Felicidade

Embora ele não quisesse
Não importa o que fizesse
Mas não sabia
Que os ventos, nada os pararia

A cada dia mais enganação
Não pôde ler seu próprio coração
Mas uma simples visão
Fez brotar a emoção

Antes era um amigo
Mas seus olhos felizes
Revelaram no abrigo
da alma as raízes
de emoção chamada amor
E que esplendor!

Sentir-se amado
Mas como dizer?
Coração alado
Queria voar, mas sem machucar

Sentir-se apaixonado pela amiga
Sentir na amiga também tal emoção
Mas faltar coragem pra arriscar
Dizer “apenas contido, amigo
quero relação, séria razão
(arriscar a) razão da inrazão, que é o amor
Só contigo quero estar”

O que é essa vergonha?
Essa coisa de não poder contar
Se sonha,
Se quer amar
Por que negar?

Tentaste então, à menina falar
Mas terá ela quisto escutar?
E por falta de explicação mais pura
Ou por alguma loucura
Talvez um fingimento
Quem devia ouvir pareceu não entender
As coisas não são como deviam ser
Ah, sofrimento!

A tentativa de demonstrar continuou
O amor só aumentou
O coração só voou
Na emoção em expansão

E num impulso de dor
Usou de um meio de dicção atrasada
Para contar do amor, que tanto clamou
Mas isso não funciou
Não antes da hora errada

Meios atrasados chegam a
destinos erratos
Isso são fatos

E a pessoa que leu
Explicações não cobrou
Assim se sucedeu
Mas então a comunicação se recobrou

Na exlicação a verade cedeu lugar à mentira
Pra acalmar a ira
Mas isso não ia durar
No coração sempre há vontade de explanar
E de o amor que se sente, proclamar

E pra dizer o certo
Outro meio incerto
Deixou tudo em acerto
Pondo fim à amizade
coma pessoa errada
Irmão da menina certa,
Pessoa amada;
Ainda que tenha chegado ao fim
a falsidade

Mas o destinatário do sentimento
Que sentimento tambpem tinha
A verdade procurou
E com o consentimento
Que a verdade criou
Soube-se a sensação que vinha

Felicidade reinou
Ainda impera
Amor é só o que existe agora

O amor sempre vence
Não importa a hora
E ninguém o verdadeiro amor esquece
E isso só coisas boas ainda gera
O coração, no beijo, pulou
Ululou
É o fim feliz
Qu’ sempre será
É o que acontece
Quando o fim o coração é quem diz
E nada mais há
Nenhuma mão contra jamais se erguerá

E não há fim
O amor não é derradeiro nunca, jamais
Amor é início
Sempre a isso se diz sim
Não importa a idade
Amor é de tudo capaz
E só cria felicidade

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My Way Be

Quando meus sonhos quebrarem minha vida
O Amor é mais que fantasia?
Morfeu tem que me responder
Mas quando meus sonhos me destruirem
Vai você estar lá pra me salvar?

Meus sonhos negros
São meus melhores sonhos
Os pesadelos da vida presente real
O prazer futuro real
Ou irreal será?

A paz de espírito
É uma coincidência de idéias
Prevalescentes

Minha mente mata a minha alma
Ou será a minha alma a assassina?
Onde morará o amor?
Na paz?
Na guerra?
Na morte?

Não importa a minha maneira
Não importa a sua maneira de ser
Não importa o nosso jeito de amar?
Importa amar
Não me deixe assim que você descobrir
Que tudo o que você fez pra mim é um sonho
E é agora mais que um sonho realizado

O amor tras à mente lembranças
Mas apagou as que não a ti levam

Apague a luz se ela o cegar
Jogue a cruz se ela pesar
Me beije se precisar
Faça o que tem que ser feito
Só estou aqui pra te fazer feliz
Apenas tentemos

Não
Ou sim?
Ou talvez… um dia?
Não acalente minha esperança se não
Não acabe com tudo, se sim

Fogo queima aqui
Gelo me paralisa
Eu te ví agora
Se quiser, derreta o gelo e apague o fogo.

Paz de Sangue

Estou aqui no meio desse monte de bagunça
Esta bagunça (homeostática) que é o mundo
E dentro de mim o vazio
Que é você, nós

Nós não existe, é vazio
Isso pesa
Sangra, mata, destrói

Os nós da minha garganta
feitos por palavras suas que eu imaginei
mas não queria ouvir
Não ouvi, mas imaginei e já foi o bastante

Pra um mar de lágrimas
que derramei em segredo
no meu travesseiro cheio de sangue imaginário
De meu suicídio utópico
E você não nunca chegou a saber
Talvez nunca saberá

O mundo gira
e pra mim cai
Agora que penso em você
pois, infelizmente, pensei em te esquecer

As roupas dobradas no guarda-roupa
Sugerem companhia
Mas minha mente ignora os fatos
E junto de todos me sinto sozinho e isolado

Todos aqueles beijos que imaginei
Talvez não os tivesse criado
misticismo
Mas talvez se realizassem

Nos sonhos
Numa terra quente e fria
Nós calor e frio nunca nos encontramos
Será assim?

As folhas amassadas em algum canto da esperança
Dão origem à real imagem de cartas
Escritas e que amassei
Pois esperança assim é um martírio.

O ódio e a ilusão
Nunca se encontram
Mas meu ódio a mim
por minha ilusão de você…
E músicas esquecidas
Que me fazem lembrar o que eu tinha esquecido
Você, que realmente nunca consegui esquecer

O real não existe pra mim
Acredite, é nisso que eu penso
Podia ser verdade
Mas o real é pior que a ilusão
Quero viver meus sonhos
Mas a realidade me segura e prende
Eu podia não existir.

Buscando o Vento

Você sabe todos aqueles sonhos?
Vê todos aqueles espíritos?
É tudo só esperança
de que um dia o amor se concretize

É como alguém esperando alguém,
só que esse alguém já morreu
É como se trancar em um redoma
De vidro, de vidro

Cantando, dançando, Rolando
Passando o tempo
Buscando um vento
que leve a esperança
Andando de mãos dadas

Vestindo roupas de gala
pra fingir que somos pobres
a beleza de ficar amando
É o absurdo

Paradoxo do impossível, amor
Paradoxo do improvável
Hipérbole do Ser

Cantando, dançando, Rolando
Passando o tempo
Buscando um vento
que leve a esperança
Andando de mãos dadas

Estamos em frente a uma porta
Amando e buscando o dom da premonição
Saber o que há por vir e o “e se…?”

Isso é só o começo do Acontecer
Tecer a vida e querer
Ter de tudo do poder
Poder
Amor

Cantando, rolando, Passando o tempo,
Rolando no ar
Buscando um vento, um espaço, que eleve, leve a esperança
Andando, correndo, divagando de mãos dadas

Temos e não temos tudo e nada a perder
Tudo pode acontecer
Tudo vai se perder
Nas linhas de um tempo… Acontecer

Cantando, dançando, Rolando
Passando o tempo
Buscando um vento
que leve a esperança
Andando de mãos dadas, de mãos dadas

Cantando, dançando, Rolando
Passando o tempo
Buscando um vento
que leve a esperança
Andando de mãos dadas, mãos dadas

Eu Sou

Fogo
Queimando regras
Tentando trespassar paredes
Voando pelos ares
Um vulcão em erupção

Asas alvas abrem-se
Às minhas costas
Mas não são minhas
De meus sonhos
Que me carregam

Sorrisos me seguem
Amizades esquecidas
Passado
Vivo ainda aqui dentro
E dentro deles

Um cântico nórdico me acorda
Vindo das batidas do meu coração
Cujo vocal é o amor

E embora eu já tenha visto meus pulsos ficarem vermelhos na minha imaginação
Eu tento esquecer isso
Preciso deletar essa memória
E esse medo
De faze coisas sem-querer

Tímido
Pensando, nunca fazendo
Querendo, e então tentando
Não tentando, na verdade, o bastante
No confronto com essas minhas paredes

E a confusão que me acomete revela quem Eu Sou
Resultado da soma da diferença
Entre o que eu sou por querer e o que eu sou sem vontade
Entre meu racional controlado e o sentimental incontrolável
Resulta no resultado da eterna luta entre dois lados

Guiado sou pela minha emoção
Nada quero
Nada peço
Mas espero

Liberdade
É tudo o que eu sinto, é tudo o que sou, é tudo o que quero
Pensar todas as possibilidades
Nunca descer do muro
Afinal, pra quê escolher entre uma coisa?
Por que ter certeza de algo?
Eu de nada tenho

Viver
Ser perfeito
Tento
Viver
Ser feliz
Por viver
QUero
Fogo.

Verdade

Descanse em paz
Enquanto eu guerreio
A luta desesperada dos que ficam

Ninguém vai destituir de mim esse seu ar
Que ainda está vivo respirando aqui
Não vá

Eu preciso nunca esquecer
Nunca deixarei de te amar
É uma chama olímpica
Nunca apaga

Então essa é a verdade
O destino do homem é estar só
E as flores que deixei no cemitério
Nada significam

Estou agora num mundo destituído de significado
Nada aqui tem valor
A não ser sua imagem esvaescente na memória

Sua alma é sentida pelos meus sentidos
Que vão além dos cinco conhecidos
E me revelam o céu
Que é estar contigo

Não me sinto só
Mas a saudade é inevitável
Irrefutável

Não me deixe
Você deixou
Mas não deixa de existir
E eu me deixo levar
Até meu epitáfio
Que pode ser bem longo

A verdade real e absoluta é que
Mesmo que uma morte e uma vida
Terra e cimento
Flores e lágrimas
Pós-vida e nada
Mesmo que tudo isso tente nos separar
Eu já estou com você

Não há barreiras reais
Só uma necessidade de espera
Esperança
Fato que pertence à alma humana
Parte do instinto de sobrevivência

Mas o amor é da alma
A alma nunca morre
Morre,
palavra que quero ousar desistir de contabilizar
É, ela não existe mais no meu dicionário

Só o amor apaga palavras
Une existências
Reais e fátuas

Eu te amo
E amo a verdade
Essa verdade de que quem se ama é inseparável

Meu fantasma
Não te tenho terror
Eu quero estar aí
E vou esperar
Que chegue o momento da minha verdade.

Declaração de Amizade

Esta manhã eu vi um passarinho
Livre como eu queria ser
Pra ter coragem
E ir até você dizer algo

E dizer que apesar de você ser
Uma grande amizade
Eu te amo
Amor de amigo
Pois existem vários amores

Desafiar as convenções
Pedir pra conversarmos
Pra rirmos juntos
Junto com seus e meus outros amigos
Que se tornariam amigos em comum

Não que eu não confie na nossa amizade
É que eu queira convivência
Pois é fogo esta amizade aqui dentro
Não me deixa te esquecer

É uma declaração
E porque não uma declaração de amizade?
Para que alguém diga a um amigo após uma briga
Ou após um segredo escondido.
Ou eu dizer a você.

Quero lhe contar todos os meus segredos
Eu sei que parece estranho
Mas isso é pelas já mencionadas convenções

É raro um amigo enfrentar convenções
Mas não deveria ser
Se se quer ser amigo de alguém legal
Legal assim como você

Ser um dos seus melhores amigos
Um dos meus melhores amigos
Num lugar onde amizade verdadeira
É difícil de se conseguir

E só pra terminar
Isso são só palavras
Dizem a verdade
Mas pra alguém acreditar não são o bastante
Então em nosso mundo
É preciso assinar
Então eu assino
Meu nome
Paulo Azevedo da Silva Júnior.

Diário Secreto

Estou me analisando
Sabendo-me mais louco a cada acordar

Sei minha inutilidade
Quando nada faço
Isso é inconfidenciável

E agora meu ciúme me mata
Ciúme do que tenho
Ciúmes do que quero ter
Inveja que não quero ter
Olado mal de existir
Que não quero saber
E acabo de desvelar

Ah, bucolismo!
Ah, impaciência!
Nível de letargia
Quero ascendência!

Quero quebrar os freios e me descontrolar
Bater e descalibrar
Talvez assim eu dê mais valor
À vida que ao amor.

Dor, dói, doeu e não pára
Estou impotente diante do espelho
As oportunidades passaram
E só agora eu sei que as queria

Nada é o que eu sou
Penso e continuo a pensar
Mas continuo inexistente
Invalidado
Pois não tenho conjugalidade

Desejo
Que nada tem por mim
E eu por muita coisa tenho

Eu sou único
Mas quero mudar minha vida
Mesmo que eu passe a ser mais um
Entre todos

Psicologia do ser
Eu quero ir morrer
E parar de sentir
O que o trabalho não sufoca
E tudo invoca

Quero me salvar
E quero ser forte, se preciso

Estou cansado de não me levar adiante
Até onde está o pouco que quero

Eu estou com medo
De minhas mentiras

E a rejeição
Que há no mundo
E busca me abater
Me leva na enxurrada

Deus
Crença
Na vida e Nêle

Me recomponho
De minhas quedas
E quero que o mundo pare
Pra que eu descanse

Por quê as pessoas fingem?
Mudam coisas que pareciam fixas
Nada nelas é imutável
Nada nelas é confiável
Mas eu ingenuamente confio

Agora, o que é o amor?
Querer o bem de alguém
Mesmo que signifique seu mal

Sigo meu coração
Ele me diz o que
Um Ser Superior espera

E a humilhação que age
Me enchendo de manias
Que preenchem meu orgulho
Mas não servem pra apagar a dor

O que sou, eu mostro
A superfície e nela
o profundo
E la, e aqui
Sempre
Eu quero muito viver.

Septicemia Sentimental

Eu tento governar meus sentimentos
Mas eles não conhecem política
Não tente me controlar
Não contente em me ter
Nem eu consigo me controlar

Você me tem em teoria
E eu não te tenho, nem tive, nem terei
Isso dói de modo assassinador

É um canto desesperado sem harmonia
É esperança desesperançada
E é contradição do que não é contraditório
É o amor o impossível, ilimitável

Se eu tivesse ti, meu amor
Seria a pessoa mais feliz do infinito
Seria uma overdose de felicidade
que não me mataria

Tenho em mim medo de não te ter
e tenho em ti esperança minha
Mas tenho em meu desejo minha tortura
Que amor é esse!

Meus olhos lacrimejam até mesmo sem saber
E eu temerei que nunca saiba disso
Como já temo
E tomara que quando deverei temer
Eu te tenha e não tema
Esperança doce e torturante que nunca acaba

Amor é
uma vela no fim
infindável
imortal
eterna
inacabável
infindável
inatacável.

Doce caravela de sonhos que de mim não se dispersa
Está se afundando infindávelmente comigo dentro
Morte lenta que não termina.
Meus sonhos se resumem a você
Meus sentimentos também.
E minha vida
Eu me resumo a ti.

Isso queima
Dói.
Mas seria tão bom…
“Seria” maldito!

Infelizmente acho que você não me ama
Não tenho como saber
Mas é um sentimento inflexível
Que não termina com um Não
Te Amo!