tenho mérito no que escrevo. Eu nem sei se estou sendo inspirado por uma fonte não-materializada de conhecimento, e nesse caso eu não tenho mérito nenhum. Talvez nós, ‘artistas’ estejamos simplesmente captando correntes de pensamentos esparsas ‘no ar’ como se fossem um campo magnético totalmente invisível e impossível de detectar. Ou talvez nosso inconsciente ligue as coisas. Porque na maioria das vezes eu começo uma obra sem saber como ela vai terminar ou onde ela levará. Mas eventualmente eu encontro um bom caminho para seguir. Coincidência? Ou será que meu inconsciente pensou em tudo antes. Sim, porque até eu às vezes me surpreendo com as ligações que se fazem às vezes no que eu escrevo, depois, quando vou ler tudo. Então eu não posso afirmar com certeza que eu tenho mérito pelo que escrevo. Talvez ninguém possa. Talvez todos possam. É mais uma intrigante dúvida da existência humana.
O que Somos Nós?
Apesar da redundância no título: Nós somos o que nós pensamos? Digo, os nossos pensamentos. Somos os nossos sentimentos? Somos a mistura dessas coisas?
Com os nossos pensamentos, nós escolhemos o que vamos fazer, se vamos seguir um pensamento racional ou não, se vamos nos entregar aos ímpetos do coração. Se formos nossos pensamentos, pode-se dizer que somos nossas ações. Porque o resultado do julgamento do nosso raciocínio são todas as coisas que fazemos. Mas isso ignora o fato de que também deve ser considerado como sendo nós a parte de nós que fica no nosso interior, nossos pensamentos, o que os outros não sabem. Inclusive porque essas coisas ditam como vamos agir futuramente. Também pensar que somos nosso pensamento ignora o fato de que às vezes nosso pensamento não consegue controlar a gente e agimos por impulso. Não por escolha, mas porque os sentimentos tomam conta da gente. É um fato de que toda vez que choramos descontroladamente, toda vez que fazemos qualquer coisa que a gente acha que foi sem-querer, a gente estava tentando, talvez inconscientemente, conseguir alguma coisa com aquilo.

O outro lado da moeda seria acreditar que somos nossos sentimentos. Muita gente acredita nisso. Mas na maior parte do tempo nós agimos contra nossos sentimentos, escondendo-os e até querendo que eles não existissem. Se conseguimos agir assim, os sentimentos não podem ser nada mais do que simples pedaços de nós, nunca o inteiro.
Logo talvez sejamos a união das partes. O que significa que somos uma guerra, um embate. Às vezes a razão vence. Às vezes o sentimento vence. O que significa que não temos controle nenhum sobre nós mesmos? Talvez. Mas lembrando que na minha análise de mim mesmo eu percebi que todas as minhas ações, mesmo aquelas que eu achava que eram totalmente atoa ou por desabafo dos sentimentos, eu tinha motivos por trás. Então pode haver uma terceira parte nos controlando? Nosso inconsciente? Talvez o nosso inconsciente esteja escolhendo com base em hipóteses qual lado tem a melhor possibilidade de fazer com que consigamos o que queremos. Mas o que queremos não tem que ser o que nosso ‘eu verdadeiro’ deseja. Isso vai de encontro a essa terceira entidade, o inconsciente sendo nosso ‘self’. O que significa que nós somos o quão somos inteligentes? Ou nós somos nossas memórias? Aí entramos na questão de como somos criados. Como é criada nossa personalidade (um termo bem vago esse, aliás, personalidade). Nossas experiências criam nossa personalidade. O que talvez signifique que nascemos sem nada criado na nossa mente, além, claro, do que a genética faz. Seremos mesmo uma página em braço? Provavelmente as respostas para essas questões estejam na resposta para o que é a alma. Provavelmente nós somos nossa alma. O que significa que somos um conceito ainda mais abstrato do que imaginamos. Se as teorias de reencarnação estiverem corretas, então não nascemos em branco. E, na verdade, para que Deus seja justo (desculpe a heresia) a reencarnação deve existir. Porque senão todas as pessoas nascendo umas em lugares bons, outras em lugares ruins, isso faz com que haja maior possibilidade de que as pessoas com vidas ruins se tornem pessoas ruins. E como se não bastasse o conceito católico-envagélico de inferno já ser injusto, ainda seria mais injusto. Na teoria das reencarnações, todos vão reencarnando até serem perfeitos. Parece um sistema mais justo pra mim. Claro que eu não posso dizer que sei das mesmas coisas que Deus sabe, logo pode haver uma lógica que foge da minha compreensão. Mudamos de assunto, mas tudo bem. Segundo a crença corrente, os bons vão para o céu e os maus vão queimar no inferno pra sempre. Isso seria totalmente sem sentido. Deus, então iria fazer pessoas sofrerem pra sempre pra quê? Prazer macabro? (Desculpa a idéia). Não faz sentido, seria muito mais lógico apagar a existência dessas pessoas. Mas sem saber porque Deus nos criou, todas essas teorias ficam vazias e a própria idéia de tentar não ir para o inferno parece impossível. Além do mais, com todas essas variadas e contraditórias correntes de pensamento sobre quem vai pro inferno e o que é necessário fazer para se salvar, tornam-se ainda mais injustas as idéias de céu e inferno. Afinal, para haver justiça, tem que haver a possibilidade clara de se saber antes de fazer que o que você vai fazer é errado ou certo. É como as leis humanas, elas estão lá, você pode saber o que você vai fazer que vai te levar pra prisão. Isso torna as leis justas. Elas são claras. Mas com todas as idéias opostas sobre o tema aqui na Terra só se torna impossível condenar alguém. A não ser que uma idéia teológica que eu tenho na minha mente estiver correta. Eu creio que sabemos no nosso coração o que é certo e errado e podemos ser nossos guias.   Minha idéia de justiça é simples e, até onde eu sou capaz de pensar, a mais lógica possível. Pra começar, a idéia principal é a de que ‘a nossa liberdade vai até a onde a liberdade do outro começa’. É básico,é fácil, é simples, é verdadeiro. Por exemplo, matar é errado porque? Porque se matamos estamos tolhendo a liberdade da outra pessoa de escolher continuar vivendo. Liberdade significa liberdade de escolha. Pra todas as coisas que existem, essa regra básica vale. Isso é a verdadeira justiça. Todos serem o mais livres que é possível serem. Se todas as pessoas fossem assim, respeitando toda a liberdade alheia, o mundo seria um lugar perfeito. É essa idéia que a Justiça tenta emular. Mas existem algumas idéias teológicas que vão completamente contra essa idéia. E já que eu entrei no tema religioso, vou expor aqui uma outra coisa que muito me intriga: o ódio ao diabo. Eu sei que, se ele existe, ele é uma criatura vil e malvada. Mas cantar ‘pisa, pisa, no inimigo’ parece destilar ódio demais pra mim e começar a se igualar a esse vil ser. Porque se Deus é amor, então não há espaço para ódio. Nem sequer ódio a mais vil das criaturas.

Qualidade x Gosto Pessoal

Seguinte: eu tenho um amigo que acha que todas as músicas mais lentas são músicas se qualidade nenhuma, porcarias. E tem um outro colega que classifica todos os meus gostos (e todos os gostos de outras pessoas que não são ele) como ‘bobagem’. Eu queria esclarecer que generalizar é burrice. Depois do ‘pulo’.
E que se você não gosta de, por exemplo, música lenta, você não entende o apelo que aquele tipod e som tem para quem gosta. Portanto você só pode dizer que não gosta, não tem embasamento pra criticar a qualidade. Agora dá, sim, pra criticar uma coisa mesmo sem você gostar, se ela estiver incluída num grupo maior. Vou usar músicas como exemplo de novo. Músicas lentas são uma subcategoria de músicas. Portanto herdam características de todas as músicas. Você pode criticar o ritmo, a voz da pessoa… enfim, coisas gerais. Agora você falar que todas as coisas de determinado gênero são ruins só porque não gosta é tremendamente enganoso, vide que simplesmente não estão no seu gosto. As pessoas precisam aprender a diferenciar gosto pessoal de qualidade, duas coisas que não tem absolutamente nenhuma ligação uma com a outra. Você pode desgostar de alguma coisa por ela ser ruim ou simplesmente porque não é do seu gosto. Mas temos que aprender a respeitar o gosto alheio. Coisas que pra você são importantes, para alguém com certeza vão ser bobagens. E vice-versa. e ninguém está certo ou errado. Até mesmo quando se julga as coisas por qualidade há dois lados. Fora que só quem entende o apelo que uma coisa tem, tem o direito de julgar se aquilo tem qualidade ou não dentro daquilo que se propõe a fazer. E mesmo entendendo o apelo que uma coisa tem, você pode não gostar dela, e aí você tem um pouco mais de embasamento pra poder criticar aquilo com mais firmeza. Por isso que generalizações são erradas. E também mesmo sabendo que algo é de qualidade duvidosa, pode-se gostar desse algo. São os chamados ‘guilty pleasures’. Por exemplo, eu sei que músicas pop são lixo total, mas eu adoro! E eu posso dizer isso porque eu sei do apelo dessas músicas, mas eu sei que os ritmos delas são repetitivos, que as letras não dizem nada. Isso é uma crítica de qualidade, diferentemente do meu gosto, já que eu adoro essas músicas. É preciso saber separar as coisas.

E já entrando num outro assunto. Ainda no âmbito de -pessoal x público-. Porquê o que a maioria gosta nem sempre é sinal de qualidade (aliás quase nunca é). Coisas com alto valor agregado costumam não fazer sucesso, enquanto coisas feitas sem muito pensamento envolvido fazem o maior sucesso no mundo todo. Isso porque, pra começo de conversa, obras com muita qualidade geralmente nos fazem pensar. Pensar é algo bem pessoal, nos fechamos dentro de nós pra pensar. E quando estamos com amigos vendo filmes, séries, jogando, ouvindo música, lendo… queremos estar com os amigos de verdade. Quando vemos algo que nos faz pensar, precisamos de tempo pra processar o que nos está sendo passado, e perdemos o ‘timing’ da interação com os amigos. Importante lembrar que obras que nos deem esse tipo de pensamento permitem mais pós-ação, já que teremos muito mais sobre o que falar DEPOIS. Outro fator que causa esse efeito de popularidade de obras ruins é que nós nem sempre estamos aptos a pensar. Todo mundo precisa descansar, e aí vamos para as comédias pastelão sem crítica social nenhuma, para todas as obras com clichés, todas as obras didatistas que se explicam um zilhão de vezes para que não precisemos entender nada. Assim não precisamos pensar e podemos nos divertir do mesmo jeito. Além disso, toda a indústria vem estudando desde seus primórdios o que o público quer. Portanto podem simplesmente dar o que a maioria das pessoas quer. Como, por exemplo, pessoas semi-desnudas e romances água-com-açúcar. Todos os clichés repetidos tantas vezes, com os quais as pessoas se acostumaram. Todas as músicas com refrão chiclete fácil de guardar. E não precisa colocar uma boa trama num filme ou num livro, nem sequer uma boa jogabilidade em um jogo, simplesmente fazer o que pode ser considerado ‘fan service’. Depois, tem todas essas pessoas que adoram pegar ‘a onda do sucesso’. Tudo que faz sucesso, elas vão achar maravilhoso e deixar de lado todo o senso crítico que tiverem. Todo mundo faz isso pelo menos uma vez na vida, a maioria das pessoas uma porção de vezes. Pensar está desvalorizado. A maioria das pessoas não pensa muito. Qualquer mínimo de identificação que tem com alguma coisa e já consideram essa coisa como o supra-sumo. Fora todo o marketing, que faz com que se torne praticamente proibido estar perdendo aquele filme que é a sensação do momento. E, principalmente, qualidade só vem com originalidade. Copiar coisas antigas que fizeram sucesso não é qualidade. Por isso, qualidade causa estranheza, pois tudo que é novo incomoda um pouco no início. Portanto as pessoas preferem ficar com as idéias antigas, mais fáceis de manusear. Além do mais, mesmo as pessoas que sabem diferenciar qualidade de audiência e popularidade, tem curiosidade de ver se aquele coisa que todo mundo está criticando tem alguma qualidade. Ou então tem naquela coisa um guilty pleasure. Ou então vêem aquela coisa no seu momento de descanso do cérebro e escapismo puro e simples. Então elas acabam dando ibope para as coisas ruins também. E tudo bem. Mas o importante aqui é ressaltar que nem tudo que faz sucesso é bom. E que é importante saber diferenciar.

 As leis não são perfeitas.

Elas são o melhor que elas podem ser. Mas elas são, naturalmente, inevitavelmente, exageradas. Porque não dá pra escrever numa pilha de papéis tudo o que se pode ou não fazer com todos os detalhes. Ou seja, quando se diz que não pode fazer algo, todas as coisaas inclusas naquilo estão proibidas. Não dá pra escrever todas as exceções. Por exemplo, não se pode tirar a roupa em público. Mas se você for assaltado, devia ser relevado, mas não dá. imagina se tivessem que escrever todas as atenuantes para ficar nu em público?! Mas esse exemplo é horrível! Espero que não seja necessário para o entendimento.

Estamos todos presos.

Os sistemas políticos, jurídicos, etc… foram todos criados há muito tempo, por um grupo de humanos já mortos, obviamente. Mas nós vivemos nesses sistemas hoje em dia. A maioria de nós não entende nada do que está acontecendo. Os que entendem, entendem só um pouco de cada coisa. Nós tentamos melhorar essas coisas, mas nos tornamos inábeis de fazer grandes mudanças significativas. Será que somos mais incompetentes do que nossos antepassados? Ser´´a que usar os sistemas de organização da sociedade que eles criaram nos deixou com preguiça de pensar em maneiras efetivas de melhorar eles?

Crer Literalmente na Bíblia?:

Todos sabemos que tem pessoas que crê que a Biblia é a Palavra de Deus. Todos sabem que ela foi traduzida de sua língua original por mãos humanas. E muita gente deve imaginar que há erros nessas traduções. Pois bem, para os homossexuais que pretendem crer na Bíblia, há uma igreja evangélica que foi criada a partir de uma tradução melhor da Bíblia. Os bispos dessa igreja são um casal gay masculino. A Igreja Contemporânea. Eis o site dela:

E nele a matéria específica sobre homossexualismo:
Site

E mais. Tem esse vídeo:

For the Bible Tells me So

Ou ainda um trechinho mais específico: FTBTMS, Pt2 e Pt3.

A Cultura Escolar Brasileira

A educação do brasileiro tem que melhorar. Mas pra isso a´idéia de educação do brasileiro tem que melhorar. Nós temos que ser uma cultura de educação. Eu acho que falta ao brasileiro saber que educação não é só uma exigência pra ter um emprego melhor e poder cursar uma faculdade. E que ler é só uma exigência pra treinar a leitura. Escola serve pra sermos melhores pessoas. Pra evoluirmos. A convivência com outras pessoas nos serve pra nos descobrirmos e nos formarmos, formarmos nossas mentes. E os exercícios que fazemos na escola são exercício para nosso cérebro. Ele (o cérebro) precisa desses exercícios pra se desenvolver. E leitura não é só pra treinarmos leitura, serve pra que entremos em contato com um punhado de idéias novas, idéias colocadas em profundidade em páginas e páginas de um livro. Um livro que tem um tempo muito maior pra desenvolver um tema e pode desenvolver ele mais sem se toranr maçante por se tornar lento. Um livro nos faz adquirir mais conhecimento da nossa língua e das palavras, e linguagem ecrita é a mão de todas as linguagens. Através da linguagem escrita todas as outras artes podems er feitas. Portanto ter alta habilidade em lingua escrita é uma ótima habilidade. E ler não é uma coisa maçante e terível. Quem pensa isso é porque não encontrou ainda o tipo de leitura de que gosta.

Liberdade Total de Todos


As pessoas continuam fingindo ser quem não são

Elas continuam querendo controlar as vidas das pessoas

Continuam não aceitando o que outrem fazem

As pessoas continuam não aceitando que elas mesmas façam algo que os outros vão considerar errado ou mau, mesmo que de fato não seja

As pessoas ainda se controlam umas pelas outras

A humanidade ainda se regra por opiniões próprias, ainda não aprendeu a regra tão simples e óbvia dos direitos de um que terminam onde começam os direitos dos outros.

Mais que isso. Elas se prendem, tiram a própria liberdade, com medo de tirar a dos outros.

Hoje em dia, no mundo, as pessoas nunca fazem o que querem fazer, só fazem o que lhes é permitido por todas as outras pessoas do mundo juntas de fazer.

Todo mundo é vigiado o tempo todo. Fazer algo que seja diferente da maioria é assinar um acordo entre você e a humanidade de se esconder e de fingir ser quem não é. Um acordo de sofrer por ser quem é de verdade.

As pessoas do mundo, hoje em dia, ainda, depois de tanto tempo de existência, se escondem atrás de comportamentos estereotipados, relacionamentos superficiais com amigos e namoros, roupas sexy, desrespeito e escárnio.

Há um casulo protetor em volta das pessoas, todo mundo está fechado. Todo mundo renega o amor, a amizade, o afeto a um canto obscuro de si. Todos estão apenas dizendo apenas coisas ruins de outrem, brincando o tempo todo. Mas no fundo, isso são máscaras pra esconder o que realmente pensam. E as pessoas que servem de brincadeira fingem que aceitam e ríem de si mesmas, mas nem elas sabem que só ser ironizadas e satirizadas afeta suas emoções, mesmo que seja brincadeira.

Até mesmo em festas supostamente liberais, você não vê todas as pessoas fazendo o que realmente querem.

As pessoas, o mundo, a humanidade só faz as coisas que os outros querem e aceitam.

Fica a impressão de que ninguém manda em si mesmo. De que, prendendo-nos uns aos outros, prendemos-nos todos.

Quando isso vai acabar?

O preço dos políticos

Eu devo estar sendo ingênuo com i de iscola né Carla Perez, mas me parece que o motivo de minha revolta/post é um completo e indiscriminado absurdo (assim como é um absurdo eu querer transar na rua ficar usando palavras como “indiscriminado, certo?). Por quê os políticos tem que receber valores como 10.000, 20.000 como salário? Qual é a lógica disso? Não existe! Se os políticos recebessem salários mais, digamos, realistas (a.k.a.: justos), talvez houvessem menos pessoas entrando pra política por causa do salário e mais por causa de idealismo. O que há, em política, que justifique esse absurdo no preço do serviço desses senhores? Eu queria entender só mais um pouquinho de política pra saber o que nós, como cidadãos e patrões dos políticos (que são nossos empregados), podemos fazer pra acabar com essa malandragem. Como é possível que o salário deles seja tão, mas TÃO mais alto que o salário mínimo?!?!?! E mais: essa dinheirama poderia estar servindo a propósitos bem melhores! Imagina todos esses políticos ganhando menos (e ainda assim bem), quanta grana não seria a mais para coisas desnecessárias como saúde, segurança e educação! Eu li uma vez que havia um projeto de lei para que os políticos não pudessem ter seus filhos matriculados em escolas particulares, não sei se foi aprovado, mas espero que tenha sido, para que esses seres, essas criaturas repugnantes, passem a ter maior apreço pela educação nesse país. Agora devia haver algum projeto pra fazer os salários desses salafrários ser regrado pelo salário mínimo, igual o salário de qualquer empregado do setor público.

Religiões: Um Mal

Congregações
Começando o meu texto, opinião pessoal, já advirto, com o tema das junções de pessoas com o objetivo de compartilhar sua crença. São bastante comuns pelo mundo todo, por que o ser humano simplesmente não consegue suportar estar sujeito a si mesmo e à sua própria sorte aqui na imensa e atribulada Terra. Alguns desses grupos crêem com 100% de certeza serem os certos em suas crenças (não vou nem entrar no ônus do orgulho que, segundo muitos, seria um pecado; ainda assim agem como se fossem os donos da verdade soberanos). Mas com tantas crenças igualmente apelativas pelo mundo, islamismo, espiritismo, catolicismo, protestantismo, etc… não é verdade que todas e cada uma delas tem a mesma chance de estar certa?
Há ainda algumas que julgam o que a outra faz. Consideram os atos de outras como feitos demoníacos, mas qual a separação entre algo bom e algo mau, quando o mau pode se fingir de bom? O que os evangélicos consideram demônios podem mesmo ser espíritos. O que os espíritas consideram espíritos podem ser demônios. O que os evangélicos consideram dons ou Espírito Santo podem ser demônios ou espíritos ou dons mesmo ou ainda outra coisa. A verdade é que nós não sabemos. Então é impossível ter certeza de qual a crença está correta. Então é impossível prever quais ações levarão alguém ao céu ou ao inferno, considerando que existam tais locações pós-vida. Apesar de que por mais que queiramos, precisemos, e seria triste, pode mesmo nem existir um pós-vida. Há divergências entre as crenças ao ponto de algumas acreditarem que suicídio leva ao céu e outras crerem que suicídio leva diretamente ao inferno. Até onde posso analisar, ambas podem estar certas. Ninguém foi até o outro lado, voltou e disse numa transmissão televisiva internacional o que há de lá.
Livros Sagrados
Por que acreditar em algum deles especificamente, quando há tantos que podem estar certos? Bíblia, Torá, Alcorão, Evangelho Segundo o Espiritismo, e outros com nomes mais estranhos. É a coisa mais ridícula acreditar na supremacia de algum desses livros. E, pior, acaba levando à soberba, à crença de que você está certo, todos os outros estão errados, portanto você é superior aos outros. Leva à segregação. O islamismo é um perfeito exemplo disso.
Acreditar nesses livros não é, de maneira nenhuma, acreditar na palavra de deus. É, antes, acreditar primeiramente nos homens que os escreveram. Homens que viviam em outras épocas, bastante diferentes das nossas, com tradições bem diferentes das nossas e, portanto, definições morais defasadas; considerando que o instinto social, que é a origem da moral, avança junto com a humanidade. Depois, é acreditar na pessoa que o traduziu, já que esses livros foram escritos em línguas mortas e não há uma tradução ideal perfeita do hebraico ou grego… para inglês, português ou alguma das línguas atuais, então é impossível uma tradução de um documento nessa linguagens se manter “puro”. depois, esses documentos existem por séculos, milênios, é impossível dizer que não houve interpolações, que não houve acréscimos de pessoas com seus próprios objetivos. Aliás, é bem provável que hajam interpolações. Outra coisa é que a Bíblia (o que eu mais posso falar, pois é o mais próximo de mim) é cheia de contradições que não existiriam se ela fosse “inspiração divina”. Além do fato de que a Bíblia é um documento muito antigo e, muito certamente, tais documentos chegaram incompletos às mãos das primeiras pessoas que compilaram a bíblia.
Aí chegamos a outro ponto. Houve uma compilação, em algum momento da história. Alguém escolheu o que iria e o que não iria dentro desse (e dos outros livros sagrados). Daí surgiram os livros apócrifos, os evangelhos excluídos da Bíblia. Até mesmo entre as diferentes congregações, há diferenças nos livros presentes na Bíblia e nas interpretações do livro.
E as profecias?, muitos vão dizer. Bem, simplesmente pegaram o que estava escrito e DEPOIS que determinado acontecimento aconteceu, atribuíram determinada escritura ao acontecimento. As pessoas fazem um esforço tremendo para manterem sua fé cega.
A maneira como a Bíblia é escrita também é completamente esquizofrênica, ora fala por parábolas, ora fala por prosa básica. E, mesmo que devesse ter sido escrita para que todas as pessoas entendessem, ela é toda enigmática. Toda a organização diagramática da Bíblia é estranha, também.
Outra coisa importante se fazer notar aos cegos de crença: as três maiores religiões do mundo: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo, tem basicamente as mesmas origens. E é importante também notar que Jesus, o ídolo-centro do cristianismo, tem muitas similaridades com vários centros de religiões. Na verdade, todos tem as características básicas de um herói. E se não acreditamos em deuses gregos do monte Olimpo, deuses egípcios, Alá, unicórnios e afins, por que deveríamos acreditar em Jesus?
E essas observações sobre a bíblia sagrada valem para todos os livros e todas as religiões existentes no mundo que se baseiam neles.
História
As igrejas tem um histórico de fazerem mal à humanidade. As raízes para a Santa Inquisição podem ser encontradas na Bíblia e foram executadas pela Igreja Católica. O islamismo que causa guerras é mais uma forma da religião. Os ataques a homossexuais tem contribuição da religiosidade. A escravidão foi feita com a desculpa religiosa. E inúmeros outros males. Na verdade, se existem os temidos Illuminati de que tanto os cristãos alertam, as religiões com certeza fazem parte do seu sistema de controle. E por mais que eu não acredite em fé cega, ter uma fé não é o problema, é fazer um grupo de pessoas em redor dessa fé que é o perigoso. Seguir um líder inquestionavelmente, como um cordeirinho. Você vê os pastores pregarem na TV, falando de “soldados de Deus”, “guerra” e coisas afins, e entende o quão longe essas coisas podem ir.
Ciência
Por mais que tenham se esforçado para provar o contrário, aqueles que são capazes de tudo para defender sua fé não foram capazes de ir contra a ciência. A igreja católica chegou até mesmo a criar um ramo da ciência chamado arqueologia bíblica para provar que o que está escrito na bíblia é real. Oras, se ela foi escrita por pessoas que viveram naquela época, é o mínimo que se espera que eles soubessem como eram as coisas naquele tempo. Além do mais, algumas evidências encontradas por esses ‘arqueólogos’ bíblicos foram falsificadas! Por outro lado, a ciência constantemente prova que as idéias de mundo da bíblia não são realistas (o mundo sendo plano, o sol no centro do universo, p.ex.). Claro, muitos podem dizer que isso é por que a ciência moderna ainda não existia naquele tempo. Mas para um livro inspirado por Deus, eu esperava mais. Além do mais, os esqueletos dos dinossauros testemunham contra a idade do mundo contida na bíblia e as pesquisas provaram que um dilúvio não pode ter acontecido na Terra.
Acessibilidade da Salvação
Um fato: as religiões foram criadas e mantidas por motivos políticos, como uma forma fácil de manipular as pessoas.
Mas e as pessoas que viveram antes dos evangelhos? E as pessoas que nunca tiveram acesso a um dos livros sagrados? Vão ser julgadas da mesma forma que aquelas que cresceram sendo abusadas ledo eles?
Lembrando que, sendo você de uma religião, em outra você vai pro inferno. Sendo assim, não importa o que você seja, em algum lugar do mundo você vai estar indo para o inferno. Inferno esse que vai contra a própria definição de um deus bondoso. Por que mandar as pessoas pra sofrer pra sempre? Sadismo? Como alguém poderia ser completamente feliz no céu sabendo que há tanta gente sofrendo tanto? E como alguém que pudesse ser feliz numa condição dessas pode ser considerado uma pessoa boa (e não um psicopata)?
Conivência
E se você está em uma religião, você está sendo conivente com todas as coisas erradas e violentas e transgressoras que foram feitas por elas ao longo do tempo. E com suas idéias preconceituosas, sexistas, segregacionistas e racistas.
Desespero
E tudo isso se aproveitando do desespero humano perante a coisas como a morte e a necessidade de um objetivo na vida. Quando chegamos a um certo nível nas perguntas, não podemos responder, e então a religião entra com suas respostas simples “é assim por que é assim” e “é uma questão de fé”, que nem podem ser consideradas respostas de verdade. “Eu acredito em Deus por que duvidar é pecado”, “eu não preciso de provas para acreditar em Deus” e afins são respostas comuns. E provam o quão estúpido é a crença cega. As religiões se aproveitam disso para lutar e para motivos políticos.
E isso não acaba. Ainda hoje as pessoas são criadas dentro de um sistema de crenças, se tornando adultos que simplesmente não conseguem questionar suas crenças. E isso é um abuso infantil. Os pais continuam impugnando suas próprias crenças nos seus filhos.
Tradições
Não se engane, não sou contra as tradições. Elas são parte da vida. Elas são o que dá sentido à vida. Sem elas não seríamos muita coisa. Mas para tudo há um limite. As tradições religiosas estão tentando parar o progresso da ciência e continuam coagindo as pessoas.
Males
Primeiramente, existe a segregação. Pessoas se dividindo em grupos. As diferentes religiões, e as pessoas que estão fora das religiões. E que simplesmente, às vezes, não se misturam.
Outro mal das religiões, todas elas, é a crença clara e óbvia de que mulheres e homens tem lugares diferentes no mundo, o que é um grande golpe contra o movimento feminista.
Além disso, há o conceito de “moral por medo” que vai contra o “lívre arbítrio” e em direção à coerção. “Você é livre mas se você fizer isso, você vai pro inferno”. E isso é ensinado a crianças, impedindo que elas criem uma moral por si mesmas, independente desses temores infundados. Em outras palavras, uma moral verdadeira.
Falando nisso, a exposição de crianças a religiões e os pais forçando elas aos filhos é nada menos do que um abuso da inocência infantil. Crianças não tem todas as informações ou capacidade de discernir entre o que é verdade ou não, e então os pais vêm e ensinam mitos como fatos reais. É absurdamente ridículo que teologia seja ensinada na escola como verdade e não mitologia.
Também há que se pensar na maneira como as pessoas projetam seus desejos nas coisas e nas ideologias, que faz com que uma pessoa interprete um livro, por exemplo, de maneira diferente de outra. Com relação à religião, as pessoas projetam nelas aqueles desejos deles que a sociedade desaprova mas, de algum jeito, a religião ainda aprova, por que a moral de um livro escrito séculos atrás é, com certeza, menos evoluído do que a de hoje. Então na verdade a religião também faz com que as pessoas se sintam mais convictas nas suas idéias ruins e maléficas.
Outra coisa preocupante são as vantagens que as religiões tem com relação a praticamente qualquer coisa. Por quê uma igreja tem o direito de não pagar imposto (não sei se é assim no Brasil)?
Mas talvez o mais preocupante é a INVASÃO do setor religioso na política, defendendo pontos de vista antigos e defasados, baseados em documentos rústicos (sim, a bíblia). O estado, que deveria ser laico, em muitos países praticamente já não o é. Qualquer político evangélico, por exemplo, basta se candidatar que vai ter todos os votos dos frequentadores daquela igreja e/ou religião. E, ganhando, vai defender os interesses apenas daquela parcela da população, em detrimento de todos os outros setores da sociedade.
E lembrando que a religião na política tem o poder de realizar todos os seus sonhos doentios: parar o progresso benéfico da ciência, promover uma caça aos homossexuais, ir contra políticas de controle de natalidade como camisinhas e aborto, dar um jeito das igrejas ganharem mais dinheiro ainda, etc. etc.
E isso é um absurdo.
——————-
E existe um preconceito GIGANTESCO na sociedade contra os que vão contra essas normas. Se você disser que é ateu, você vai ser crucificado por quase todo mundo. Só de você dizer que não acredita em Jesus, mesmo que seja uma crença burra, você vai ser apedrejado. Se você disser que não acredita na Bíblia, mesmo não tendo o mínimo motivo para acreditar, você vai ser esquartejado. Essa é a verdade. Portanto vamos sair dos armários, parar de ter medos e professar nossas crenças verdadeiras (ou falta delas). Só assim poderemos tornar o mundo um lugar melhor, livre dessas manipulações vis.
Links interessantes:
Criticism of the Bible: Página (em inglês) que fala sobre a crítica da bíblia.
Deísmo: Página da wikipedia sobre o deísmo.
O Deus Que Não Estava Lá: Documentário que prova que Jesus nunca existiu.
Bíblia do Cético: Site que mostra várias inconsistências, erros e outras coisas perturbadoras da bíblia.
http://kopherhistoriador.blogspot.com.br/2008/09/evidncias-arqueolgicas-que-desmentem-as_19.html
http://sobreomormonismo.blogspot.com.br/2011/05/desmentindo-alguimas-historias-da.html
Mito de Jesus: Matéria na wikipédia sobre o mito de Jesus.
Jesus Cristo Nunca Existiu
O Vírus da Fé: documentário
Religulous: Documentário de um comediante ateu (muito engraçado).
http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com.br/2010/04/uma-mentira-que-ha-biblia-em-relacao.html
Série CRESÇA: Muito bom! Dica: ative as Anotações.
Download – do livro Deus, Uma Ilusão, do fantástico Richard Dawkins
Aqui, falando sobre o livro Onde Termina a Religião?, escrito por um ex-padre
Este é sobre o livro de Bart D. Ehrman O Que Jesus Disse, O Que Jesus Não Disse
Esse blog é ótimo, e eu coloquei como link extamente uma série falando sobre a certeza da inexistência do Jesus bíblico

Ser Gay É Normal

Por mais que eu esteja particularmente cansado da discussão gay. Por mais que eu acredite que quase todo mundo está cansado também. Por mais que existam zilhões de outros assuntos muito mais importantes a ser discutidos. A verdade é que é impossível parar agora, por que qualquer pausa pode fazer com que os pequenos e os grandes avanços feitos tenham retrocesso. Infelizmente é assim que as coisas funcionam. Então a sociedade e as pessoas que formam opinião tem que dedicar tempo à causa gay enquanto poderiam estar falando de coisas muito mais importantes. Sim, por que ser gay é uma coisa tão natural que nem devia ser considerada um assunto. Mas mesmo assim temos termos como “polêmica do beijo gay” e “agressões a gays” por todo lado. Então, se é uma coisa que tem levado à morte e desestruturado tantas famílias (a base de tudo), é preciso que o preconceito e a homofobia sejam pelo menos reduzidos drasticamente. Por que isso é uma vergonha à raça humana. Esse post é a minha contribuição. Para que possamos dedicar mais tempo e energia a coisas como fome, desemprego, injustiça e corrupção sem ficar nos preocupando de que o retrocesso nos direitos humanos vai ser muito grande ao largar o famigerado osso da sexualidade humana.
Vou listar motivos pelos quais ser gay é coisa completamente natural.

  • Houve um estudo que revelou que os cérebros dos homens gays se parecem mais com o cérebro de mulheres heteros do que com os de homens héteros; e os cérebros das mulheres gays se parecem mais com os de homens héteros do que com o de mulheres héteros.
  • Quando um gêmeo é gay, numa significante quantia de vezes, o outro também é. Isso prova que há predisposição à homossexualidade no fator genético.
  • Há homossexualidade até mesmo no reino animal (do qual fazemos parte, aliás). Nos animais considerados irracionais.
  • Ninguém sabe o que faz uma pessoa ser hetero e ninguem sabe o que faz uma pessoa ser gay. Claramente é a mesma coisa. Então se ser gay fosse errado, ser hetero também seria errado.
  • Se ser gay é uma escolha, quando é que você, hetero, escolheu ser hetero? Você se lembra? Não. Isso por que não são escolhas.
  • Os lugares mais desenvolvidos e com melhor qualidade de vida, a Europa (1º mundo) e os EUA, são também os que tem maior tolerância aos gays. Na África, lugar mais pobre do mundo, há locais em que ser gay é crime passível de morte. Isso indica o nível de mentalidade dessas pessoas.
  • A discriminação gay tem fundos de discriminação às mulheres. Quando você chama um homem de mulherzinha e afins, você o está considerando inferior. É o ser superior homem, se deixando ficar numa posição considerada inferior: a da mulher. Mas como você deve saber, não existe nada inferior em ser mulher, pois somos todos humanos, então um homem ficar no lugar que VOCÊ acha que só as mulheres deveriam ocupar não é algo humilhante. E você é duplamente preconceituoso por pensar e agir assim.
  • Não existe, de verdade, um ex-gay. Isso é o que dizem os ex-ex-gays (wikipedia). Eles devem saber mais do que nó, não?
  • As pesquisas sobre homofobia (aversão à homossexualidade) afirmam que grande parte dos homofóbicos, são, na verdade, gays. Nesse caso é denominada homofobia interiorizada. Então se você for um homofóbico, você deveria se fazer uma análise pra ver se você é gay ou só idiota mesmo.
  • Nem mesmo o Alcorão é contra gays.
  • Nem o Torá.
  • Ao ter relações sexuais, os gays não estão fazendo nada contra ninguém, nem contra si mesmos. Nem contra a sociedade.
  • Se ser gay fosse uma coisa anormal, tantas pessoas que tentam a todo custo e não conseguem mudar não existiriam. Além disso, por que alguém ‘escolheria’ ser homo pra ser defenestrado pela família, quando poderia escolher ser hetero?
  • Há uma gigantesca possibilidade de que alguém que você conhece/gosta é gay. Seu cabeleireiro, sua vizinha, seu filho, sua prima, seu cachorro, sua amiga, seu atendente na mercearia… etc.
  • Uma pessoa gosta mais de sorvete de flocos do que de chocolate. Outra gosta mais de comer de garfo do que de colher. Ainda outra gosta mais de música clássica do que de rock. Nenhuma tem controle sobre isso. E nenhuma dessas é julgada por isso.
  • Há praticamente um consenso na ciência sobre como a homossexualidade ocorre. Primeiramente, a explicação evolucionista do ‘por quê’, que tem como mais provável alternativa para a manutenção do gene (lembrando que evolução não se trata da sobrevivência das espécies, mas sobrevivência dos genes) é que os homossexuais, não tendo filhos para cuidar, teriam tempo para ajudar o restante da família em seus afazeres. Outro quase consenso na comunidade é de que, diferentemente de coisas consideradas como doença como down ou autismo, a homossexualidade não venha de um único gene, mas de vários. Além do mais, não seria uma coisa dada como certa, mas apenas uma predisposição genética que, exposta a vários fatores fenotípicos se desenvolve psicologicamente. Claro que, como há tantos fatores que vão nos nossos gostos sexuais, é impossível dizer por que uns gostam de sadomasô, gordinhos, etc., por exemplo.
  • Por que é perigoso considerar isso antinatural. Pessoas se suicidam por isso, pessoas se tornam auto-destrutivas por isso, pessoas se casam com outras pessoas sem amor só pra negar isso, pessoas machucam e matam outras pessoas por essa crença imbecil. Isso é o que acontece.

Agora, sobre a Bíblia, pequenas coisas retiradas do documentário For the Bible Tells me So:

  1. A leitura literal da Bíblia, sem uma reflexão sobre aquilo que está escrito, sem pensar no contexto histórico, é atual. Nos seus primórdios, a Bíblia era lida e pensada. Inclusive as pessoas que podiam ler a Bíblia nem eram todas, para evitar interpretações erradas. Portanto a leitura da Bíblia que leva ao pé-da-letra o que está escrito é atual.
  2. A Bíblia já foi usada, através dos tempos, como método de repressão a várias minorias, como mulheres e negros. Atualmente é usada para repreender os gays.
  3. Quando a Bíblia usa a palavra “abominação” ela se refere a algo que vai contra os costumes. Quando ela usa a palavra “natural” se refere ao costumeiro. Geralmente se referindo a algo ritualístico, já que relações sexuais eram usadas para adorar a outros deuses.
  4. A Bíblia foi feita numa época em que a sociedade precisava se expandir. Portanto quando a Bíblia condena homens com homens, ela está na verdade condenando o desperdício do sêmen para outras causas que não a fecundação. Uma mostra de que a Bíblia foi feita pensando nos costumes da época. E como os tempos mudaram…
  5. Quando a Bíblia fala em sodomia, na verdade não se trata de sexo consensual com tesão ou amor. E sim de violação anal com intento de humilhar. É sobre estupro, prática comum naquela época para humilhar os derrotados.
  6. Se fôssemos seguir a Bíblia ao pé da letra, teríamos que matar quem não guarda os sábados (mesmo que a Bíblia diga para amar o próximo, contraditório, não?) e não comer certos frutos do mar, entre outras coisas que, hoje em dia, são absurdos.
  7. A Bíblia não menciona os gays sequer uma vez, simplesmente por que não existia o termo ou o conceito de gay naquela época. A sexualidade humana não era entendida, nem estudada. Homens só ficavam com outros homens de maneira sexualmente depravada. Não existia o que existe hoje: relacionamentos homossexuais monogâmicos. Eram outros tempos. Então não faz sentido ler fielmente um documento que leva em suas entrelinhas o retrato de uma outra época, sem adaptar o que está escrito aos tempos atuais.
  8. Não há maneira, não há a mínima possibilidade de que Deus seja contra o amor.
Referências
Evolução e homossexualismo: sobre como se encaixa, na teoria evolucionista, a homossexualidade.
For the Bible Tells me So: Documentário que mostra como, na verdade, nem a Bíblia é contra homossexuais.
Aqui, a pesquisa sobre os cérebros.
Orações para Bobby: Conta a história de uma mãe que rejeita seu filho homossexual e, depois que ele se suicida, ela muda seu jeito de pensar gradualmente. Baseado em fatos reais.
Página da wikipedia sobre homossexualidade no reino animal.
Página da wikipedia sobre os ex-ex-gays.
Estudo que aponta que alguns homofóbicos são gays enrustidos.
Origem da AIDS: Muitos idiotas acreditam por que são idiotas que a HIV veio dos gays. Esse artigo mostra que não.
Mais pesquisas.
Aqui, sobre uma pesquisa envolvendo feromônios.

Agora pesquise mais. Use a internet para aprender, para evoluir como ser humano.

P.S.: Casos de violência a caráter de exemplo do perigo da homofobia:
Aqui sobre um gay idoso. Chocante. Coitada da família.

A Minimização da Violência & cia.

Não querendo ser púdico de maneira nenhuma, e falando de um assunto que eu acho meio chato e sonolento (tipo “oh meu Deus, por que estou me coagindo a fazer isso?!”). Mas eu acho necessário falar sobre isso. Ou eu não acho e só sou verborrágico. Provavelmente essa é a… melhor eu parar de enrolar, esse texto não precisa ser… vamos lá! Ê!
Pensei nisso vendo a série americana The Vampire Diaries e depois lendo comentários sobre a série. Nada contra TVD, só acho que é uma boa ilustração do que eu vou estar querendo dizer (♫gerúndio, gerúndio♫♪). Há muita violência em TVD, mas não haveria como ser diferente, dada a temática. Mas você nunca vê as conseqüências disso. Sim, você vê todos os personagens da série terem alguma reação, mas você não vê as pessoas que perderam quem os vampiros matam, isso você não vê. E essa é uma forma de minimizar. Mostrar uma parte, mas esconder a outra. Isso me leva aos comentários. As pessoas realmente acreditam que há alguém bom em TVD e não existe. As pessoas acreditam que existe alguém bom por que não vêem todo o estrago, eu até acho que TVD se beneficiaria de mostrar mais, mas não é algo necessário, só acho que seria melhor se as pessoas entendessem melhor. Uma pessoa (um vampiro) boa em TVD seria uma que se entregasse à polícia para pagar pelos seus crimes, assim a família das pessoas mortas pelo menos saberia o que aconteceu e teria sua justiça. Mais ainda as pessoas que nem sabem que o parente morreu. Eu sei que estou pensando demais sobre uma obra de ficção, mas é para isso que elas servem. Reflexão, acima de tudo. (E diversão.) E nem os personagens que nunca machucaram ninguém são bons, eles são coniventes, eles sabem do que os outros fizeram, e se relacionam bem demais com isso, não se afastam, não dizem a eles para se entregarem ou… enfim, acho que me fiz entender.

Outra maneira de minimização de algo errado é o humor. Na novela Avenida Brasil, que acaba de acabar (acaba de acabar kkkk retardado), Carminha e Max traíam os parceiros e isso era considerado hediondo. E mostrado como odioso. Mas Leleco e Muricy traíam os parceiros em tom de comédia. Mas se você despe o tom adotado, acaba sendo a mesma atitude. Por que pessoas boas fazendo coisas ruins também são pessoas fazendo coisas ruins. E muito poucas vezes o caso de Leleco e Muricy foi tratado como algo maligno. Só por eles serem personagens do bem. Só que… isso não é engraçado. Pelo menos não deveria ser.

E ainda outra obra a ser mencionada é a série americana Glee, do canal Fox, que apresenta uma ideologia totalmente confusa e doida (na falta de palavra mais ofensiva). A série é sobre bullying, os excluídos, os invisíveis e tal. Portanto minorias são muito exaltadas ali, mas às vezes o Ryan Murphy coloca piadas sobre elas. Ou seja, ás vezes o bullying é tratado com seriedade, ás vezes é colocado com função cômica. Mensagem totalmente mista. Os únicos respeitados na série são os gays, a despeito de todos os outros grupos. O site gleesucks.com faz reviews ótimos que deixam bem claro tudo isso.

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